O Dia Nacional da Consciência Negra existe para a reflexão. Em um momento histórico estranho no Brasil e no mundo, com ressentimento e ódio gratuito às minorias e comunidades marginalizadas, os negros ainda necessitam resistir ao preconceito e estão exaustivamente buscando reconhecimento de suas tradições e cultura, que, no entanto, são partes legítimas e irrefutáveis da formação do povo brasileiro.

Como entende o filósofo Antônio Filogenio de Paula, o Júnior, refletir sobre a consciência negra é essencial a qualquer cidadão brasileiro: aos afrodescendentes, que têm na data a lembrança da expressividade e legitimidade na cultura nacional, e às demais etnias que circulam pelo país, de modo que entendam que uma nação funciona a partir do entendimento e respeito entre diferentes raças e credos, num único caminho aceitável à democratização racial.

Diferentemente do que se rememora no dia 13 de maio (a libertação dos escravos), o 20 de novembro, como conta Júnior, foi o dia em que Zumbi dos Palmares foi assassinado e posteriormente esquartejado em 1665, quando capturado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho. "Zumbi é uma figura histórica importante para a consciência de resistência não só de negros, mas índios, portugueses e índios que moravam em quilombos, à margem da Coroa Portuguesa. A retomada benéfica de seu nome aconteceu em 1978, porque antes Zumbi tinha uma imagem negativa, era como um vilão da ordem do Brasil, ainda uma colônia", conta Júnior.

Para o filósofo, pesquisador e militante, falar em consciência negra é, enfim, a retomada da figura de Zumbi como um símbolo de resistência contra a opressão e o preconceito, a partir de uma história ressignificada. "Além de Zumbi, é legal pensar no que era o quilombo na época enquanto espaço, uma das poucas possibilidades de existir uma sociedade igualitária, democrática, apesar de este termo ainda não existir naquele período, mas no sentido de um lugar em que todas as raças podiam viver livremente".

E além de conceitos históricos e novos olhares sob um passado por muito tempo analisado pela ótica do vencedor, Júnior acredita, sim, que exaltar na contemporaneidade a imagem de Zumbi é importante e um mote para fazer do mês de novembro um período de reflexão sobre o papel do negro na sociedade. "O negro deve ser tratado de igual para igual, pois assim como o branco ou o índio, também contribuiu para a construção deste país", analisa o filósofo.

E a partir de uma comunidade negra consciente e ativa, Júnior enfim analisa o mês de novembro como uma grande exposição do que está acontecendo em prol da sociabilização do negro em todo o Brasil. "Isso não quer dizer que não existam preconceito e racismo, porém percebe-se que a inclusão acontece cada vez mais tranquila". O filósofo acredita que o caminho da democracia igual para todos, indiferente da cor da pele, é a humanização de conceitos. "Quebram-se velhos conceitos para que outros novos nasçam para o bem de todos". Fonte: http://atarde.uol.com.br

 

Há 13 anos, ela* saiu da cidade de Iguatu, no Ceará, para tentar uma vida melhor na capital do país. Chegou com a primeira filha ainda na barriga e com a expectativa de começar uma nova história na cidade grande. Mas nada aconteceu como a jovem imaginava. Hoje, aos 29 anos, tem sete filhos. Apesar da pobreza e das dificuldades, nunca pensou que uma de suas crianças desmaiaria de fome. O caso que ocorreu semana passada e chocou o Distrito Federal mostrou uma realidade dramática na cidade que tem a maior renda per capita do país. 

Janaína recebeu o Correio no apartamento onde mora há um ano, no Paranoá Parque. O local tem 46 metros quadrados, mas é onde tem tentado traçar um novo destino com a família desde que saiu de uma invasão no Setor Noroeste. As paredes coloridas são prova disso — ela comprou a tinta e pintou do jeito que queria. Com tamanha simpatia, tenta deixar todos da maneira mais confortável possível em uma cama que fica na sala. Logo no início da conversa, expõe o que tem vivenciado nos últimos dias.  “Só eu e Deus sabemos o momento que estou passando, é muito ataque, muito preconceito”, contou. 

Com certo incômodo, ela lembra o motivo pelo qual tem recebido tantas condenações. Na última segunda-feira, saiu pela manhã para acompanhar um irmão doente até o INSS. Os filhos haviam comido angu de leite logo cedo, mas pediu para que a filha de 13 anos fizesse o almoço. “Dizem que não tinha comida, mas ela fez arroz e feijão para os mais novos antes de irem para escola, eles que não quiseram. Havia o que comer, só não tinha carne”, descreveu. Mas ela confessa que, como o ônibus que leva os meninos à escola passa cedo demais, na maioria das vezes, não dá tempo de fazer a refeição.

Desde o dia do desmaio, o filho que passou mal está na casa do pai. Voltou até a residência da mãe apenas para pegar os pertences. “Eu creio que ele vai voltar. Não é de hoje que eu venho nessa batalha com todos os meus filhos e nunca os abandonei.  O pai pediu para ficar com ele, mas nunca fui mãe de abrir mão da guarda dos meninos. Passo pelo que passo, mas é com eles”, declarou, com lágrimas nos olhos e voz embargada. “Está sendo muito difícil depois de tudo não ter meu filho perto de mim. Se não fosse isso, ele estaria aqui comigo.”

Apesar do triste episódio com a criança, ela tem esperança de que o caso chame a atenção das autoridades para a extrema pobreza de algumas famílias da capital. Sonha com creche para os filhos e com um emprego. “É difícil, mas talvez isso tenha acontecido para mudar minha história. Eu não aguentava mais sofrer dentro deste apartamento. Eu sou o pai e a mãe deles”, expôs. O maior sonho da desempregada é uma simples rotina de muita gente. “Quero ter uma boa alimentação todos os dias, para mim e para meus filhos. Também quero minha casinha arrumada, com camas, por exemplo”. 

Umas das principais dificuldades para encontrar emprego é a falta de creches para o filho de 3 anos. “Eu não sou a única culpada, tem o governo também. Eles simplesmente soltaram a gente aqui igual bicho. Eu agradeço muito a Deus pela oportunidade de morar aqui, mas não temos nada perto”, criticou. No último sábado, o governador Rodrigo Rollemberg anunciou que o GDF vai alugar um espaço para abrigar salas de aulas para as crianças do bairro. Hoje, elas têm que fazer um percurso de 30km de ônibus, até a Escola Classe 8, do Cruzeiro.  

Para o doutorando de ciência política da Universidade de Brasília (UnB) Eduardo Chaves, a situação mostra que há uma necessidade urgente em se debater as demandas sociais das regiões do Distrito Federal. Para ele, cada local tem um problema estrutural diferente, que deve ser estudado para uma melhor política pública direcionada aos moradores. “A gente precisa entender que as responsabilidades são maiores do que falar que a família deu ou não deu conta. Muita gente passa por situação semelhante”, diz. Outro problema, para Chaves, é que, com a falta de investimentos no Entorno, a área central não consegue atender toda a demanda, e fica saturada. “Atender a criança não é só levá-la para a escola. Precisa de transporte, por exemplo, para que ela chegue rápido. Então, tem que pensar em uma política de transporte, alimentação e habitação”, afirmou.

De acordo com Chaves, o Paranoá Parque não foi pensado estruturalmente para abrigar crianças, e isso pode refletir nos problemas da região  —  onde não há creches, escolas ou acesso fácil à mobilidade que possa transferir os alunos para outra localidade. Na opinião do pesquisador, as crianças têm sido historicamente ignoradas no DF. “Parece que só as políticas de educação e saúde que são importantes para elas, mas estamos vendo que também há outros direitos, como andar pelas ruas do DF, acessibilidade e segurança”.   

*Nome omitido, para proteger a identidade da criança

Quer ajudar?

Quem quiser ajudar a família com doações ou cestas básicas pode entrar em contato pelo telefone 9.9516-6456. Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

A cantora participou da 22ª edição da Parada LGBTI do Rio, neste domingo (19) e, sem citar-lhe o nome, criticou Marcelo Crivella

Daniela Mercury, em sua participação na 22ª edição da Parada LGBTI do Rio, neste domingo (19), criticou o prefeito Marcelo Crivella, sem, no entanto, citar o nome dele. “A sociedade carioca é libertária. Jamais combina com o prefeito que vocês têm”.

O evento tradicional perdeu neste ano o apoio da Prefeitura do Rio e quase não aconteceu, por falta de verba. A realização só foi possível por conta de uma vaquinha online e do patrocínio de duas grandes empresas, além da disposição de artistas, que abriram mão de seus cachês. Fonte: http://bahia.ba

Um deputado estadual que construiu a carreira política como um dos mais eloquentes opositores da causa LGBT renunciou ao cargo após ser flagrado com um homem em seu gabinete. O diário "Columbus Dispatch" destacou que Wes Goodman, de 33 anos, foi surpreendido enquanto fazia sexo com o visitante. O representante decidiu se demitir pela "conduta inapropriada", sem dar detalhes, depois de uma reunião com o líder republicano do Legislativo de Ohio, Cliff Rosenberger.

Brad Miller, porta-voz do líder, explicou à mídia americana que o parceiro do agora ex-deputado não era funcionário nem tinha cargo eletivo na Casa. O encontro foi consensual, mas "inapropriado para um representante estadual", segundo ele. Goodman aceitou e confirmou as alegações a Rosenberg, segundo nota enviada à Associated Press.

Na biografia do Twitter, Goodman se descrevia como "cristão, americano, conservador, republicano" e ainda citava a mulher, Beth. Uma de suas principais plataformas políticas era a defesa do "casamento natural", que ocorreria apenas entre um homem e uma mulher.

Pró-família tradicional no discurso político, o ex-deputado pediu desculpas a quem tenha se desapontado com sua conduta. Em nota, o americano pediu privacidade para começar o "próximo capítulo da vida".

"Todos trazemos nossas próprias lutas e provações à vida pública. Isso tem sido verdade para mim, e sinceramente me arrependo que minhas ações e minhas escolhas tenham me impedido de servir meus eleitores e nosso Estado de maneira que reflita os melhores ideais do serviço público. Para aqueles a quem desapontei, sinto muito", destacou. Fonte: https://extra.globo.com

Segundo a Polícia Militar, duas famílias tiveram seus veículos levados por assaltantes. Equipes do BPVE fazem buscas na região

Rio - Um arrastão assustou motoristas, na tarde deste domingo, na pista sentido Zona Oeste da Avenida Brasil, na altura de Coelho Neto. Segundo a Polícia Militar, duas famílias tiveram seus carros roubados por três criminosos que estavam a bordo de um Ecosport vermelho.

De acordo com a PM, homens do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) foram acionados ao local para recuperar os veículos e prender os assaltantes, além de prestar socorro às vítimas.

Ainda de acordo com a PM, as famílias foram conduzidas ao 40º DP (Honório Gurgel) para fazer o registro do roubo. Equipes do BPVE fazem buscas na região para tentar encontrar os criminosos. Fonte: http://odia.ig.com.br

Acidente grave com ônibus deixa ao menos três mortos em Paracambi

Tombamento de veículo deixou vários feridos. Segundo PRF, entre as vítimas fatais estão duas crianças e um homem de 30 anos

RAFAEL NASCIMENTO

Rio - Um grave acidente envolvendo um ônibus deixou ao menos três mortos e 33 feridos, na manhã deste domingo, na Rodovia Presidente Dutra, em Paracambi, na Baixada Fluminense. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre as vítimas fatais estão duas crianças e um homem. A Polícia Civil confirmou as mortes de Eduardo de Miranda de Lima, 1 ano, Diego Souza Santos, 10 anos, e Daniel Duarte Santos, 30 anos. O corpo dos três foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu. Ainda não há informações sobre a data e local de sepultamento das vítimas.

Segundo a PRF, que atuou com equipes no local junto ao Corpo de Bombeiros, o coletivo da linha Duque de Caxias x Barra do Piraí, da viação Divina Luz, tombou na via por volta das 8h. O ônibus, que estava com 36 passageiros no momento do acidente, teria capotado em uma curva.

"Estava dirigindo pouco à frente do ônibus, quando ouvi um grande estrondo. Chovia forte na hora e desconfiei que tinha sido um acidente grave. Por isso parei e fui a pé em direção ao veículo", contou o caminhoneiro Geovane Marcelino Gomes, de 65 anos, que diz ter ouvido gritos de desespero das vítimas. "Tinha muita gente chorando. Fiquei chocado com as cenas. Liguei imediatamente para as autoridades, pedindo socorro", completou o motorista.

As vítimas foram levadas para o Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), também conhecido como Hospital da Posse, Hospital Flávio Leal, em Piraí, e Hospital São João Batista, em Volta Redonda. De acordo com a CCR Nova Dutra, concessionária que administra a via, um ferido está em estado grave, cinco tiveram ferimentos moderados e 27 ficaram com ferimentos leves.

Em nota, o Hospital da Posse informou que oito pessoas deram entrada na unidade de saúde, sendo duas crianças. Os feridos foram levados por ambulâncias do Corpo de Bombeiros e Samu e receberam atendimento na emergência adulto e pediátrica do hospital pelas equipes médicas de plantão.

Segundo a assessoria de imprensa do HGNI, todas as vítimas estão lúcidas e o estado de saúde delas é estável. Entre elas estão: Érika Ferreira dos Santos, de 26 anos, e seus dois filhos, uma menina 7 e um menino de dois anos; Alice Salustiano da Silva, 28 anos; Bruna Silvério de Lima, 28 anos; Wagner da Silva Amaro, 26 anos; Roque Batista, 63 anos; Osvaldo Ferreira da Silva, 65 anos.

Por causa do acidente, a pista no sentido São Paulo da Dutra chegou a ficar interditada para o atendimento às vítimas. Às 10h05, a faixa da esquerda foi liberada e às 10h28 a faixa da direita ficou livre. 

 

Vítimas iriam para parque aquático

As 36 vítimas seguiam em uma excursão para o parque aquático Aldeia das Águas, em Barra do Piraí. Ao menos 10 pessoas de uma mesma família estava no veículo. "Era a primeira vez que a minha irmã, o filho e o marido iriam para esse parque. Estou muito nervosa pois não sei mais informações sobre o meu cunhado", conta Sandra Silva, 33 anos, técnica de enfermagem.

De acordo com a técnica, a irmã Alice Salustiano da Silva, que fraturou o fêmur, não sabe para qual hospital o marido foi levado. "Ela está desesperada porque ainda não tem informações", revela Sandra. "Estamos em busca do meu cunhado e isso agoniante. Eu só peço a Deus que o encontremos o Daniel e que Deus conforte o coração das famílias", disse Cristiano Pontes, cunhado de Alice. 

"Vou ter que percorrer nos hospitais e vê se ele está em algum. Essa era uma excursão para o parque aquático. Eles saíram cedo e estavam felizes. Eu estava trabalhando e a minha mulher me avisou. Essa é uma fatalidade e tenho esperança de encontrar os meus outros parentes com vida", compeltou Cristiano.

"Alice me contou que o ônibus estava devagar e de repente freou e capotou", comentou a irmã da vítima sobre como teria sido o acidente. 

"Ficamos sabendo do acidente por um funcionário do hospital que ligou para a nossa casa. Cheguei aqui e encontrei o meu irmão (Roque Batista dos Santos) e os dois netos dele. Há um desencontro de informações. Ninguém diz nada. Vi o meu irmão e o neto dele, de 2 anos, que está todo machucado. Nesse ônibus só tinha amigos e familiares. É uma angústia muito grande. Queremos informações. O meu irmão disse que ele escutou o barulho do pneu furar. O outro neto do meu irmão foi retirado das ferragens pelos bombeiros e o segundo se arrastou e saiu sozinho", relatou Ivaldo Batista dos Santos, eletricista.

Todas as vítimas são moradoras do bairro Parque Fluminense, em Duque de Caxias, e estavam muito felizes e animados para o passeio. "No ônibus tinha o meu marido, o meu filho e dois netos. Eles iriam passear e se divertir e aconteceu isso. Infelizmente, isso é coisa da vida. Deus está no controle", disse a parente de quatro das vítimas, que não quis se identificar. Segundo a mulher, ela se livrou do acidente porque é evangélica e tinha um compromisso na igreja.

O subgerente de tráfego Fábio Oliveira, representante da empresa Trel, dona da viação Divina Luz, disse que o motorista que conduzia o veículo no momento do acidente é "experiente", e que "está na empresa há mais de 15 anos e conhece o trajeto que seria percorrido".

Sobre as condições do veículo, Oliveira explicou: "O ônibus é parametrizado para andar só a 90 km/h, como a via permite. Quando o motorista passa dessa velocidade o motor corta o óleo, fazendo com que o condutor tenha que reduzir a marcha", disse.

O representante disse ainda que a Trel vai acompanhar o caso e que está à disposição da Polícia Civil. "A empresa prestará toda a assistência as vítimas e aos familiares", concluiu. A 51ª DP (Paracambi) investiga o caso.

Acidente deixa seis vítimas em Barra do Piraí

Na manhã deste domingo, um outro acidente envolvendo três veículos em Barra do Piraí, também no Sul Fluminense, deixou seis vítimas, ainda não identificadas. 

De acordo com a PRF, dois feridos estão em estado grave e foram levados para o Hospital São João Batista, em Volta Redonda. Já as outras quatro vítimas foram encaminhadas para Santa Casa de Barra do Piraí com ferimentos leves.

Por causa do acidente, os agentes da PRF interditaram os dois sentidos da  rodovia federal, por volta das 10h30. No entanto, por volta das 12h15, houve uma liberação parcial da via.

Fonte: http://odia.ig.com.br

A perseguição e o bullying contra a adolescente de Nova Andradina (MS) não terminaram nem com a sua morte

A jornalista Tatiana Farah, do Buzzfeed, publicou nesta sexta-feira a trágica história da jovem Karina Saifer Oliveira, 15 anos, que vivia em Andradina (SP) e se matou com medo de que suas fotos íntimas vazassem na internet.

Angela Saifer, 46, estava no trabalho, numa usina açucareira, quando recebeu uma mensagem da filha no WhatsApp perguntando se poderia sair de casa para fazer um trabalho escolar. Eram cerca de 13h30 do último dia 7, uma terça-feira.

Aquele seria seu último contato com a filha.

Karina Saifer Oliveira, 15, aluna do primeiro ano do ensino médio em Nova Andradina, a 300 quilômetros de Campo Grande (MS), passava os dias entre a casa da mãe e a do pai, Aparecido Oliveira, 47, agente de segurança da escola pública onde ela estudava, a Nair Palácio de Souza.

Naquele dia, ela almoçou na casa da mãe, junto com o padrasto. Quando Angela voltou da usina, não a encontrou no quarto. “Ela era bem estudiosa. Até no dia em que aconteceu isso daí, ela me mandou uma mensagem, falou: ‘mãe, posso ir fazer um trabalho? preciso de nota’. Eu perguntei onde era e ela não respondeu mais. Aí eu fiquei meio preocupada, mas pensei que ela tivesse saído.”

Karina, porém, tinha ficado em casa. Enforcou-se na varanda.

“O celular dela estava em cima da cama. Chamei: ‘Karina!’. Ela não respondeu. Eu vi a porta do fundo aberta. Deixei minha mochila em cima da mesa. Na hora que eu cheguei no fundo [onde fica a varanda], deparei com aquela cena. Jesus Cristo! Eu não desejo isso para mãe nenhuma. A gente não sabe o que passa na vida da gente. Se eu soubesse…”, contou Angela, em entrevista ao BuzzFeed News.

Karina não dava sinais evidentes do que se passava com ela, disse a mãe. “Ela sempre foi muito meiga. Ultimamente ela sentava no meu colo, jogava as pernas para o lado, ficava passando a mão na minha cabeça. Eu perguntava se estava acontecendo alguma coisa. E ela dizia que não. Só tô te abraçando, ela dizia. Eu não sabia de nada.”

Tinha os desejos e planos normais, de adolescentes. “Ela fez 15 anos no dia 6 de junho. O sonho dela era ter uma festa. A gente nunca teve condição de fazer. Ela sempre falava que queria ser uma delegada, que queria estudar. O pai é bacharel em Direito e ele sempre apoiava ela.”

Mas Karina estava vivendo um ano de inferno pessoal. Conhecera aos 14 anos um rapaz de 17 com quem tivera uma relação sexual. A história se espalhou pela cidade, de apenas 50 mil habitantes, e pela escola, de 900 alunos. Havia a fofoca de que ele divulgara fotos íntimas dela, como um troféu. Não se sabe se as fotos de fato existiam, mas o estrago estava feito.

“Faz dois meses ela veio conversar comigo que ela estava se sentindo uma pessoa vulgar porque tinha acontecido isso com ela. Eu disse que não tinha nada a ver”, contou o pai de Karina, Aparecido. “Eu só soube o que aconteceu depois que o rapaz já não estava morando na cidade.”

Fotos no Whatsapp

Uma das irmãs de Karina recebeu uma foto do corpo da adolescente em um grupo de WhatsApp, o que revoltou familiares. Era a cena do suicídio. “Só quem entrou lá [na casa] foram o perito e a polícia. Eu fico me perguntando quem foi que vazou essas fotos. Não entrou ninguém de estranho lá”, lamentou a mãe de Karina. Fonte: http://painelpolitico.com

Crime aconteceu em comunidade de Belford Roxo

Rio - Policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prenderam, na manhã desta quinta-feira, Carina Isabel de Oliveira, por suspeita de assassinar o próprio pai em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Segundo o delegado Willians Batista, Carina golpeou Ademir Ramos com golpes de uma garrafa de vidro quebrada.

O crime aconteceu na comunidade Vila Pauline, naquele município. Após ser interrogada, Carina alegou legítima defesa, mas as investigações da DHBF e o trabalho da perícia desmentiram sua versão.

Ela foi autuada em flagrante por assassinato. Se condenada, Carina pode pegar de seis a 20 anos de prisão. Fonte: http://odia.ig.com.br

 

RIO - Um lutador de MMA e estudante de medicina foram os autores do assassinato covarde de uma moradora de rua ocorrido em outubro passado. Foi esta conclusão do inquérito presidido pelo delegado Daniel Rosa da Divisão de Homicídios (DH). Equipes da DH prenderam na noite da terça-feira Cláudio José Silva, de 37 anos, e Rodrigo Gomes Rodrigues, de 24 anos, pelo assassinato de Fernanda Rodrigues dos Santos, de 40 anos.

A investigação apurou que os dois mataram a vítima com um tiro no peito enquanto ela dormia debaixo de uma marquise, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no dia 18 de outubro passado. Fernanda era conhecida do bairro, e costumava dormir no local há pelo menos quatro anos.

Ela era uma figura carismática e adorada. A vítima costumava andar pelo bairro carregando seus pertences em sacolas pelo corpo.

Cláudio é lutador de MMA, já tendo, inclusive, realizado lutas profissionais. Já Rodrigo é estudante de medicina, atualmente no 10 período da faculdade.

Durante a prisão dos acusados, na residência de Cláudio, foi encontrada grande quantidade de drogas, além de uma balança de precisão: 142g de cocaína, 96g de crack e 10g de maconha. A polícia apreendeu ainda as roupas usadas pelos acusados no dia do crime. Com isso, além do mandado de prisão preventiva pelo homicídio, Cláudio também foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Fonte: https://extra.globo.com

POR FERNANDO MOREIRA

A rede de lanches Greggs, bastante popular no Reino Unido, desculpou-se após inovar no presépio deste ano, ao trocar o menino Jesus por um enroladinho de salsicha.

A releitura da cena bíblica provocou revolta nas redes sociais e repercutiu mal na imprensa local. "Não sou pudica, mas representar Jesus, um judeu, com um enroladinho de salsicha é profundamente ofensivo em todos os níveis", protestou um internauta, segundo o jornal "Northern Echo".

Assim, a Greggs, originária de Newcastle (Inglaterra), voltou atrás e um porta-voz da rede lamentou o ocorrido: "Pedimos desculpas se ofendemos. Nunca foi a nossa intenção".

Fonte: http://blogs.oglobo.globo.com

O estado lidera número de registros de mortes de homens de 15 a 24 anos; entre causas estão suicídio, acidentes de trânsito e homicídios

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou, em levantamento divulgado nesta terça-feira (14), a Bahia como estado brasileiro com maior número de registros de óbitos de homens de 15 a 24 anos de idade por causas externas. O total corresponde a 3.394 mortes não naturais, catalogadas no ano de 2016.

Em dez anos, enquanto 10 das 27 unidades federativas conseguiram diminuir a estatística, o estado baiano protocolou um aumento de 171,3%. O IBGE diz, ainda, que, em comparação ao índice de 2006 – quando houve 1.251 falecimentos –, o número quase triplicou.

Em 2006, São Paulo era quem detinha o maior número absoluto de homens jovens mortos por causas externas (5.055), enquanto a Bahia ocupava o sexto lugar no ranking, com 1.251 mortes contabilizadas. Fonte: http://bahia.ba

*Ulrich Kraft,

Muitos pacientes já não conseguem corresponder com tranqüilidade e facilidade às demandas do trabalho e, sobretudo, às exigências que impõem a seu próprio desempenho. Poucos, porém, conseguem se livrar de sua receita de sucesso. Os propulsores internos seguem em plena atividade e, em fases de grande pressão externa, produzem ainda mais stress. Está aí a crueldade do esgotamento profissional: os princípios e as qualidades pessoais que levaram as pessoas adiante durante tantos anos de repente se voltam contra elas não lhes permite sair da roda-vida do stress.

Por isso, a equipe de Zurique trata seus pacientes em vários planos. Em primeiro lugar, eles aprendem métodos para lidar melhor com situações estressantes, como exercícios voltados para a comunicação e técnicas de relaxamento. No treinamento individual, Schedlowski procura corrigir posturas que levaram os esgotados ao desastre. Essa "correção do plano mestre" é a parte mais difícil da terapia, que se deve ao modo de funcionamento do cérebro: aquilo que se aprendeu desde cedo e se praticou durante anos fixa-se com firmeza. "Modificar princípios e comportamentos internalizados de maneira tão intensa demanda um treinamento que, de fato, leva algum tempo", esclarece o psicólogo.

Jogadores profissionais de golfe ou tênis conhecem o problema. Seu cérebro armazenou tão bem determinados movimentos que eles os realizam de forma quase automática. Se um tenista deseja modificar seu saque, necessita de um treinador para observá-lo e corrigi-lo. E precisa treinar, treinar mais, treinar muito para que o novo movimento possa ser aplicado com segurança no jogo. Mesmo que seja sob a pressão de uma final em Wimbledon.

Para os pacientes com síndrome do esgotamento profissional, a prova de fogo acontece em pleno jogo decisivo - o do trabalho. Não são poucos os que fracassam por subestimar a gravidade da situação. Na opinião de Schedlowski, são necessários quatro meses para uma terapia comportamental externa. Ao longo desse tempo, os pacientes precisam treinar sem cessar os novos padrões de comportamento e testá-los no dia-a-dia, da mesma forma como faz o tenista. O cérebro requer esse empenho.

O tempo influi no prognóstico para o paciente. Quem, exaurido, arrasta-se por meses ou anos no trabalho, por vezes até o colapso total, prejudica as próprias chances de cura. É por essa razão que especialistas aconselham a levar a sério sinais de alarme como falta de vontade, cansaço e exaustão, sobretudo quando persistentes.

O melhor ainda seria, claro, não cair no círculo vicioso da autocobrança demasiada e da pressão interior. Os terapeutas suíços apostam na prevenção pela informação. "Na vida profissional de hoje, o stress é quase normal", afirma Schedlowski. "Quando sabemos como nos proteger das conseqüências, o risco do esgotamento é muito menor."

A regra número um é administrar com cautela nossos recursos físicos. As medidas anti-stress são simples e eficazes: alimentação saudável, exercício físico e uma boa noite de sono. Número dois: mesmo sobrecarregado, é preciso observar o equilíbrio entre tensão e relaxamento - é preciso haver equilíbrio entre trabalho e vida particular.

Cada um tem de encontrar seu próprio mecanismo de compensação do stress. Há pessoas que relaxam preparando-se para uma maratona; outras repousam curtindo música ou cuidando do jardim. O passatempo pouco importa - o que interessa é ter um. O mesmo vale para os contatos sociais. Seja entre amigos ou na família, é fato que as relações interpessoais protegem contra o esgotamento. De resto, quem se isola por causa do trabalho extenuante não terá mais ninguém a quem chamar numa emergência, quando vier a precisar de ajuda e companhia.

Schedlowski aconselha as vítimas do stress profissional a aprender uma técnica para relaxar - como ioga, meditação, treinamento autógeno ou relaxamento muscular. E a fazê-lo antes que precise dela com urgência, porque os primeiros sinais do esgotamento já se anunciam. O passo decisivo, no entanto, é dado na cabeça, constata o psicólogo: "Na vida profissional, é preciso adotar o mais cedo possível uma postura que dê à saúde e ao bem-estar psíquico no mínimo a mesma importância atribuída à ascensão na carreira".

Lauro N., com seu alto potencial, ignorou esse fato por muito tempo. Foi somente ao ver-se numa unidade de terapia intensiva, "sozinho e na pior", que uma luzinha acendeu em sua cabeça. Lauro mudou de vida. Abandonou o emprego, lutou para recuperar os amigos e realizou o sonho da juventude de fazer uma grande viagem pelo mundo. Depois disso, voltou a atuar como consultor e tem hoje um cargo até melhor que antes.

Agora tudo é muito diferente. "Pratico esporte, tenho mais tempo livre, reservo pelo menos duas horas por semana para fazer coisa nenhuma e, acima de tudo, curto a vida. Meu trabalho continua sendo importante, mas outros aspectos também têm tem prioridade." Seu balanço da nova vida: "Nunca me senti melhor!".

 *Ulrich Kraft, médico e colaborador da Gehirn&Geist, atua como jornalista científico em Berlim. - Tradução de Sergio Tellaroli

Compositor também falou sobre sua relação com as redes sociais no programa Altas Horas

Caetano Veloso afirmou que o maior problema do Brasil é a desigualdade econômica e que a interação de criança com artista nu no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo não é pedofilia. O cantor esteve no programa Altas Horas, da TV Globo, exibido na noite deste sábado (11). 

"O maior problema do Brasil é a desigualdade. É disso que eles querm fazer a gente se esquecer, criando essas cortinas de fumaça, mas nós não nos esqueceremos. Havemos de vencer a desigualdade. E é isso que nós temos que ter coragem de mudar, não ficar discutindo se um rapaz nu deitado e uma menina que foi levada pela mãe, pegada pelo tornozelo, é pedofilia, é claro que não é pedofilia", disse o compositor, depois de uma pergunta de Serginho Groismann sobre a censura e os limites da arte.

Caetano Veloso se apresentou com seus filhos Moreno, Zeca e Tom durante o programa, que contou com a participação da atriz Letícia Colin e o historiador e colunista do Estadão Leandro Karnal.  Caetano também falou sobre o ódio na internet, e sua relação com as redes sociais. Seu filho Moreno Veloso confessou que o pai não tem celular. 

"Há redes sociais em meu nome e posto coisas lá às vezes e me responsabilizo por tudo, até pelos erros de português que tenho que consertar quando me dizem. Mas não fico olhando na internet, vendo rede social. Eu, pessoalmente, com frequência, não. Então não sinto muito essa... Não me atinge", disse Caetano. Fonte: http://cultura.estadao.com.br

*Por Aldo Fornazieri

"Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados"(Lucas 6:37). "Fortalecei as mãos fracas, e firmai os joelhos trementes. Dizei aos turbados de coração: Sede fortes, não temais; eis o vosso Deus! com vingança virá, sim com a recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará" (Isaías 35: 3-4). Definitivamente, o Antigo e o Novo Testamentos são expressão de duas éticas opostas. A ética do Antigo Testamento é uma ética da virtù, do combate, da coragem. É comparável à ética dos povos pagãos que, com seus sacrifícios sangrentos aos deuses da guerra, estimulavam a ferocidade e a coragem, a bravura dos homens nos campos das batalhas. O Deus do Antigo Testamento é um Deus vingativo, exige a purgação dos pecados e a punição dos malvados pelo fio da espada.

​A ética do Novo Testamento, construída pelos apóstolos, principalmente por São Paulo, que sacramenta um desvirtuamento do que Jesus de Nazaré pregou e fez, é uma ética da submissão, da resignação e da covardia. Não por acaso, o cristianismo se tornou a religião a serviço dos poderosos, do Império Romano, e da subjugação dos povos. Em nome dele, os rios, as florestas, as pedras e os mares se tingiram com o sangue dos inocentes. São Paulo foi mestre em enfraquecer as virtudes combativas dos cristãos primitivos, tornando-os dóceis e submissos, para que pudessem ser aceitos e assimilados pelo Império. Essa estratégia elevou os cristianismo ao poder, às custas da mansuetude resignada dos povos. O resultado não foi a salvação e a glória de Jerusalém, mas suas destruição pelo general Tito. Como bem disse Maquiavel, o cristianismo entregou o mundo na mão dos malvados. A derrota e a destruição é a colheita última daqueles que não lutam com suas virtudes pelos seus princípios e valores. O cristianismo imperial e posterior, já não era nem a sombra dos princípios zelotas e revolucionários professados pelos primeiros seguidores do nazareno.

O fato é que o cristianismo impregnou toda a política ocidental e se erigiu em instrumento de poder de todos os regimes. Mas impregnou a política ocidental também de sua ideologia servil, povoando a mente dos deserdados com a falsa crença de que eles podem ser livres, mesmo sendo servos e escravos, pois a liberdade do espírito seria muito superior do que a liberdade real. Assim, o escravo pode ser mais livre do que seu amo. No Brasil de hoje, a ideologia cristã do perdão, da submissão, da resignação,  nunca se fez tão presente, contaminando quase a todos, seja pela falta generalizada de virtù combativa, por oportunismo, por equívoco, por capitulacionismo, por covardia pura e simples ou para exercer o poder.

No Brasil, se pode ser mercador de africanos, dono de escravos, feitor e está tubo bem. Não há necessidade de nenhuma reparação histórica. A escravidão é posta na conta de uma necessidade econômica e está isenta de qualquer juízo moral, civilizatório, humanístico. Os antigos escravocratas se tornaram os oligarcas da República Velha e continuaram a extrair o sangue dos ex-escravos, transformados em novos servos.

Com o processo acelerado de urbanização e de industrialização, o sangue e a carne dos migrantes do campo para a cidade, foram cimentados nas paredes das fábricas e nas obras da construção civil. Os novos ricos, os empreendedores e os industriais foram saudados como os grandes construtores do Brasil. E se algum direito foi garantido aos trabalhadores, foi necessária a violência impositiva do Estado orquestrada por Getúlio Vargas.

As débeis esperanças de avanços que se esboçaram em meados do século XX foram esmagadas pelos tanques e pelas baionetas, quase sem resistência. Na redemocratização, os torturadores e os assassinos dos porões da ditadura foram perdoados com a anistia e boa parte do sistema político sentou-se na mesa do conciliábulo do Colégio Eleitoral e do governo de transição.

Se a Constituinte e os governos petistas pareciam significar algum avanço, o golpe mergulhou o Brasil no lodo do retrocesso e numa ignominiosa indignidade. Agora, os golpistas, desvairados em sua fúria destrutiva de direitos e da dignidade do povo e o país, são perdoados, tal como ocorreu com a anistia ampla, geral e irrestrita. Tudo em nome do taticismo para chegar ao poder. O resultado é um passo à frente e alguns quilômetros para trás.

Os progressistas querem um progresso que é um retrocesso. Se era para perdoar os golpistas, então por que razão se pretendeu fazer oposição ao governo Temer de hoje se se buscará um governo com o PMDB de Temer para amanhã? Como ficará a moral combativa dos militantes e dos ativistas se os golpistas serão perdoados? O que terão a dizer? Como enfrentar a onda neofascista e conservadora, encubada no processo do golpe, se os golpistas podem ser perdoados? Como fica a defesa da democracia se você perdoa quem a pisoteou? Este tipo de perdão é a autorização para novos golpes futuros, novas anistias e novos perdões, repetindo a história cinza da repetição sucessiva como farsa.  

No Brasil não se quer a aspereza do combate, mas a comodidade do conciliábulo. Aqui se esquece que é mais importante uma derrota digna, com a espinha ereta, do que uma vitória que não é tua vitória, mas a vitória dos teus inimigos. Se esquece que é preferível perder uma eleição preservando força social e militante para novos combates, do que vencer e ser subordinado às forças da corrupção, da exploração, que concedem migalhas para manter inalterado o quadro institucional e legal da indignidade, da desigualdade e da injustiça.

Se não quereis julgar, saibam que eles vos julgarão; se não quereis condenar, saibam que eles vos condenarão; e se quereis perdoar, saibam que eles não vos perdoarão. Se uma nova derrota vier, será a mais vergonhosa das derrotas dos progressistas e das esquerdas, porque será a derrota da capitulação, do cálculo oportunista, do oba-oba típico da política dos salões, dos gabinetes e dos palácios de uma esquerda que perdeu o senso do combate político.

Neste Brasil de hoje, se você tem uma posição elevada, é uma pessoa pública e tem poder, você pode ser racista que não será racista; você pode ser flagrado cometendo crimes contra o Estado e contra povo e isto traduzirá numa falta de provas. Em sendo você senador ou deputado, ou até ministro ou presidente, você tem autorização para cometer crimes, pois o STF garante que você não será molestado. No governo, no Congresso, no STF, você pode ser fascista, ser contra direitos de trabalhadores, de mulheres e de minorias que contará com a indiferença de muitos e dos reclamos formais de outros.

Mas se você for militante e ativista social, cuidado. Não radicalize, não pregue o ódio, pois você será combatido pela direita agressiva e admoestado pela esquerda mi, mi, mi; ui, ui, ui; ai, ai,ai. Agora, se você for trabalhador, pobre, negro, índio, ande na linha, pois o longo braço da lei poderá te alcançar. Não cometa nenhum pequeno delito, pois as cadeias estão cheias de gente que cometeu pequenos delitos. Se você for jovem, pobre e negro, o cuidado deve ser maior. Você pode ser visto como bandido. Se você for mulher e for estuprada, poderá ter um filho indesejado, pois você não é dona do teu corpo. E ninguém te protegerá da violência machista,  dos feminicídios e dos estupros. Você, índio, terá suas terras tomadas e o trabalho escravo está autorizado nas lides do campo, nas fazendas, nas carvoarias, nas tecelagens. Vocês todos não serão vingados, nem encontrareis a justiça, pois essas coisas não são coisas da política realista. São coisas de moralistas, de idealistas. A política, neste país, nada tem a ver com virtudes. Ela é puro interesse.

No Brasil, os inimigos se sentam juntos para libar e comemorar na mesma mesa. Afinal de contas, somos uma democracia racial, somos um povo ordeiro e pacífico e Deus é brasileiro. É melhor estar nos palácios e nos gabinetes do que ter que lutar por aí. Esqueçam o Salmo de Davi, que diz o seguinte: "Disse Javé ao meu Senhor: assenta-te a minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés". Lembra-te: "Mas eu lhes digo: não se vinguem daqueles que fazem mal a vocês. Se alguém lhe der um tapa na face, vire o outro lado para ele bater também".

*Aldo Fornazieri - Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).

Um moto taxista que passava pelo local também foi atingido

Rio - O 3º Sargento da Polícia Militar, Victor Aleixo Oliveira da Costa morreu na manhã deste domingo, em confronto com traficantes no Morro da Providência, no Centro. Ele foi atingido na cabeça enquanto dava apoio a outros policiais. O sargento, que era lotado na UPP Providência, foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos. Ele é o 118º policial a morrer este ano e o terceiro em menos de uma semana.

Outros dois policiais foram atingidos quando faziam a troca de turno em rua da comunidade. Um moto taxista, identificado como João Ribeiro de Paiva Junior, que passava pelo local no momento do tiroteio também foi baleado.  

De acordo com o 5º BPM (Centro), Victor foi ao local para dar apoio aos policiais que foram atacados enquanto faziam a troca de turno na Rua do Livramento, próximo a Rádio Tupi. Dois policiais foram atingidos na cabeça e um foi baleado no braço. Não há informações sobre o estado de saúde do moto taxista. 

"Todos estão devastados. Pai de família, deixou filha pequena, esposa, mãe, amigos e colegas da corporação. Foi corajoso para ajudar colegas. A esposa perguntava pra ele se alguém faria isso por ele — salvar os companheiros. Mas ele fazia sem pensar porque era da natureza dele ajudar. Estava na corporação há mais de 10 anos. Já salvou outros companheiros em outras ocasiões. Dessa vez ele conseguiu também. Mas ele faleceu", lamentou um parente do policial, que não quis se identificar. 

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foi acionado e participa de operação na comunidade junto aos policias da UPP.

Victor se casou no mês passado e também trabalhava como professor de Educação Física. O PM deixa mulher e filha. Fonte: http://odia.ig.com.br

O vereador por Batalha Adelmo Rodrigues de Melo, de 61 anos, mais conhecido como Neguinho Boiadeiro, foi morto a tiros no final da manhã desta quinta-feira, 9, em frente à câmara municipal. Dois homens, que conseguiram fugir do local sem serem identificados, dispararam várias vezes contra o carro do edil.

As informações a respeito da emboscada ainda são escassas, mas testemunhas disseram que os algozes de Boiadeiro aguardaram o final da sessão legislativa sentados numa praça que fica em frente à Câmara de Vereadores e quando o viram sair, por volta das 13 horas, apenas aguardaram ele entrar em seu carro para começar a disparar diversas vezes, sem dar chance para qualquer defesa.

O veículo, uma Pajero, era dirigido por um policial civil, que fazia a segurança particular do vereador. Ele foi identificado como Joaquim Pirauá, de 54 anos. Ele teve ferimentos no tórax e no ombro e está no centro cirúrgico da Área Vermelha do Hospital de Emergência Daniel Houly, em Arapiraca.

Policiais militares do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da cidades estão no local dando suporte à ocorrência. Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico Legal (IML) também foram acionados.

O político e agropecuarista chegou a ser socorrido, mas faleceu quando recebia atendimento médico. A família Boiadeiro é conhecida no município, polo da região da Bacia Leiteira alagoana, por ter envolvimento em vários casos policiais.

Vários áudios que estão circulando em grupos de WhatsApp estão falando de tiroteios na cidade e que a polícia pediu para ninguém sair nas ruas. Fonte: http://www.alagoas24horas.com.br