Tão mistificado por sua luta pelos pobres brasileiros como prisioneiro do “irmão Parkinson”, o espanhol mais admirado do mundo católico vive recluso em Mato Grosso. 

A reportagem é de Tom C. Avendaño, publicada por El País, 15-02-2018.

A última vez que Pedro Casaldáliga, o bispo do povo segundo seus numerosos partidários e o bispo vermelho para seus cáusticos inimigos, apareceu diante de uma multidão poucos esperavam vê-lo. Era julho de 2016 e não estava claro se dessa vez o religioso claretiano, de 88 anos, iria participar da Romaria dos Mártires da Caminhada, um evento quinquenal que ele criou em 1986, quando era bispo desta região selvática do Estado de Mato Grosso. A Romaria é realizada a 268 quilômetros de São Félix do Araguaia, o município onde ele vive, e não se sabia se aguentaria os incômodos de tamanha viagem. Mas havia aceitado a contragosto ir de avião, e não de ônibus, como até então costumava viajar pelo país (para ir, segundo suas palavras, "à altura do povo"), de modo que aí estava esse catalão, discretamente disposto a ver a cerimônia de inauguração. Banhado em aplausos e flashes de celulares, o morador espanhol mais célebre do Brasil não disse uma palavra. Em parte, pode-se imaginar, porque não tinha ido dar uma homilia; em parte, pelos estragos que foi causando em suas habilidades motoras o que ele chama de "o irmão Parkinson". Vendo-o, frágil, calado, prostrado em sua cadeira de rodas, qualquer coisa que tivesse dito teria soado como uma despedida.

Desde então, o mundo soube pouco dele, como ele do mundo. "A política local, a estatal ou a nacional, ele já não acompanha muito", admite por telefone o padre Ivo, um dos quatro agostinianos que se organizam para atender nas 24 horas do dia o bispo emérito em sua casa de São Félix do Araguaia. Mantêm-no em forma com a rotina: cuidados físicos pela manhã e leitura do correio –eletrônico ou tradicional– pela tarde. "Não responde todas as mensagens porque já lhe custa muito falar, mas as pessoas as mandam, cheias de carinho, sem esperar uma resposta. São quase como uma deferência", acrescenta Ivo.

Assim, meio custodiado e meio mistificado, faz aniversário esta semana um dos homens espanhóis mais admirados do mundo católico. Em sua casa de sempre em São Félix do Araguaia, um município de pouco mais de 10.500 habitantes ao qual só se chega depois de 16 horas de estrada de terra desde o aeroporto mais próximo, o de Cuiabá, capital do Mato Grosso. Aqui se encontra este sacerdote de Montjuïc desde que chegou ao Brasil como missionário em 1968, fugindo de uma Espanha congelada pelo franquismo. Em 1971 foi nomeado primeiro bispo da diocese e converteu sua casa, pequena, rural e pobre, na sede.

Foi entre essas quatro paredes que Casaldáliga começou a dar mostras de sua espetacular adesão aos ensinamentos do Evangelho, sobretudo o de se identificar com os mais desfavorecidos. E neste lado do Brasil selvático os mais desfavorecidos são centenas de milhares de camponeses sem-terra, pobres, analfabetos e oprimidos por coronéis e políticos. Assim, ele rezava missa para os moradores no quintal de sua casa, entre as galinhas, e à noite, deixava sua porta principal aberta para o caso de alguém sem casa precisar usar uma cama que sempre estava disponível. Andava de jeans e chinelos e tinha duas mudas de cada roupa. Quando tinha que se reunir com o Episcopado em Brasília, ia de ônibus, em uma viagem de três dias, porque era o meio de transporte de sua gente. Seu lema era inegociável: "Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar".

Anos depois se lembraria de como no início, em sua diocese, "faltava tudo: em saúde, educação, administração e justiça; faltava, sobretudo, no povo a consciência dos próprios direitos e a coragem e a possibilidade de reclamar". Decidiu que esse era o caminho a seguir. Construiu escolas, ambulatórios e se colocou ao lado dos camponeses sem-terra. Foi acusado repetidas vezes de interessar-se demais pelos problemas "materiais" dos pobres. Ele respondia que não concebia "a dicotomia entre evangelização e promoção humana".

Essas ideias progressistas lhe renderam seguidores que o cultuavam nas ruas e um ódio desenfreado em várias instituições. Ele se posicionou em favor dos indígenas da Amazônia, que para os interessados em se enriquecer eram os mais fáceis de expulsar de cada território: aliou-se aos xavante de Marãiwatsédé para retirar grandes produtores rurais de suas áreas e aos tapirapé e os carajá, e isto o levou a se confrontar com os latifundiários e as multinacionais e a ditadura militar. Viu como pistoleiros matavam seus companheiros – a conclusão habitual dos conflitos nesta região – e ele mesmo teve que viver escondido em um mês de 2012 por ameaças de morte. Rejeitou andar com escolta: "Eu a aceitarei quando for oferecida também a todos os camponeses de minha diocese ameaçados de morte como eu", disse.

O Vaticano o convocou em 1988 para que desse explicações por tanta proximidade dateologia da libertação e para que visitasse o Papa João Paulo II, como deveria ter feito uma vez a cada cinco anos, segundo o Código do Direito Canônico. Apresentou-se em camisa, sem anel e com um colar indígena no pescoço. Esclareceu ao Pontífice: "Estou disposto a dar minha vida por [São] Pedro [fundador da Igreja Católica], mas pelo Vaticano é outra coisa". Ao sair do encontro, fez um resumo à imprensa: "Me escutou e não me deu uma reprimenda. Poderia ter feito isso, como nós podemos também fazer com ele". E ponderou: "O Espírito Santo tem duas asas e a Igreja gosta mais de cortar a da esquerda".

Em 2003, Casaldáliga completou 75 anos, idade a partir da qual um bispo pode se aposentar. O Vaticano o substituiu de imediato. "Se o bispo que me suceder desejar seguir nosso trabalho de entrega aos mais pobres, eu poderia ficar com ele como sacerdote; do contrário, procurarei outro lugar onde possa terminar meus dias ao lado dos mais esquecidos", insistiu então. Se a pressa se devia a que fora fácil encontrar um substituto, não deram nenhuma indicação disso. Não voltaram a se manifestar até janeiro de 2005, quando anunciaram que já tinham substituto e que Casaldáligadeveria abandonar a diocese. Ele se negou e ficou trabalhando, com seu substituto e depois com o seguinte.

Pedro Casaldáliga faz 90 anos na casa de sempre e no município de sempre, mas o restante não é o de sempre. A região do Araguaia se transformou, entre escândalos políticos, em uma das principais áreas de plantações de soja do Mato Grosso: ou seja, parte das terras dos indígenas e dos camponeses está nas mãos das grandes produtores agrícolas e de seus produtos químicos. Talvez não se possa fazer nada contra isso. Casaldáliga perdeu essa batalha. Mas quando uma pessoa dedicou sua vida inteira à luta, ganhar ou perder é secundário. Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

O Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/RJ- Filho de Lagoa da Canoa- faz um apelo aos Senhores Juízes do Estado de Alagoas, diante do “impasse político” sobre a pavimentação asfáltica, que vai do entroncamento da rodovia AL-115 até o Povoado Mata Limpa, em Lagoa da Canoa. Sobre o tema em questão, acesse às páginas:

http://www.cadaminuto.com.br/noticia/314070/2017/12/19/prefeita-de-lagoa-da-canoa-diz-que-governador-esta-impedindo-a-pavimentacao-da-estrada-da-mata-limpa;

https://youtu.be/TxDq7kZgsKI; http://www.agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/23060-governador-assina-os-para-estrada-que-liga-mata-limpa-a-lagoa-da-canoa;

https://www.facebook.com/RenanFilhoAL/photos/pcb.1267206450047966/1267206253381319/?type=3&theater;

Comunidade Capim, Lagoa da Canoa- AL. 16 de fevereiro-2018.

O Santo Padre convidou também a parar “um pouco com o olhar altivo, com o comentário ligeiro e desdenhoso que nasce do ter esquecido a ternura, a compaixão e o respeito pelo encontro com os outros".

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco presidiu, nesta quarta-feira (14/02/2018), na Basílica de Santa Sabina, no bairro Aventino, em Roma, a santa missa com o rito de imposição das cinzas.

“O tempo de Quaresma é propício para corrigir os acordes dissonantes da nossa vida cristã e acolher a notícia sempre nova, feliz e esperançosa da Páscoa do Senhor. Na sua sabedoria materna, a Igreja propõe-nos prestar especial atenção a tudo o que possa arrefecer e oxidar o nosso coração de fiel”, disse o Papa em sua homilia.

Segundo o Pontífice, “várias são as tentações, a que nos vemos expostos. Cada um de nós conhece as dificuldades que deve enfrentar". E é triste constatar, nas vicissitudes diárias, como se levantam vozes que, aproveitando-se da amargura e da incerteza, nada mais sabem semear senão desconfiança.

Papa na missa de imposição das cinzas

E, se o fruto da fé é a caridade – como gostava de repetir Santa Teresa de Calcutá –, o fruto da desconfiança é a apatia e a resignação. “ Desconfiança, apatia e resignação: os demônios que cauterizam e paralisam a alma do povo fiel. ”

Francisco ressaltou que “a Quaresma é tempo precioso para desmascarar estas e outras tentações e deixar que o nosso coração volte a bater segundo as palpitações do coração de Jesus. Toda esta liturgia está impregnada por este sentir, podendo-se afirmar que o mesmo ecoa em três palavras que nos são oferecidas para «aquecer o coração fiel»: para, olha e regressa”.

Parar

“Para um pouco, deixa esta agitação e este correr sem sentido que enche a alma de amargura sentindo que nunca se chega a parte alguma. “ Para, deixa esta obrigação de viver de forma acelerada, que dispersa, divide e acaba por destruir o tempo da família, o tempo da amizade, o tempo dos filhos, o tempo dos avós, o tempo da gratuidade... o tempo de Deus. ”

“Para um pouco com essa necessidade de aparecer e ser visto por todos, mostrar-se constantemente «na vitrine», que faz esquecer o valor da intimidade e do recolhimento”, disse ainda o Papa Francisco.

O Santo Padre convidou também a parar “um pouco com o olhar altivo, com o comentário ligeiro e desdenhoso que nasce do ter esquecido a ternura, a compaixão e o respeito pelo encontro com os outros, especialmente os vulneráveis, feridos e até imersos no pecado e no erro”.

“ Para um pouco com essa ânsia de querer controlar tudo, saber tudo, devassar tudo, que nasce de se ter esquecido a gratidão pelo dom da vida e tanto bem recebido. ”

Para um pouco com o ruído ensurdecedor que atrofia e atordoa os nossos ouvidos e nos faz esquecer a força fecunda e criativa do silêncio. Para um pouco com a atitude de fomentar sentimentos estéreis e infecundos que derivam do fechamento e da autocomiseração e levam a esquecer de sair ao encontro dos outros para compartilhar os fardos e os sofrimentos.

Para diante do vazio daquilo que é instantâneo, momentâneo e efêmero, que nos priva das raízes, dos laços, do valor dos percursos e de nos sentirmos sempre a caminho”.

“Pare, para olhar e contemplar”, disse ainda o Papa.

Olhar

A seguir, Francisco convidou a olhar, olhar “os sinais que impedem de se apagar a caridade, que mantêm viva a chama da fé e da esperança. Rostos vivos com a ternura e a bondade de Deus, que age no meio de nós”.

“ Olha o rosto de nossas famílias que continuam a apostar dia após dia, fazendo um grande esforço para avançar na vida e, entre muitas carências e privações, não descuram tentativa alguma para fazer da sua casa uma escola de amor. ”

"Olha os rostos interpeladores de nossas crianças e jovens carregados de futuro e de esperança, carregados de amanhã e de potencialidades que exigem dedicação e salvaguarda. Rebentos vivos do amor e da vida que sempre conseguem abrir caminho por entre os nossos cálculos mesquinhos e egoístas."

“ Olha os rostos dos nossos idosos, enrugados pelo passar do tempo: rostos portadores da memória viva do nosso povo. Rostos da sabedoria operante de Deus. ”

Olha os rostos dos nossos doentes e de quantos se ocupam deles; rostos que, na sua vulnerabilidade e no seu serviço, nos lembram que o valor de cada pessoa não pode jamais reduzir-se a uma questão de cálculo ou de utilidade. Olha os rostos arrependidos de muitos que procuram remediar os seus erros e disparates e, a partir das suas misérias e amarguras, lutam por transformar as situações e continuar para diante.

Olha e contempla o rosto do Amor Crucificado, que continua hoje, a partir da cruz, a ser portador de esperança; mão estendida para aqueles que se sentem crucificados, que experimentam na sua vida o peso dos fracassos, dos desenganos e das desilusões.

“ Olha e contempla o rosto concreto de Cristo crucificado por amor de todos sem exclusão. ”

De todos? Sim; de todos. Olhar o seu rosto é o convite cheio de esperança deste tempo de Quaresma para vencer os demónios da desconfiança, da apatia e da resignação. Rosto que nos convida a exclamar: o Reino de Deus é possível!”.

Regressar

“Para, olha e regressa”, frisou o Papa. Regressa à casa de teu Pai. “ Regressa sem medo aos braços ansiosos e estendidos de teu Pai, rico em misericórdia, que te espera! ”

“Regressa! Sem medo: este é o tempo oportuno para voltar a casa, a casa do «meu Pai e vosso Pai». Este é o tempo para se deixar tocar o coração... Permanecer no caminho do mal é fonte apenas de ilusão e tristeza. A verdadeira vida é outra coisa muito diferente, e bem o sabe o nosso coração. Deus não Se cansa nem Se cansará de estender a mão." Fonte: http://www.vaticannews.va

 

O Twitter recentemente prometeu fortalecer suas atitudes contra discursos de ódio, e deu recentemente um exemplo de como pretende fazer isso. De acordo com a Newsweek, a rede social baniu definitivamente o candidato ao legislativo dos EUA Paul Nehlen após ele tuitar uma imagem de cunho claramente racista.

A imagem que garantiu a expulsão de Nehlen da plataforma comparava Meghan Markle, a noiva do príncipe inglês Harry, a uma imagem reconstituída de um fóssil de 9.000 anos que os cientistas concluíram que tinha pele negra. O candidato ainda teria defendido a própria postagem, dizendo que ela era um protesto contra "alegações de que os brancos nunca existiram".

Segundo o Engadget, o Twitter disse que não costuma comentar esse tipo de atitude, mas abriu uma exceção para o caso de Nehlen. De acordo com a plataforma, o banimento do político se deu por conta de "violações repetidas" de seus termos de serviço. Tanto Nehlen quanto seus seguidores protestaram contra a medida da rede, chamando-a de "censura".

Mas de fato, como o BuzzFeed reporta, não é a primeira vez que o candidato estadunidense promove discursos de ódio por meio da plataforma. Em janeiro de 2018, ele chegou a ser suspenso do Twitter por uma semana por violar leis do site que proibiam a disseminação de mensagens anti-semíticas. Entre outras atitudes, Nehlen acusava todos que estavam contra ele de ser "aliados da mídia judaica".

Essa atitude da plataforma cria um precedente para que outras figuras políticas, cujas atitudes podem ter repercussões ainda mais graves que as de Nehlen, também sejam banidas. Já existe, por exemplo, um grande movimento a favor do banimento do presidente estadunidense Donald Trump da plataforma, por medo de que suas mensagens deem início a uma guerra nuclear. Um ex-funcionário da empresa já chegou a aproveitar seu último dia de trabalho para apagar a conta do presidente. Fonte: https://olhardigital.com.br

Província Carmelitana de Santo Elias

2018: Ano do Laicato Carmelitano

Comissão Provincial para Ordem Terceira

Tema: Em Obséquio de Jesus Cristo

Lema: Uma Família sem Fronteiras

Relação entre Frades e Leigos na Ordem do Carmo (algumas notas)

Frei Bruno Secondin, O. Carm.

Somos filhos de um grande movimento laical, que deu muitos frutos semelhantes ao nosso. Hoje nos damos conta de que estas experiências de uma Igreja em transformação, dentro da qual surgiu a nossa família. O projeto da Regra reflete e se insere nesta situação: movimentos de leigos, pregadores, penitentes, peregrinos, fraternos e pobres.

Naquele tempo não havia ainda uma visão da Igreja bem estruturada como hoje. E isso si vê no projeto da Regra. Transparecem algumas estruturas- patriarcal, os padre, os chefes das Igrejas, tradição jurídica (Eleição), etc.

Porem no fundo tudo é horizontal – fraterno – essencial. O modelo principal: é aquilo de Jerusalém (palavra – fraternidade – oração – eucaristia – asceses – partilha – templo no meio. Misturado com outros modelos: ex. o modelo Paulino de Antioquia: abertura – acolhida – outra forma de partilhar os bens – trabalho – respeito das pessoas – visão multicultural.

Alguns dos grandes horizontes: a luta espiritual – trabalho manual – palavra unida às relações de comunidade.

O dom do lugar pela fundação – O transporte pobre (Igreja pobre é o sentido do texto no original) – acolhida generosa e atenta – a casa dos acolhedores – os viageiros no mar – os trabalhadores – o samaritano da conclusão.

A falta em geral da mentalidade clerical: tudo deve favorecer a fraternidade, o respeito da diversidade, a centralidade dos valores essenciais. Não há preocupação da agregação dos leigos: porque desde o início a mentalidade, a perspectiva, a visão era “laical” num sentido medieval (nossa distinções rígidas ainda não existiam). A intenção era a volta a grande tradição, unindo a sabedoria do passado com a própria experiência e a nova espiritualidade “evangélica-laical” (propositum dos cruzados e dos leigos penitentes).

Outro elemento interessante é a confiança na fidelidade madura de cada um: respeito – exceções – valores mais que disciplina.   A mesma inspiração do Profeta Elias não clericalizava o projeto: permaneceu aberto; foi só por causa da “clericalização” sucessiva, que tudo si mudou afastando a vida dos frades da vida do povo e da mentalidade da origem.

A tradição de ampliar a família religiosa concedendo a agregação (fraternitas) era anterior à nossa aparição. Se usavam palavras como: donatos, oblatos, rendidos, familiares. Nas outras Ordens havia várias formas e grupos. No Carmelo nos primeiros séculos há várias experiências, mas uma só família com diferentes estados de vida.

1452: é o ano do reconhecimento da existência das “monjas” e dos grupos da Terceira Ordem (privilegiados). O destaque e a diferencia se consolida definitivamente.

Vale a pena repensar de novo a riqueza e o valor da situação “laical” das origens, especialmente hoje, em uma Igreja que se dá conta do valor teológico, evangelizador da existência laical. Tudo isto está pedindo uma nova interpretação do sentido mesmo do carisma. Ele não pode ser considerado como “monopólio” de uma Ordem ou de uma Congregação; é bem da Igreja, e o Espirito Santo está convocando diretamente os leigos a vive-lo e a fazê-lo fecundo na Igreja. Isso nos ajuda a recuperar a história primitiva: a intenção não era de fundar uma “ordem”, mais de estabilizar uma experiência simples, fraterna, pobre, aceitada pela autoridade eclesial. Não foi o desejo de distinguir-se que está no fundo da Regra, mais uma estabilidade clara, no propositum vivido.

PROJETOS DO ANO DO LAICATO CARMELITANO:

1º- Valorização da Missão e do papel do leigo na Ordem Terceira do Carmo, em nossas Paróquias/ Conventos e Santuários.

(Será confeccionada uma medalha/ Diploma para contemplar os leigos que fizeram e fazem história em nossas casas e sodalícios. Cada paróquia, convento ou sodalício, passe os nomes com antecedência dos leigos (No máximo 3 por comunidade). Sugerimos que a entrega seja na Festa de Nossa Senhora do Carmo)      

2º- Missão Carmelitana com frades e leigos

-Sugerimos que a Província retome a dimensão missionária da nossa história, missão esta que marcou as nossas vidas.

-Seja em nossas paróquias ou paróquias/dioceses que nos convidarem.  Para tal, pedimos que o governos provincial estude esta possibilidade, tendo em vista a atual visão de Igreja do Papa Francisco em seus documentos e homilias no incentivo diário da chamada “Igreja em saída”.

Sugestão de período de Missão:

Julho ou dezembro

2º- Regionalizar no mês de agosto grandes encontros/ eventos dos Sodalícios na região sudeste (São Paulo e Rio); Minas e Bahia.

3º- Formação sob a ótica do Ano do Laicato Carmelitano para priores e formadores dos 37 Sodalícios no Conventão, São Paulo.

Data: 9,10,11 de março.

4º - Lançamento de um CD com cantos carmelitas do Ano do Laicato

5º Publicar o Devocional do Leigo Carmelita

6º- Publicação de um livreto com roteiros bíblicos para os sodalícios a partir da regra e da nossa espiritualidade (Frei Victor Kruger, Frei Martinho, Frei Carlos Mesters e Frei Gilvander)

7º- Retomar a ideia de Dom Vital no Eremitério Fonte de Elias, enquanto lugar de unidade, fraternidade e contemplação para a família carmelitana.

8-Congresso Internacional para os Leigos Carmelitas 2018

Roma (Sassone) - Itália

A partir de 15 de setembro (dia da chegada)

Até 21 de setembro (dia da partida)

(Vaga para a Província, 20)

9º- Convivência Fraterna, Orante e contemplativa Carmelitana em Jacareí- SP para os Sodalícios e leigos carmelitas de nossas paróquia e conventos.

Data: Retiro 26, 27 e 28 de novembro

CONVIVÊNCIA FRATERNA, ORANTE E CONTEMPLATIVA CARMELITANA NO EREMITÉRIO FONTE DE ELIAS.

Três dias no Eremitério Fonte de Elias no Alto do Rio das Pedras em Lídice, distrito de Rio Claro, Rio de Janeiro.

Os leigos, sobre a orientação do Delegado Provincial, Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, serão os protagonistas nesta nova experiência de “Retiro Carmelita”, desde a preparação da alimentação até nos momentos de orações e reflexões.

O principal objetivo- Além da convivência carmelitana- é valorizar a missão laical a partir da vida de cada um: Seu olhar, sua experiência e vivência na Ordem Terceira do Carmo ou em nossas Paróquias.

Para os frades que desejarem fazer essa experiência de três dias com os leigos, favor agendar com antecedência. Teremos duas vagas para os frades e 8 para os leigos. A diária será de R$ 150, 000.

 Abril

20, 21 e 22

(Sexta, sábado e domingo).

 Maio

18, 19 e 20

(Sexta, sábado e domingo).

Junho

15, 16 e 17

(Sexta, sábado e domingo)

Agosto

24, 25 e 26

(Sexta, sábado e domingo)

“Somos filhos de um grande movimento laical, que deu muitos frutos semelhantes ao nosso. Hoje nos damos conta de que estas experiências de uma Igreja em transformação, dentro da qual surgiu a nossa família”. Frei Bruno Secondin, O. Carm.

A Academia Marial de Aparecida, em parceira com a Faculdade Dehoniana de Taubaté, promovem o XII Congresso Mariológico, com o tema “O rosto Mariano da Igreja”, de 16 a 19 de maio deste ano. Inspirado no Ano do Laicato, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as reflexões apresentarão Maria como modelo para a Igreja e “primeira leiga cristã”.

As palestras serão conduzidas por teólogos experientes, bispos, sacerdotes, religiosas e leigos e leigas, contando também com a presença do arcebispo de Salvador, primaz do Brasil e vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger e o secretário do dicastério para os Leigos, a Família e a Vida de Roma e representante oficial do papa Francisco, padre Alexandre Awi Mello.

O Congresso acontecerá no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, no complexo Santuário. As inscrições já podem ser feitas no site a12.com/academia ou pessoalmente na Academia Marial de Aparecida, até o dia 6 de maio.  Toda a programação do XII Congresso Mariológico e o processo de inscrição está disponível na página do evento (clique aqui). Outras informações no e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou pelo telefone (12) 3104-1549.

Com informações do portal A12.com Fonte: http://cnbb.net.br

Tempo do Carmelo

Letra e música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.

Convento do Carmo da Lapa, São Paulo. 9 de janeiro-2017

(Convento do Carmo da Bela Vista, São Paulo. 22 de janeiro-2017).

O dia nasceu, ó vem caminhar, subir no Carmelo, ó vem contemplar. / É tempo é tempo, é tempo de amar, na Carmo em família, evangelizar (bis)

1-É tempo do Carmelo, é tempo de amar, o leigo carmelita, sabe perdoar, levanta ó irmão, vem logo caminhar. / Suja as tuas mãos, vem evangelizar (bis)

2-É tempo do Carmelo, é tempo de sonhar, a igreja em saída, a todos escutar/ Levanta ó irmão, no Carmo vem amar. / Com a tua vida, vem evangelizar (bis)

3- É tempo do Carmelo, é tempo de orar, gritar nos quatro cantos, vem profetizar, levanta ó irmão, a ternura vem mostrar. / No Carmo de Maria, vem evangelizar (bis)

(Tradução livre do Google)

CURIA GENERALIZIA DEI CARMELITANI VIA GIOVANNI LANZA, 138 - 00184 ROMA (ITÁLIA) www.ocarm.org - email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

TEL. +39.6.462018.1 FAX +39.6.46.2018.47

A: Todos os Carmelitas Leigos

Provinciais, Comissários, Delegados para os Leigos Carmelitas

Roma, 10 de janeiro de 2018

Prot. 5/2018

Objeto: Congresso Internacional para os Leigos Carmelitas 2018

Caros Irmãos e Irmãs no Carmelo:

É com grande alegria que o convidamos para o próximo Congresso Internacional dos Leigos

Carmelita que será realizada em:

Roma (Sassone) - Itália

a partir de 15 de setembro (dia da chegada)

até 21 de setembro (dia da partida)

O tema da reunião é A Virgem do Carmen: Mãe da Família. Este congresso é uma ocasião única para os leigos carmelitas saber mais sobre a nossa Mãe do Carmen, verdadeiramente nossa mãe e irmã. Também será uma ótima oportunidade para compartilhar experiências de como viver a vocação carmelita nos respectivos países e culturas de origem, conhecer outros leigos carmelitas e o que fazem, ter uma experiência da fraternidade carmelita e os laços de espiritualidade e carisma que nos unifica a todos, como irmãos e irmãs, na Família Carmelita em todo o mundo.

Além das conferências, os participantes poderão ouvir testemunhos e experiências de carmelitas leigos de diferentes continentes, onde as comunidades de leigos carmelitas estão presentes. O congresso também oferecerá grupos de trabalho onde os participantes podem refletir sobre os tópicos abordados nas diferentes apresentações.

Nós encorajamos nossos delegados (frades carmelitas) e aqueles que têm uma responsabilidade específica ou têm uma carga particular entre os leigos carmelitas para participar desse evento. O Congresso, no entanto, está aberto a todos os carmelitas leigos que desejam participar.

A capacidade da casa de retiro é limitada e, como esperamos cerca de 280 pessoas, não será possível reservar quartos individuais. Nesse sentido, pedimos a compreensão de todos os participantes, pois gostaríamos de oferecer a oportunidade de participar do maior número possível de pessoas.

O registro é de € 450,00 (quatrocentos e cinquenta euros) por pessoa, para salas compartilhadas com duas camas. Este montante abrange a participação, o alojamento com as refeições, o transporte para a Plaza San Pedro para a audiência pública com o Papa Francisco, bem como o transporte de e para o aeroporto em dias e horários específicos.

Aqueles que desejam participar do Congresso, por favor, devem se registrar e fazer um depósito não reembolsável de € 100 (cem euros), ou o equivalente em sua moeda local, antes de 15 de junho de 2018, à sua Província, Comissariado, Delegação ou Missão, que depois o enviará para a Curia Geral. Uma vez que o participante obtém seu ingresso aéreo, certifique-se de depositar a diferença do valor do registro em sua Província, Comissariado, Delegação ou Missão (trezentos e cinquenta euros).

Com esta carta, incluímos um formulário de inscrição, o qual pedimos que você complete, depois confirme seu delegado anterior ou local para os leigos e, finalmente, escaneie-o para enviá-lo para o seguinte endereço de e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Caso alguém não possa enviar o formulário por e-mail, envie-o para o escritório da sua Província / Comissário / Delegação / Missão. Este formulário, já cheio, deve ser enviado por email ou chegar por correio regular antes de 15 de junho de 2018.

A chegada ao congresso está prevista para sábado, 15 de setembro de 2018. O congresso começará na manhã do domingo 16 de setembro. Partidas serão na manhã de sexta-feira

21 de setembro de 2018. Nós providenciaremos apenas o transporte do aeroporto para Sassone no sábado

15 de setembro e de Sassone para o aeroporto na sexta-feira 21 (horas específicas para os dois dias serão anunciadas).

Se algum participante deseja chegar um ou dois dias antes da reunião ou ficar alguns dias após o congresso, deve ser levado em consideração que os dias adicionais em Sassone serão de € 60 (sessenta euros) por pessoa por noite. Este montante deverá ser pago diretamente na administração da casa de retiro em Sassone.

Se alguém precisa de um visto para entrar na Itália, deve solicitar isso com antecedência, já que em alguns casos pode levar algumas semanas. Para aqueles que precisam de uma carta de convite para o visto, entre em contato com o escritório do seu inspetor / comissário / delegado em seu país.

Acreditamos que este Congresso ajudará cada um de nós a crescer em nossa identidade e fidelidade à nossa vocação carmelita.

Fraternalmente no Carmelo,

Padre Raúl Maraví, O. Carm.

Conselho geral

P.S.: Para mais informações, consulte o site da Ordem: www.ocarm.org/lay

O Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista/RJ- Com a Participação do Padre Weliton Angelino, da Diocese de Campo Limpo/SP- fala sobre a devoção a Nossa Senhora do Carmo no Brasil. Para interagir ao vivo no FACEBOOK LIVE, adicione a página do Frei do Face: www.facebook.com/olharjornalistico Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 5 de julho.

Os  seminaristas  provenientes  de  outros  Seminários  ou  institutos  de formação.

Em geral, será necessário que, depois de uma demissão ou abandono quem pede para ser admitido num outro Seminário ou casa de formação, apresente o pedido por escrito ao Bispo, expondo o próprio percurso pessoal e as motivações que, precedentemente, levaram à demissão ou ao abandono de um anterior instituto de formação. De acordo com as disposições da Conferência Episcopal301, o Reitor do Seminário ao qual a pessoa deseja ser admitida, não pode eximir-se de obter a documentação, inclusive aquela de caráter psicológico, relativa ao tempo por ela passado junto de um outro instituto de formação302; em geral, trata-se de situações muito delicadas, que exigem dos formadores um discernimento atento suplementar e  a máxima prudência, antes de proceder a um eventual acolhimento.

As pessoas com tendências homossexuais

Em relação às pessoas com tendências homossexuais que se aproximam dos Seminários, ou que descobrem tal situação no decurso da formação, em coerência com o próprio Magistério 303 , «a Igreja, embora respeitando profundamente as pessoas em questão, não pode admitir ao Seminário e às Ordens Sagradas aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas ou apóiam a chamada cultura gay. Estas pessoas encontram-se, de fato, numa situação que constitui um grave obstáculo a um correto relacionamento com homens e mulheres. De modo algum, se hão de descuidar asconsequências negativas que  podem  deriver da     Ordenação de  pessoas com tendências homossexuais profundamente radicadas»304...

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Cidade do Vaticano (RV) - A Ordem Carmelita é uma ordem que surgiu no final do século XI, na região do Monte Carmelo, na Palestina. Homens e mulheres de oração, os membros da Ordem são religiosos/as e leigos/as contemplativos. Definem sua missão como “Seguir Jesus Cristo, na Contemplação, na Fraternidade e na Missão Profética, inspirando-se em Elias e Maria, um mundo em transformação, a serviço da Vida e da Esperança”. Mas as obras sociais não ficam de lado.

O Frei Petrônio Miranda, que leva em peregrinação neste Ano Eliano Missionário a imagem do Profeta Elias, ressalta o trabalho da Associação São Martinho, entidade filantrópica que atua desde 1984 na área da infância e juventude no Rio de Janeiro. Ouça a entrevista.

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O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a pôr em prática o pequeno caminho do amor, a não perder a oportunidade duma palavra gentil, dum sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo. Pelo contrário, o mundo do consumo exacerbado é, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas.

São João da Cruz ensinava que tudo o que há de bom nas coisas e experiências do mundo «encontra-se eminentemente em Deus de maneira infinita ou, melhor, Ele é cada uma destas grandezas que se pregam».[161] E isto, não porque as coisas limitadas do mundo sejam realmente divinas, mas porque o místico experimenta a ligação íntima que há entre Deus e todos os seres vivos e, deste modo, «sente que Deus é para ele todas as coisas».[162]...

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