Olhar Jornalístico

15º- Domingo do Tempo Comum: O semeador não se cansa

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Publicado em 10 julho 2026
  • Evangelho Dominical,
  • parábola do semeador
  • Arcebispo Emérito de Maringá
  • Evangelho deste domingo
  • O semeador

 

Dom Anuar Battisti

Arcebispo Emérito de Maringá (PR) 

 

Uma reflexão sobre o coração que acolhe a Palavra 

Caros irmãos e irmãs, queridos amigos que caminham na fé: Há uma imagem no Evangelho deste domingo que qualquer pessoa que já pisou numa lavoura reconhece de imediato. Um homem sai de casa com o saco de sementes nas mãos e começa a espalhar. Não escolhe o terreno com cuidado excessivo. Não separa antes o solo bom do solo ruim. Ele simplesmente semeia, generoso, quase despreocupado com o desperdício. Essa é a primeira coisa que Mt 13,1-23 quer nos ensinar sobre o coração de Deus. 

Um Deus que semeia sem medir riscos: Se fôssemos nós os semeadores daquela parábola, provavelmente teríamos calculado tudo antes. Teríamos evitado a beira do caminho, onde os pássaros comeriam a semente. Teríamos removido as pedras e arrancado os espinhos antes de lançar qualquer grão. Mas o semeador do Evangelho age diferente. Ele semeia em todo lugar, sem exceção, confiando que parte daquilo que parece perdido pode, um dia, encontrar terra boa. Esse é o retrato mais fiel que temos de Deus e da sua paciência conosco. Ele continua semeando sua Palavra em nossa vida mesmo quando estamos distraídos como a beira do caminho, endurecidos como pedra ou sufocados pelas preocupações como os espinhos. Não desiste de nós. Continua apostando. 

A primeira leitura de hoje, tirada de Is 55,10-11, confirma essa confiança. O profeta compara a Palavra de Deus à chuva que desce e não volta ao céu sem antes fecundar a terra. Da mesma forma, diz o Senhor, a minha palavra não retornará vazia. Ela produzirá o efeito que eu pretendi. 

Isso é consolo puro para quem já se perguntou se vale a pena continuar rezando, continuar ensinando o catecismo, continuar sendo testemunha de fé numa família ou num ambiente de trabalho que parece não dar ouvidos. A Palavra trabalha em silêncio, como a chuva que penetra a terra sem pressa. O fruto pode demorar, mas ele vem. 

Qual terra sou eu hoje? Voltando à parábola, é impossível não se examinar diante das quatro terras que Jesus descreve. Somos, em diferentes momentos da vida, cada uma delas. 

Terra do caminho quando a rotina nos deixa tão ocupados que a Palavra nem chega a tocar o coração antes de ser levada pelo primeiro pássaro de distração. Terreno pedregoso quando nos entusiasmamos com a fé num retiro, numa celebração bonita, mas não deixamos essa experiência lançar raízes que resistam à primeira dificuldade real. Terra de espinhos quando as contas do mês, a ansiedade do trabalho e o desejo de ter mais sufocam devagar aquilo que Deus tinha plantado em nós com tanto cuidado. 

Jesus não está fazendo um diagnóstico definitivo. Ele está nos convidando à conversão, essa palavra que Marcos resume tão bem em Mc 1,15 quando diz convertei-vos e crede no Evangelho. Nenhuma pedra é condenada a ficar pedra para sempre. Nenhum espinho é irremovível se há disposição para o trabalho paciente da graça. 

O gemido que carrega esperança: A segunda leitura traz uma imagem forte. São Paulo, em Rm 8,18-23, fala de uma criação inteira gemendo como em dores de parto, esperando a plena revelação dos filhos de Deus. E acrescenta que nós também gememos interiormente, aguardando a libertação. 

Não é pessimismo. É realismo cristão. A vida tem dor, tem espera, tem sofrimento que às vezes parece sem sentido. Mas Paulo nos ensina a enxergar esse gemido como o gemido de quem está dando à luz, não de quem está morrendo. Há vida chegando através da dor. 

Quantas famílias conhecemos que atravessam doença, perda, dificuldades financeiras, e ainda assim seguem confiando que Deus está trabalhando algo maior naquele sofrimento. Essa é a fé que transforma gemido em esperança. 

O convite de hoje: Meu lema episcopal sempre foi caminhai no Senhor. E talvez seja exatamente esse o convite desta liturgia. Caminhar significa não parar diante das pedras nem se deixar sufocar pelos espinhos. Significa permitir, todos os dias, um pouco mais de espaço para que a Palavra lance raízes profundas. 

Que cada um de nós, ao ouvir hoje esta parábola, escolha ser terra boa. Não porque somos perfeitos, mas porque decidimos, com a ajuda da graça, remover as pedras do coração e arrancar os espinhos da preocupação excessiva. A colheita, o próprio Isaías garante, virá. Cem, sessenta ou trinta por um, cada fruto terá seu valor diante de Deus.  Caminhai no Senhor! Fonte: https://www.cnbb.org.br

Morte de Dom Osório: "Transformar a tragédia em caminho de conversão e renovação"

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Publicado em 10 julho 2026
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Um mês após a morte de Dom Osório Afonso, assassinado na sua residência em Quelimane, porque amava a vida, o Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), D. Inácio Saure, o Vice-presidente, Dom João Carlos e o arcebispo emérito da Beira, Dom Claudio Dalla Zuanna, encontraram-se com o Papa Leão XIV e outros organismos da Santa Sé: "O Santo Padre acompanha de perto a situação, e mostrou-nos que é possível transformar a tragédia num caminho de renovação, conversão e purificação".

 

Padre Bernardo Suate – Cidade do Vaticano

Para os Bispos da CEM, o Papa Leão tem mostrado esta proximidade e solidariedade não apenas pelo que tem escrito ou pronunciado, mas “por aquilo que sentimos durante o encontro, pois percebemos que há muita informação, há muito conhecimento sobre a realidade que vivenciamos em Moçambique”, enfatizaram os prelados.

A Igreja em Moçambique está, de facto, a viver com profunda dor e preocupação este acontecimento desde o primeiro momento em que se difundiu a notícia, na manhã do dia 6 de junho, e indicou o Bispo de Alto Molócuè, Dom Estevão Ângelo Fernado, como ponto de referência da Conferência, para acompanhar a situação de Quelimane, sublinharam os Bispos na entrevista.

Mas infelizmente, lamenta o Presidente da Conferência, até agora nada se sabe oficialmente do que aconteceu: “o que foi dito publicamente é que o bispo foi morto a tiro com uma arma de fogo, não uma pistola qualquer, mas arma de grande calibre, uma arma de guerra; que depois da morte, foi detido o Chanceler da diocese, grande colaborador do bispo; e que, ultimamente, foi também detido um outro sacerdote, Padre Celso, e foram apreendidos os telefones de Dom Osório e de Dom Estevão Ângelo Fernado, bispo nomeado como Administrador apostólico de Quelimane”.

 

Urgente conhecer autor(es), mandante(s) e motivações deste crime

Portanto, enfatizou Dom Inácio, tudo até este momento está nas mãos do SERNIC (Serviço Nacional de Investigação Criminal) “e nós, como Igreja, não temos nenhuma informação oficial de tudo quanto tem acontecido”. E para os prelados, as grandes perguntas, como: quem matou exatamente Dom Osório, quem foi o mandante e quais seriam as motivações do assassinato, nunca foram respondidas e nem explicadas à curiosidade das pessoas.

Os bispos falaram igualmente das informações que, ultimamente começam a sair através dos jornais e as redes sociais, sobre o processo de investigação, segundo as quais haveria problemas no contexto do governo da Igreja, com insinuações de como se tratasse exclusivamente de problema interno à Igreja.

 

Um contexto de violência que se vive no dia-a-dia

A morte de Dom Osório causou uma profunda dor em todo o povo, que ainda se questiona “como é possível que um pastor tenha sido assassinado na sua própria residência”, sublinhou ainda o arcebispo de Maputo, Dom João Carlos, enfatizando que todos esperam da Igreja alguma palavra de esperança. E para o Vice-presidente da CEM, é também frequente em Moçambique que, ainda durante processos de investigação em andamento, surjam situações onde os meios de imprensa, começam a insinuar ideias falsas, comprometendo a busca objectiva e serena da verdade.

 

Desafios internos à Igreja, credibilidade investigação séria que leve à verdade

Para o episcopado moçambicano, a morte de Dom Osório mostrou que também existem situações e desafios internos onde a Igreja precisa de entrar dentro de si e examinar-se. Um dos grandes desafios é o da coerência entre o que se proclama e o que se vive por parte de alguns sacerdotes e consagrados, assim como o aliciamento de candidatos ao sacerdócio por pessoas com posses supostamente como “padrinhos”, mas que acabam por condicionar o agir do futuro clérigo e até o do já clérigo.

 

O desafio da busca da verdade

Na memória do recente passado de Moçambique, os bispos recordam com pesar que investigações sobre assassinatos de grandes políticos, altos dirigentes e jornalistas, “quase nunca se chega a dizer a verdade completa, o que permitiria as pessoas estarem claras sobre quem cometeu o crime, quem foi o mandante e qual foi a responsabilidade penal que coube a esta pessoa, para uma verdadeira reconciliação da sociedade”.

Contudo, não se deve perder a esperança e, para Dom Saure, a mesma visita a Roma foi para reiterar que “queremos sentir-nos verdadeiramente acompanhados por toda a Igreja, para que seja toda a Igreja que procura respostas credíveis, porque verdadeiras, sobre este problema”.

 

Onde abundou o pecado superabundou a graça

Dentro da tragédia da morte de Dom Osório, para os Bispos Moçambicanos, existe já um caminho a seguir, que ganha novo impulso com esta visita, pois “percebemos que a Santa Sé, o Papa, e todos os seus colaboradores, acreditam que Moçambique pode crescer a partir desta realidade”, reitera o arcebispo de Maputo Dom João Carlos:

“Podemos, de facto, chegar a um estágio em que começamos a perceber como é que o mal também funciona no nosso meio e assim nos poderemos acautelar, e sairmos mais fortificados perante o mal, ressalta o prelado.

 

Legado de D. Osório

Então, para os prelados moçambicanos, o passo a seguir será partilhar a experiência de Roma a nível da Conferência: um caminho (já iniciado) de busca da verdade, um caminho de esperança, um caminho de reconciliação, um caminho de purificação, para sarar a ferida. Certamente, este caminho nunca pode ser percorrido sozinho. É um caminho a fazer juntos, em sinodalidade, e a ser declinado em várias iniciativas nas dioceses, tudo para dar continuidade ao legado de Dom Osório, um verdadeiro pastor que morreu pregando o Evangelho e anunciando-o a todas as pessoas de boa vontade.

 

Igreja de mártires, robusta e firme

E, para Dom Inácio Saure, “Dom Osório foi assassinado porque amava a vida; Dom Osório é mártir da fé e, uma Igreja de mártires é uma Igreja robusta, uma Igreja firme... Assim está a ser vivido o evento da morte de D. Osório na Igreja que está em Moçambique, com muita esperança, porque o martírio, no fim de contas, é o que também fortalece a Igreja: com muita dor, mas fortalece a Igreja”. Fonte: https://www.vaticannews.va

Para Freud, falta maturidade ao religioso; para Nietzsche, coragem

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Publicado em 06 julho 2026
  • Nietzsche
  • Notas sobre a Esperança e o Desespero
  • Nikos Kazantzakis,
  • Freud,
  • Spinoza,
  • crítica às religiões
  • As críticas às religiões
  • Marx,

 

Luiz Felipe Pondé

Escritor e ensaísta, autor de "Notas sobre a Esperança e o Desespero" e “A Era do Niilismo”. É doutor em filosofia pela USP

 

As críticas às religiões são largamente conhecidas, inclusive suas matrizes. Segundo Freud, um religioso é infantil e regressivo porque não consegue lidar com o desamparo estrutural da condição humana. Adere a seres imaginários, derivados da expectativa infantil de proteção dos pais, a fim de ser cuidado por esses seres.

Segundo Nietzsche, a crítica se refere à covardia diante da indiferença cósmica e o decorrente ressentimento moral e religioso. Se, para Freud, falta maturidade à pessoa religiosa, para Nietzsche, falta coragem. O abandono cósmico é insuportável, como dizia o escritor grego Nikos Kazantzakis, um leitor aguerrido de Nietzsche.

Segundo Feuerbach, o religioso é um alienado das próprias potências que ele aloca imaginariamente nos deuses —em Cristo, no caso do cristianismo, especificamente. Para o autor, toda teologia é antropologia filosófica.

Segundo Marx, não muito longe do Feuerbach, o religioso é um alienado que outorga ao clero e sua instituição os poderes sobre si mesmo, sua sociedade e sobre o mundo. Mas, para nosso profeta do fim do capitalismo, essa alienação é material, visto que pagamos por ela. Compramos das religiões o ópio que nos deixará incapazes de enfrentar a vida com nossos próprios recursos. Toda religião é um delírio que nos custa dinheiro, em algum momento.

Segundo Epicuro, o mote da adesão aos deuses é o medo deles. Tememos o poder deles sobre nossas vidas, sejam vidas terrenas e históricas, sejam vidas depois da morte. Ao afirmar seu atomismo materialista, Epicuro nos livrava do terror dos deuses para com a vida após a morte, já que a alma seria puro ar que saia pela boca no último suspiro, portanto, mortal.

Quem sabe, se perdêssemos o medo dos deuses, perceberíamos que nada de ruim nos aconteceria —de ruim digo, algo diferente do que sempre nos acomete. O medo seria o afeto religioso por excelência.

Com Spinoza, aprendemos a suspeitar do caráter político das religiões —que o Marx, "doutor em Epicuro", herdou como parte de sua crítica às religiões. Se para Freud era o desamparo, para o Nietzsche a indiferença cósmica, para o Feuerbach e Marx era alienação, para Spinoza, era uma forma de política do medo.

Segundo alguns darwinistas, as religiões são traços evolucionários que se caracterizam por delírios imaginários organizados objetivamente e que foram adaptativos desde sempre. Seja para temermos os deuses maus, seja para pedirmos ajuda para os bons, as religiões nada mais seriam do que um polegar opositor metafísico.

Segundo o antropólogo Clifford Geertz, as religiões são "apenas" sistemas culturais de sentido como quaisquer outros. Humano, demasiado humano.

Entretanto, tais críticas em nada arranharam, até hoje, a fé e a adesão da maior parte dos seres humanos a sistemas religiosos dos mais variados tipos.

Apesar da reconhecida validade de todas essas análises, pessoalmente, sinto que a crítica freudiana é a mais letal e aponta para um elemento complicador, principalmente nos tipos de adesão mais radical a sistemas religiosos. Esse complicador é o vínculo entre a vida psicológica enquanto tal e a dita vida espiritual.

Onde ficaria a fronteira entre eventos estritamente psicológicos ou psicopatológicos e eventos de ordem espiritual-religiosa? Se você tem uma adesão dura a alguma religião que explicaria transtornos de comportamento a partir de uma semântica espiritual-religiosa, a fronteira, seguramente, poderia ficar borrada.

Se a adesão a sistemas religiosos significa, como pensava Freud, algum tipo de regressão psíquica a estágios mais "primitivos" —no sentido psicanalítico, ou seja, mais próximos da infância psíquica—, na lida com o desamparo e suas consequências, tais como medo, insegurança, sentimento de abandono, estresse material grave, doenças, ou mesmo algum tipo de dependência absoluta tardia, a tendência seria que esta adesão religiosa se caracterizasse por ser inatingível aos esforços da razão.

A conclusão é que, em sendo as religiões sistemas abertos de interpretação —não há limite para a interpretação religiosa dos fatos porque a religião implica teorias absolutamente dissociadas de qualquer teste racional ou empírico—, suas explicações podem devorar os eventos da vida, atribuindo sentido espiritual a tudo.

A crítica de Marx tem aqui também seu lugar. Qualquer serviço espiritual, principalmente se envolve atos de magia, custa dinheiro, muito dinheiro. Quando as religiões assumem as explicações para os sofrimentos psíquicos, as religiões vendem sua falsa cura para nós, os infelizes. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Igreja Católica lança campanha de solidariedade e fraternidade às vítimas dos terremotos da Venezuela: “SOS VENEZUELA”.

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Publicado em 05 julho 2026
  • CNBB,
  • Encíclica de Leão XIV Magnifica humanitas,
  • Igreja Católica lança campanha de solidariedade
  • SOS Venezuela – Solidariedade e Fraternidade
  • terremotos da Venezuela
  • SOS VENEZUELA
  • solidariedade e fraternidade às vítimas dos terremotos da Venezuela

 

A Igreja Católica lança nesta quarta-feira, 1º de julho, a campanha “SOS Venezuela – Solidariedade e Fraternidade”, uma mobilização nacional para arrecadar recursos destinados às famílias atingidas pelos terremotos que devastaram a Venezuela.

Inspirada na primeira encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica Humanitas, a campanha reafirma o compromisso da Igreja com a promoção da vida, da fraternidade e da solidariedade diante das situações de sofrimento humano.

 

Tragédia humanitária

No dia 24 de junho, dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram as regiões centro-norte e costeira da Venezuela. Os tremores também foram sentidos em estados da região Norte do Brasil. Novos abalos sísmicos, de magnitudes 4,9 e 4,6, foram registrados nos dias 26 e 29 de junho.

Segundo dados divulgados pelas autoridades venezuelanas e por organismos internacionais, milhares de pessoas foram afetadas pela tragédia, que provocou mortes, desaparecimentos, desabrigados e graves danos à infraestrutura de diversas comunidades.

Diante desse cenário, a Igreja reafirma sua missão de estar próxima daqueles que sofrem. Como recorda São Paulo: “Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele” (1Cor 12,26).

 

A presença solidária da Igreja

Ao longo da história, a Igreja tem respondido às grandes tragédias humanitárias em diferentes partes do mundo, oferecendo assistência material, apoio espiritual e esperança às populações atingidas por terremotos, guerras, enchentes, secas e outras situações de emergência.

Foi assim após o terremoto no Haiti, em 2010; diante dos terremotos na Turquia e na Síria; nas enchentes que atingiram diversas regiões do Brasil; e em tantos outros momentos em que comunidades inteiras precisaram reconstruir suas vidas.

Os Papas também têm insistido nesse compromisso. Bento XVI convocou a comunidade internacional à solidariedade com o Haiti. O Papa Francisco recordou diversas vezes que a proximidade é o primeiro passo para restaurar a esperança. Na encíclica Magnifica humanitas, o Papa Leão XIV convida toda a Igreja a tornar-se “tecelã de esperança”, compartilhando os dons e os bens com quem mais necessita.

“Com a mesma fé de Maria, tornemo-nos tecelões de esperança no nosso mundo, partilhando o que somos e o que temos”, diz a Encíclica Magnifica Humanitas.

Nesse caminhar solidário, a Igreja no Brasil, de mãos dadas, abre o convite solidário para doação a favor dos irmãos e irmãs enlutados, desabrigados e que sofrem as consequências do terremoto. 

Os recursos arrecadados no Brasil serão destinados ao apoio das ações de resposta humanitária coordenadas pela Cáritas Venezuela, contribuindo para a aquisição de alimentos, água potável, kits de higiene, medicamentos, materiais de abrigo temporário e outros itens essenciais para as famílias afetadas.

Além da resposta imediata à emergência, a campanha busca apoiar os processos de recuperação das comunidades atingidas, fortalecendo iniciativas que contribuam para a reconstrução da vida, da dignidade e da esperança.

A iniciativa também expressa a compreensão da Igreja sobre a promoção integral da pessoa humana. Diante de uma tragédia dessa dimensão, cuidar da vida significa responder às necessidades materiais, mas também fortalecer os vínculos comunitários, restaurar a esperança e reafirmar a dignidade de cada pessoa. 

 

Convite à solidariedade à toda a sociedade

Em carta conjunta, as presidências da CNBB e da Cáritas Brasileira convidam toda a Igreja e a sociedade brasileira a participar da campanha: 

“Conclamamos as arquidioceses, dioceses, paróquias, comunidades, congregações religiosas, movimentos, pastorais, instituições de ensino e todas as pessoas de boa vontade, brasileiras e brasileiros, a se unirem nesta corrente de solidariedade e oração pelo povo venezuelano”, cita trecho de carta assinada pelas presidências da Cáritas Brasileira e CNBB. 

Mais do que uma campanha de arrecadação, a iniciativa expressa a comunhão entre os povos e o compromisso da Igreja com a promoção da vida, tornando concreta a fraternidade por meio de gestos de solidariedade.

Saiba como doar:

 

SOS VENEZUELA

PIX:
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CONTA CORRENTE:
Banco do Brasil
Agência: 452-9
Conta Corrente: 53.377-7

 

 

Mais informações em: caritas.org.br e cnbb.org.br

Segue, no link abaixo, um conjunto de produtos da Campanha SOS Venezuela:

CAMPANHA – MATERIAIS DISPONÍVEIS PARA A IGREJA E PARCEIROS – Google Drive. Fonte: https://www.cnbb.org.br

 

Conheça o caminho proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032

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Publicado em 29 junho 2026
  • dom Leomar Antônio Brustolin,
  • Arcebispo de Santa Maria
  • Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032,
  • Diretrizes da Ação Evangelizadora
  • documento nº 114 da Conferência Nacional Dos Bispos do Brasil
  • Dom Leomar

Conheça o caminho proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032

 

Caminhos das DGAE 2026-2032

O arcebispo de Santa Maria (RS) e também coordenador do Grupo de Trabalho das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, dom Leomar Brustolin, apresenta no vídeo abaixo as ideias centrais contidas no documento nº 114 da Conferência Nacional Dos Bispos do Brasil (CNBB).

Aprovadas na 62ª Assembleia Geral da CNBB, em abril de 2026, as Diretrizes da Ação Evangelizadora traduzem em linhas de ação por onde a Igreja no Brasil vai caminhar nos próximos anos para anunciar Jesus Cristo em comunidades missionárias.

Dom Leomar destaca que a palavra “Missão” é fundamental para entender as novas diretrizes. “Ir ao encontro as pessoas, num caminho cada vez mais sinodal. Isto é, caminhamos juntos, formamos uma família em torno de Jesus Cristo que busca anunciar a boa nova do Reino a tantas outras pessoas”, aponta.

 

Dom Leomar fala também dos compromissos assumidos no documento pelos bispos do Brasil reunidos em Assembleia. Conheça, no vídeo abaixo, o caminho proposto pelas novas diretrizes gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período de 2o26 a 2032. Fonte: https://www.cnbb.org.br

“Leone a Roma”: em 1º de julho o filme sobre os anos de Prevost na Cidade Eterna

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Publicado em 26 junho 2026
  • Robert Francis Prevost,
  • Papa Leão XIV,
  • Prevost na Cidade Eterna
  • Robert Francis Prevost,Robert Francis Prevost,

Às 18h da hora italiana (13h do Horário de Brasília) da próxima quarta-feira (01/07) será publicado o documentário em três idiomas (inglês, italiano e espanhol) nos canais do Vatican News. Já para os jornalistas credenciados na Sala de Imprensa da Santa Sé, a obra será exibida em pré-estreia na Filmoteca Vaticana no mesmo dia, às 17h da hora italiana.

 

Vatican News 

Depois de “León de Perú” e “Leo from Chicago”, a Rádio Vaticana – Vatican News lança “Leone a Roma”, um novo documentário que retrata os anos vividos por Robert Francis Prevost, atual Papa Leão XIV, na Cidade Eterna. Um período de cerca de 20 anos que vai desde a chegada à Itália vindo dos EUA em 1981, passando pelos anos à frente da Ordem de Santo Agostinho por dois mandatos, até a nomeação como prefeito do Dicastério para os Bispos e a criação cardinalícia em 2023. Anos de estudos, amizades, viagens, passeios, encontros, reuniões, peregrinações, trabalho. Tudo contado por meio de imagens e vídeos inéditos e pelas vozes de confrades, colegas de estudo, velhos amigos, membros da Ordem Agostiniana ou do Dicastério para os Bispos.

“Leone a Roma” completa, assim, a série de produções da mídia vaticana destinada a aprofundar a figura e a vida do Pontífice, iniciada com o documentário “León de Perú”, lançado em junho de 2025, sobre os anos de missão no país sul-americano, seguida por “Leo from Chicago”, lançado em novembro de 2025, sobre as raízes americanas de Prevost.

Trata-se de uma produção da Direção Editorial do Dicastério para a Comunicação. Foi realizado pelos jornalistas Felipe Herrera-Espaliat, Salvatore Cernuzio e Tiziana Campisi, com edição de imagens de Jaime Vizcaíno Haro e Stefano Anella.

Às 18h do horário italiano de quarta-feira, 1º de julho, o documentário será publicado no canal do YouTube do Vatican News, inicialmente em três idiomas (inglês, italiano e espanhol), e também divulgado por meio da mídia internacional que solicitar o material. Para os jornalistas credenciados na Sala de Imprensa da Santa Sé, está prevista, também na quarta-feira, às 17h, uma exibição em pré-estreia na Filmoteca do Vaticano. https://www.vaticannews.va

Das primeiras diretrizes pastorais às DGAE 2026-2032: a caminhada evangelizadora da CNBB

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Publicado em 24 junho 2026
  • CNBB,
  • A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
  • Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032,
  • Plano de Pastoral de Conjunto às Diretrizes Gerais
  • Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o lançamento oficial das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032, documento que orientará a missão evangelizadora da Igreja no país nos próximos anos.

Um vídeo, produzido pela Edições CNBB, resgata a caminhada histórica da Conferência na construção desse documento. A produção evidencia uma trajetória eclesial e pastoral construída ao longo de décadas, em diálogo com os desafios de cada tempo e com a recepção do Concílio Vaticano II na vida da Igreja no Brasil.

  

A inspiração conciliar e a pastoral de conjunto

O vídeo aponta que as novas Diretrizes, aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), inserem-se em uma tradição que remonta aos primeiros esforços da Igreja no Brasil para organizar a ação evangelizadora de forma articulada, participativa e missionária. Essa trajetória revela como a CNBB foi assumindo, progressivamente, uma compreensão de Igreja fundada na comunhão, na corresponsabilidade e na pastoral de conjunto, em sintonia com a Constituição dogmática Lumen Gentium, um dos principais documentos do Concílio Vaticano II.

Realizado entre 1962 e 1965, o Concílio Vaticano II representou um marco decisivo para a vida da Igreja em todo o mundo. Entre os seus textos centrais está a Lumen Gentium, que apresentou uma renovada compreensão da Igreja como Povo de Deus, corpo vivo de Cristo, reunido na comunhão e enviado em missão.

No Brasil, a recepção dessa eclesiologia encontrou eco na ação da CNBB, especialmente nos documentos que passaram a orientar a chamada pastoral de conjunto – expressão que traduz o esforço de organizar a missão da Igreja de forma integrada, superando iniciativas isoladas e favorecendo a participação de todo o povo de Deus.

A recepção da Lumen Gentium nos documentos da CNBB não se deu de forma linear ou repetitiva, mas como um processo histórico e pastoral marcado por continuidades, adaptações e releituras. Ao longo desse percurso, os textos da Conferência foram incorporando, em diferentes contextos, temas como comunhão, participação, planejamento pastoral e corresponsabilidade missionária.

 

Do Plano de Pastoral de Conjunto às Diretrizes Gerais

Essa caminhada tem um de seus marcos no Plano de Pastoral de Conjunto 1966-1970, elaborado no contexto imediato do pós-Concílio. O documento expressou o esforço da Igreja no Brasil de traduzir as intuições conciliares em caminhos concretos de organização pastoral, oferecendo orientações comuns para a ação evangelizadora no país.

Desde então, a CNBB passou a elaborar e atualizar documentos de orientação pastoral, acompanhando as transformações da sociedade, da vida eclesial e da missão da Igreja no Brasil. Ao longo das décadas, essa tradição se consolidou nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que se tornaram referência para dioceses, paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e organismos eclesiais.

O vídeo produzido pela Edições CNBB mostra que esse percurso confirma a pastoral de conjunto não apenas como uma estratégia organizativa, mas como expressão concreta de uma visão de Igreja inspirada na comunhão e na missão. Assim, planejamento, participação e articulação pastoral não aparecem apenas como instrumentos administrativos, mas como formas de tornar visível, na vida e nas estruturas eclesiais, o mistério de comunhão que constitui a própria Igreja.

 

Um caminho que chega às DGAE 2026-2032

É nesse horizonte que se situam as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, aprovadas pelos bispos durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB. O novo documento dá continuidade a esse processo histórico de discernimento e atualização pastoral, reafirmando a missão evangelizadora da Igreja em um contexto marcado por profundas transformações culturais, sociais e tecnológicas.

As novas Diretrizes oferecem referências para a vida e a missão da Igreja no Brasil nos próximos seis anos, procurando responder aos desafios do presente com fidelidade ao Evangelho, atenção à realidade e abertura ao caminho sinodal vivido pela Igreja. Em continuidade com a tradição da CNBB, o documento busca fortalecer uma Igreja cada vez mais missionária, participativa, samaritana e enraizada na Palavra de Deus, na Eucaristia e na vida das comunidades.

Como ter acesso às Diretrizes? Adquira (aqui) o Documento. Fonte: https://www.cnbb.org.br

Dia Mundial dos Pobres, Leão XIV: oferecer a solidariedade que os poderosos negam

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Publicado em 15 junho 2026
  • DIA MUNDIAL DOS POBRES,
  • O Dia Mundial dos Pobres,
  • Leão XIV
  • Papa Leão XIV,
  • MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV PARA O IX DIA MUNDIAL DOS POBRES
  • X Dia Mundial dos Pobres
  • O Senhor é o refúgio do pobre
  • centenário da morte de São Francisco de Assis

“O Senhor é o refúgio do pobre”. Os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão, escreve o Papa. Publicada a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial dos Pobres.

 

Silvonei José – Vatican News

“O Senhor é o refúgio do pobre”. As palavras do salmista sugerem o caminho que somos chamados a percorrer na perspectiva do X Dia Mundial dos Pobres. Assim tem início a mensagem do Papa leão XIV para este dia que será celebrado em 15 de novembro próximo, 33º Domingo do Tempo Comum.

Ouça e compartilhe

Mais uma vez, - destaca o Papa no seu texto - é necessário recorrer à Palavra de Deus para compreender a importância que os pobres têm na vida da Igreja.

Num momento histórico dramático como foi a destruição do templo de Jerusalém, o povo sentiu-se privado da presença de Deus e experimentou uma miséria material e moral sem precedentes. De geração em geração, esta Palavra revela-se em toda a sua atualidade. Desde o início, ela mostra a contradição na qual ainda hoje se cai frequentemente.

Com efeito, - sublinha o Papa - a primeira constatação é esta: «O insensato diz em seu coração: “Não há Deus!”. Corruptas e abomináveis são as suas ações; não há quem faça o bem».

Nota-se, infelizmente, como também nos nossos dias é difundida uma injustiça social que brota duma corrupção arrogante, tão deplorável quanto discriminatória. A perda do sentido de transcendência na vida quotidiana já não é tanto uma negação teórica da existência de Deus; antes, manifesta-se em não considerar a sua bondade e misericórdia na construção da justiça pessoal e social.

O Santo Padre destaca então na sua mensagem que os primeiros a sofrer as consequências são os pobres, cujo número, não por acaso, está a aumentar em muitas sociedades.

O Papa constata então que a ausência de Deus faz com que as pessoas já não se coloquem umas ao lado das outras, num clima de respeito mútuo, mas sim umas acima das outras, num clima de domínio e opressão. Assim, é exibida uma lógica mundana de abuso de poder e descarte, que marginaliza e humilha.

Nesta condição – escreve o Santo Padre -, encontram-se não só pessoas individualmente, mas populações inteiras.

Leão XIV evidencia que o clamor dos pobres por justiça é hoje abafado por múltiplas técnicas, cada vez mais dissimuladas, a ponto de silenciar todos os seus esforços para fazer ouvir as suas reivindicações.

O olhar do Papa vai então para o ambiente digital que radicaliza o preconceito contra eles e aumenta a cortina de indiferença que envolve as suas causas. Ao pobre não resta senão clamar por Deus e fazer chegar até Ele o seu lamento, com a certeza de ser ouvido, porque Deus é fiel e rico em misericórdia. Os oprimidos, humilhados e indefesos crescem também hoje na certeza de que devem entregar-se a Deus, cheios de confiança e expectativa.

Nesta entrega total, renasce o sentido da própria dignidade, reconhecem-se irmãs e irmãos com quem organizar os próprios sonhos, a esperança torna-se silenciosamente realidade. Refugiar-se em Deus equivale a encontrar a proteção verdadeira e segura, aquela que os poderosos não podem garantir e preferem negar.

O Santo Padre afirma então que o pobre, porém, sabe reconhecer melhor do que os outros o essencial, porque vive do essencial. Semelhante a Cristo mais do que qualquer outro, reconhece Deus como seu refúgio, mesmo quando as circunstâncias parecem contradizê-lo, e está cheio de esperança na justiça divina, que não tardará a manifestar-se.

Ser refúgio não é apenas uma promessa – afirma o Papa -, mas torna-se realidade na pessoa de Jesus Cristo. Jesus Cristo é verdadeiramente o refúgio de Deus para os pobres.

Então Leão evidencia que os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão.

Para todos aqueles que carecem de casa, trabalho, instrução, alimento e saúde, abre-se um novo caminho: a partilha como expressão do Reino de Deus. À obsessão daqueles que acumulam riquezas apenas para si opõe-se a obstinação de Deus que, no testemunho de pessoas de carne e osso, abre o coração e acolhe no seu amor.

Em Cristo, portanto, também nós somos chamados a tornarmo-nos pobres e a sermos refúgio para os pobres, afirma o Santo Padre, acrescentando quem a comunidade cristã não pode permanecer insensível perante tantos que hoje se encontram à porta e permanecem invisíveis para aqueles que estão fechados entre as suas próprias paredes.

A Igreja, pela sua própria natureza, é chamada a ser pobre e refúgio para os pobres.

O Santo Padre destaca ainda que surgem inevitavelmente algumas perguntas que, neste X Dia Mundial dos Pobres, precisamos urgentemente fazer ressoar na nossa mente e no nosso coração.

Somos sinal de um Deus que é refúgio para os pobres? Temos consciência da nossa pobreza e preferimo-la à riqueza injusta? Chegamos onde se encontram os pobres, experimentando a sua marginalidade? Ouvimos os seus pensamentos e partilhamos as suas expectativas? Pronunciamos os seus nomes com ternura divina? A nossa caridade reaviva e sustenta neles o desejo de justiça e redenção? Estas e muitas outras questões obrigam-nos a um sério exame de consciência, para verificar o quanto ainda somos chamados a ser em favor dos pobres e da sua libertação.

Então veremos que os pobres se tornam, eles próprios, refúgio para os outros. A experiência da pobreza faz-nos particularmente sensíveis a uma solidariedade renovada perante os desafios.

O Santo Padre recorda em seguida que o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis convida-nos a recordar como, ao chegar a Roma em peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro, ele se compadeceu dos mendigos. Para compreender e experimentar o seu sofrimento, tirou as próprias vestes e trocou-as pelas roupas esfarrapadas de um deles, sentando-se a pedir esmola e passando o dia inteiro no meio dos pobres com alegria de espírito.

Queremos testemunhar que é possível, também hoje, experimentar a mesma alegria ao colocar-se no lugar dos pobres e ao ouvi-los, em vez de apenas falar sobre eles.

Quem tem Deus como refúgio é livre para fazer escolhas proféticas, que testemunham como tudo pode ser repensado a partir de baixo, na humildade e na fraternidade que, por si sós, curam um mundo ferido pela prepotência.

O Papa confia então que este X Dia Mundial dos Pobres possa constituir uma etapa significativa na redescoberta do rosto de tantos irmãos e irmãs que procuram refúgio em Deus e desejam sentir-se em casa nas nossas comunidades. Mantenhamos viva a obediência à Palavra de Deus, que nos convida à conversão do coração. Fonte: https://www.vaticannews.va

Corpus Christi despedaçado. 4 de junho-2026, Festa de Corpus Christi

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Publicado em 05 junho 2026
  • Frei Petrônio de Miranda,
  • Artigo do Frei Petrônio,
  • Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Corpus Christi,
  • Corpus Christi Despedaçado,
  • Convento do Carmo de Mogi das Cruzes,

Por; Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, Padre Carmelita e Jornalista.

Convento do Carmo, de São Paulo. 7 de junho-2012, Festa de Corpus Christi.  

Atualização: Convento do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo. 4 de maio-2026, Festa de Corpus Christi. 

 

Ó Jesus no ventre materno
Em Maria a gerar.
Olha para as mães grávidas
Sem família e sem um lar.
Junta todos os pedaços
De sangue, suor e dor.
Ó meu Jesus Eucarístico
Vem mostrar o teu amor!

 

Sacramento de unidade
Pão da vida salutar.
Os Sem-Teto chorando
Nas ruas a caminhar.

Das balas e dos arrastões

No Rio de Janeiro vem livrar.

Ó meu Jesus Eucarístico

Venha logo nos saciar!

 

Com os Mártires da Guerra
Pela justiça a clamar.
No Oriente Médio

O sangue a derramar.
Estas vidas em pedaços
Na juventude a gritar.
Ó meu Jesus Eucarístico
A todos vem acalmar!

 

Partilhar a Boa Nova
Nas Mídias denunciar.
Os Missionários na Nigéria

O Sangue a derramar.

Ó meu Jesus Eucarístico
Vem logo nos libertar.
Livra-nos dos ditadores

E da violência a reinar!

 

 

A Natureza sangrando

O homem a dominar.

Destrói do nosso país

A Fake News a se espalhar.
Ó meu Jesus Eucarístico
Vem logo nos confortar.

Arranca dos corações

A divisão a se espalhar!

 

 

As vidas despedaçadas

Os cacos venha juntar!

As comunidades Quilombolas

Os indígenas a lutar.

Ó meu Jesus Eucarístico

Com eles vem caminhar.

As suas vidas quebradas
Os pedaços vem juntar.

 

 

A Inteligência Artificial

Entrando em nosso lar.
Deleta os homofóbicos

Venha nos iluminar.

Ó meu Jesus Eucarístico

Venha nos orientar.

E com o Papa Leão XIV

Pela paz vamos rezar!

 

 

O trabalhador rural

De sol a sol a lutar.

Nas Cracolândias da vida

Os adolescentes a vagar.

Ó meu Jesus Eucarístico
Vem conosco caminhar

Liberta dos nossos vícios

A todos venha curar!

 

 

Se depender de oração
Este povo vai salvar-se.
Com as novenas e rezas
Todos sempre a clamar.
Mas as vidas em pedaços
Quem poderá ajuntar?
Ó meu Jesus Eucarístico
Venha nos conscientizar!

 

 

Nas eternas noite escuras
das Guerras e do pavor.

Livra-nos dos governantes

Sem carinho e sem amor.

E neste Ano Eleitoral

Vem Jesus nos libertar

Das garras dos lobos famintos

Que querem nos devorar!

 

 

Alimento da Vida Eterna

Venha nos fortificar
Afasta-nos dos fanáticos
E da religião a explorar.

Ó meu Jesus Eucarístico
Neste mundo vem reinar

Dos Donald Trump`s da vida

Venha logo nos libertar!

 

 

Em cada cidade clamamos
Meu Jesus libertador.
Olha por estas famílias,
Sem carinho e sem amor.
Ó meu Jesus Eucarístico
Do tráfico vem libertar
A estas vidas em pedaços
A tua paz vem nos dar! 

SILÊNCIO

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Publicado em 18 abril 2026
  • Carmelitas,
  • Textos Carmelitas,
  • Província Carmelitana Fluminense,
  • Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Frei Cláudio van Balen,
  • Reflexões de Frei Cláudio Van Balen,
  • transcendente
  • A ESPIRITUALIDADE CARMELITANA

 "Pai, possam eles contemplar a glória que me concedestes, porque me amais". (Jo 17,24) 

 

Frei Cláudio van Balen, O Carm                                                

A espiritualidade carmelitana  faz dedicar-nos a cultivar crescente sensibilidade para captar a atuação da graça ou a presença do transcendente contida em toda a realidade. Assim ajudamos outros a se deixarem tocar, envolver pelo mistério. Receber e transmitir o toque divino é  ponto central do jeito carmelitano de ser.

Partimos do princípio de que todo encontro mais profundo consigo e com a realidade é encontro com Deus que liberta e melhora a qualidade de vida. Tal postura enobrece a pessoa e permite que, nela, Deus aconteça. O encontro com ele, aliás, é o objetivo de toda vivência cristã, de toda atividade e expressão da fé.

Nessa perspectiva, o cultivo do silêncio visa colocar as funções dos sentidos a serviço da fé. Ou seja, em vez de prender o coração a seus objetos sensoriais, esses poderão aguçar nossa receptividade interior, registrando a dimensão oculta na realidade visível: Deus com sua presença amiga e atuação salvadora.

Pratica o silêncio quem, bem integrado e interiormente iluminado, mergulha de tal maneira dentro de seu contexto existencial que, ao lidar com coisas e pessoas, fatos, problemas e emoções, aprofunda sua união com a interioridade que dá a tudo coesão e o relaciona com uma harmonia real ou projetada.

Graças ao silêncio, a vida, o mundo e a história são percebidos como o espaço do Transcendente. Tudo que ali ocupa um lugar ou desempenha uma função, também presta o serviço de imagem, sinal e mediação evocando seu potencial oculto, o poder e o amor de Deus e seu Projeto de Libertação integradora.

O silêncio não produz fugitivos, mas comprometidos; não faz a pessoa insensível, porém mais solidária; não cria alienados, mas conscientiza.. Mais do que estranhos no ninho, gera pessoas de vanguarda na renovação da vida, na melhoria das relações, no desenvolvimento da história e na construção da Igreja.

Como atitude, cultivar o silêncio é uma sensibilização por essa onipresença do “algo mais”  que mantém tudo interligado. De fato, alguém só pode tornar-se contemplativo em atitude, se primeiro se dedica com afinco ao silêncio, a essa abertura ao transcendente na realidade, em busca de uma crescente sintonia.

No Carmelo, as pessoas são motivadas e ajudadas para que se coloquem e conservem sempre na presença de Deus. Sinalizado por tudo e todos, graças à clarividência da fé, ele é o mistério onienvolvente que integra  o existir, interligando todas as suas facetas em uma densidade significativa que leva ao encontro.

Deus presente é dádiva que surpreende e abre novos horizontes; é luz que possibilita o nosso ir e vir, mesmo em meio à escuridão; é força que dá coragem nos embates da vida e é o alvo que sempre de novo encanta e atrai. Graças ao silêncio, o próprio ir e vir nos transporta para dimensões sempre além do “dado”.

Pela contemplação, tudo se encaminha para um sentido integrador, em que o drama não paralisa nem a euforia ilude. Tudo é incorporado ao conjunto e cada um com sua função, bem dentro da tessitura da própria existência,  em benefício do todo. Não desperdicemos nada, tudo é prenhe de um significado.

Em seu esforço de espiritualização, o praticante do silêncio procura ver, através de tudo e por trás do imediatamente dado, uma realidade maior ou diferente, com ofertas e apelos; e de bom grado deixe instrumentalizar-se tanto pelo humilde como pelo grandioso. Assim permite que o universo conspire a seu favor.

Mediante o exercício persistente de, em tudo, captar o “lado de dentro”, o “mistério”, adquire um grau superior de sensibilidade, de modo que, qual cera maleável, tudo e todos possam contribuir para sua transformação. Passo a passo, vivendo fé, esperança e amor, apodera-se de uma leitura correta da vida.

O silêncio é uma ferramenta indispensável para a vida poder irromper em nós e a graça revelar-se em toda a sua pujança. Graças ao silêncio, Deus pode sussurrar a nosso coração o que tem para nos oferecer e como podemos andar por seus caminhos, superando fragmentação através de relações saudáveis.

A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ

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Publicado em 07 fevereiro 2026
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  • Rio de Janeiro
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  • Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro,
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  • A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ
  • Religião e Profetismo,

A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ: “EU VI E OUVI A AFLIÇÃO DO MEU POVO” (Ex 3,7) – Testemunho a partir de Vicente de Carvalho, Rio de Janeiro, RJ

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm., Prior da Comunidade

(Com colaboração de Frei Gilvander Luiz Moreira, O. Carm)

    

“Violência! Opressão!”, bradava com veemência o profeta Jeremias, ao ser reprimido no seu sagrado direito de profetizar. Após ser torturado e preso, o profeta Jeremias, ao ser solto, não abaixou a cabeça e denunciou o sacerdote Fassur, administrador-chefe do templo, dizendo na cara dele: “Seu nome não será mais Fassur, mas Terror-ao-redor”. Este contexto de brutal violência física, psicológica, social, econômica, política e religiosa existia na época do profeta Jeremias (Jer 20,8-9,5) e atualmente é o que presenciamos em várias partes do Brasil e do mundo, especialmente no estado do Rio de Janeiro. E neste contexto desempenhar a missão de evangelização e denunciar a corrupção, a idolatria e opressão dos pobres se tornou um desafio imenso. 

Eis alguns dados que não podem ser vistos friamente, pois por trás de números dramáticos estão milhares de pessoas e famílias destroçadas e violentadas. No estado do Rio de Janeiro, 124 jovens de bairros periféricos (favelas) foram mortos pela Polícia militar e civil no ano de 2025; 167 mortos e 188 feridos nos últimos três anos por balas perdidas. Dia 28 de outubro de 2025 aconteceu o maior massacre da história do Rio de Janeiro em uma megaoperação das polícias militar e civil: 121 mortos – algumas fontes dizem que foram 126 mortos - nos complexos do Alemão e da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, RJ. O Instituto Médico Legal demonstrou que quase todos os mortos tinham sinais de execução. A população encontrou na mata ao lado da favela 70 corpos que foram colocados expostos em praça pública da comunidade. Cenas de guerra, barbárie, terror.

Vários Deputados, vereadores, prefeitos, governadores e juízes presos com envolvimento no mundo do tráfico nos últimos anos três anos. Comunidades entregue ao terror, ao medo e a morte. Vários padres foram obrigados a fecharem as igrejas por ordens de traficantes. Trabalhadores, mães e a população em geral com medo. “Aqui todo mundo tem olhos, mas não veem; tem ouvidos, mas não ouvem, pois se verem e denunciarem, se ouvirem e denunciar, morrem”. Eis uma regra para sobreviver no meio de fogo cruzado entre traficantes, milícias e o aparato repressor do Estado.

Estes dados retratam uma cidade completamente dominada por uma elite dominante, encastelada no Estado e nas grandes empresas que lucram e acumulam capital semeando violência no meio das comunidades periféricas. É Noite Escura. “O Rio de Janeiro!” Muitas vezes fica difícil encontrar a pequena luz no fim do túnel ou dentro do túnel e falar de Esperança em tal realidade que clama aos céus e mais parece uma sexta-feira da Paixão que um Domingo da Ressurreição.

O povo encurralado por um Estado cúmplice da violência, que mais faz campanha eleitoral com sangue humano. Ou seja, autoridades políticas ordenam repressão e a realização de massacres para angariar votos, pois sabem que os controladores maiores do tráfico não moram nas favelas, mas em bairros nobres e usam terno e gravata, via de regra. Entretanto, diante da insegurança social, situação em que as pessoas podem ser assaltadas ou receber uma bala perdida a qualquer momento, muitos são induzidos a acreditar que com repressão se conquistará segurança pública. Ledo engano! Políticos de direita e de extrema-direita se elegem e se reelegem e durante seus mandatos impedem justas e necessárias políticas públicas que de fato podem asfixiar o tráfico e as milícias, e construir um projeto popular de sociedade com justiça, respeito, paz e solidariedade.

Nós, Frades Carmelitas da Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Vila Kosmos, no Rio de Janeiro, RJ, nos últimos dois anos, após os conflitos entre traficantes, milicianos e polícia, recolhemos 69 balas caídas em nossa Comunidade Conventual. Não são flores de Santa Teresinha que recolhemos em nosso claustro, mas balas (cápsulas) letais de metralhadoras e fuzis, que só chegam aos morros com a cumplicidade de autoridades do Estado.  No meio deste fogo cruzado, a nossa Paróquia sofre as consequências de uma guerra civil não declarada na chamada “cidade maravilhosa”.

Neste contexto de sofrimento humano retratado no Poema A Noite Escura, de São João da Cruz, todos os dias enquanto carmelitas passamos pela purificação dos sentidos, da vocação carmelitana e da nossa próxima existência se protegendo contra as balas, os arrastões e a violência que apavora e aterroriza a todos nós, frades Irmãos(as) da Ordem Terceira do Carmo e paroquianos, procurando ser uma fonte de paz e serenidade para o povo Deus que vem até nós desesperado buscando um conforto espiritual e uma paz que dê sentido ao chamado carmelitano em uma realidade de terror.

As nossas atividades Missionárias e Pastorais foram ajustadas no que se refere os horários, seja as Festividades da Novena e Festa de Nossa do Carmo e até mesmo os horários normais das Missas e outras atividades para proteger as famílias que nos procura. Se antes tínhamos procissão e Missão, hoje se tornou impossível. As ruas estão fechadas com proteção dos próprios moradores para tentar barrar a entrada de traficantes e milicianos. Por sua vez a Polícia, também envolvida no mundo do crime, não garante proteção ou segurança. “Aqui os traficantes nos protegem, graças a Deus! Ninguém vem mexer com a gente”, nos relatam moradores que confiam mais nos jovens do tráfico do que na Polícia.

Em 2023 pelo menos 35 ônibus foram incendiados contra uma ação policial que resultou na morte do sobrinho de um miliciano. Cada bairro, morro ou região tem os seus “donos” e quando são ameaçados pelo Estado transformam o Rio de Janeiro em uma verdadeira Guerra. Desde o ano de 2023, 25 crianças e adolescentes inocentes foram mortas por balas perdidas.

“Sofrer não faz mal, desde que nos sintamos amados”. Este pensamento de São Tito Brandsma, Mártir Carmelita da 2ª Grande Guerra, podemos confirmar com certeza diariamente aqui no Rio de Janeiro através do carinho do povo de Deus para com o Carmelo. Às vezes, acordamos às 5 horas da manhã com o barulho de tiros e de helicópteros sobrevoando a nossa Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Ficamos apreensivos, nervosos e tristes, mas somos amados pelo povo e isso nos fortifica para continuarmos em Missão a partir da Regra do Carmo e do nosso compromisso assumindo e falando pelo grande Profeta Elias, “Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercituum“.

Enquanto carmelitas, somos presença não apenas de reza ou sacramentos, mas também de apoio psicológico, afetivo e humano por meio dos voluntários da Associação Beneficente São Martinho ao longo dos últimos 30 anos. Destacamos ainda as diversas campanhas sociais em favor das famílias vitimadas pela pobreza e pela violência nos morros.

Diante de tais dados e testemunho o que podemos dizer do nosso Profetismo e da nossa Espiritualidade Mariana? Impossível colocar em prática o tripé do Carisma/Espiritualidade dos Carmelitas – Contemplação, Fraternidade e Profetismo – se nos omitirmos e permanecermos em ambientes seguros, tranquilos de classe média, que são oásis na sociedade brasileira com brutal desigualdade. Temos que levar a sério as origens do Carmelo – mendicância – em tempos de teocracia que usava e abusava do nome de Deus e de textos bíblicos para fortalecer uma Igreja Instituição rica e que sustentava senhores feudais. O contexto de violência nos interpela para levarmos a sério o testemunho dos profetas Elia que, no meio das viúvas de Sarepta – marginalizadas – se tornou presença solidária e denunciava com atitudes de vida a idolatria que justificava a exploração dos pobres. A dupla porção do testamento espiritual herdada pelo profeta Eliseu de Elias indica que o discípulo deve superar o mestre e ser coerente empunhando a bandeira da profecia em estreita sintonia com a contemplação e na fraternidade ad intra e ad extra. Sentimos também um apelo para levarmos a sério o testemunho de Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, tão bem retratado pelo Evangelho de Lucas no Cântico de Maria, que resgata a fina flor da experiência dos profetas e profetisas desde as parteiras do Egito, Moisés, Ana e todas as mulheres profetisas da Bíblia, que testemunharam a utopia do Deus da vida: “dispersar os soberbos de Coração, derrubar do trono os poderosos e elevar os humildes; saciar os famintos e despedir os ricos de mãos vazias” (Lc 1,51-53)

Como ser uma fonte de Esperança e conforto para quem chora a morte neste cenário de Guerra? Frei Sérgio Gorgen, franciscano, agente de pastoral da Comissão Pastoral da Terra (CPT), cofundador do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), alguns dias antes da sua travessia para a vida em plenitude, escreveu: “Vivi em situações de muita dor (até hoje ecoam nos meus ouvidos o choro de crianças com fome nos barracos de acampamento e até me dói no mais fundo de mim a dor de enterrar crianças que morriam de fome) e muita tensão em tantos e tantos conflitos vividos, mas os tempos de alegria e confraternização foram infinitamente maiores. Não tive o direito de ter crise, nem vocacional, nem espiritual, nem de confiança no futuro, embora em meu interior, tenha passado por várias e tantas, porque sentia a responsabilidade e o peso do hábito de São Francisco sobre os ombros na vocação que abracei. E desde aquele dia em que, num conflito de terra na ocupação da Fazenda Anonni, em que a Brigada Militar avançava em direção ao povo e uma mulher puxou minha camisa e me disse “Frei, o senhor não vai fazer nada?” e eu, cheio de vergonha, avancei do meio do povo e fui para frente dos policiais, incapaz de dizer uma única palavra, abri os braços e parei bem próximo a eles – e as crianças com flores na mão, me seguiram e os policiais pararam - desde aquele dia, perdi também o direito à omissão.”

Resposta ou receita para resolver tal realidade não temos, o que podemos afirmar é que choramos com o povo, sonhamos com o povo, rimos com o povo e buscamos cicatrizar as nossas e as suas feridas por meio da Eucaristia, da convivência fraterna e do olhar para cruz, certos de que a cruz não é só sofrimento, mas de luz, de resistência miúda que insiste a cada dia em viver.

Noite Santa- Nova música do Frei Petrônio

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Publicado em 23 dezembro 2025
  • Advento e natal,
  • Natal,
  • O Natal,
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  • Melchior Baltasar e Gaspar,
  • Festa dos Santos Reis,
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  • Gaspar, Melchior e Baltazar,
  • Os Santos Reis Magos
  • Noite Santa
  • Melchior
  • Canto de Natal,
  • Nasceu Jesus

Noite Santa

Letra e Música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm

Rodovia Presidente Dutra- A Caminho de São Paulo- 1º de Março/ 2024. Complemento, 4 de dezembro-2025.

 

 

1-Quem foi que falou? Eu ouvi falar. A Estrela brilhou, vamos caminhar, seguindo Melchior, Baltasar e Gaspar, o Filho de Deus, vamos adorar.

 

2-Chegando em Belém, vamos cantar, com os santos pastores, adorar. Gloria a Deus nas alturas, vamos gritar! Entre os animais, Ele vai estar.

 

3-Olhando a família, sempre a pensar, Maria feliz com Jesus a brincar. O Filho de Deus entre nós está, louvores cantemos, a Paz vai reinar.

 

4- Esperança ó Esperança, vem renascer, esta pequena chama  reacender. Nesta noite santa nada a temer, Ele está entre nós para defender.

 

5-Que cessem as trevas e a falta da fé, nossos olhos brilham ó São José. Com Francisco de Assis vamos adorar, nesta manjedoura, vamos nos curvar.

 

6-Crianças nas Guerras com fome a morrer, ó Menino Deus, vem proteger. Famílias chorando a peregrinar, dormindo nas ruas sem pão e sem lar.

 

7-Mulheres Marias, sempre a gritar, o feminicídio entre nós está. Derruba os muros da separação, liberta os jovens de toda prisão.

 

Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI; outras três ficaram feridas

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Publicado em 22 dezembro 2025
  • Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI
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  • Acidente na BR-316,
  • Miguel Leão,
  • Acidente em Miguel Leão,
  • Acidentes de Natal,
  • Acidentes de final de ano,

Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI; outras três ficaram feridas

Acidente aconteceu na noite de domingo (21), em Miguel Leão, a 88 km de Teresina. As vítimas estavam no mesmo veículo.

 

Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI

 

Por Gabriely Corrêa*, g1 PI

Um homem de 51 anos e duas passageiras morreram em um acidente entre dois carros de passeio na BR-316, na noite de domingo (21).

Outras três vítimas ficaram gravemente feridas. Elas foram encaminhadas ao Hospital de Urgência de Teresina.

Segundo a PRF, a principal suspeita é de que um dos carros trafegava na contramão.

Três pessoas morreram e outras três ficaram gravemente feridas em uma colisão entre dois carros na noite de domingo (21), na BR-316, em Miguel Leão, a 88 km de Teresina. As vítimas fatais estavam no mesmo veículo.

O acidente aconteceu por volta das 20h15, no km 80,4 da rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a suspeita é que um dos carros trafegava na contramão.

Entre os mortos estão um homem de 51 anos, uma mulher de 24 anos e outra pessoa do sexo feminino ainda não identificada.

Já entre os feridos estão um homem de 39 anos, uma mulher de 32 anos e outra pessoa do sexo feminino não identificada. Todos ficaram gravemente feridos.

O Corpo de Bombeiros ajudou no resgate das vítimas. Em seguida, elas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Após a perícia, o Instituto Médico Legal (IML) removeu os corpos do local. Fonte: https://g1.globo.com

O Presépio como escola de fé

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Publicado em 15 dezembro 2025
  • o significado do presépio
  • CARTA APOSTÓLICA SIGNUN ADMIRÁVEL DO SANTO PADRE FRANCESCO SOBRE O SIGNIFICADO E O VALOR DO PRESÉPIO
  • O VALOR DO PRESÉPIO
  • CARTA DO PAPA SOBRE O O VALOR DO PRESÉPIO
  • fazer o presépio é convidar Jesus a entrar na nossa vida
  • Arcebispo de Santa Maria
  • AS MENSAGENS DO PRESÉPIO
  • O Presépio

 

Dom Leomar Antônio Brustolin
Arcebispo de Santa Maria (RS)

 

Quando chegam os primeiros dias do Advento, minha memória sempre retorna àquela cena doméstica que marcou a minha infância: meu pai começando a preparar o material para o presépio. Era quase um ritual. Enquanto minha mãe cuidava da árvore, que nós chamávamos de “pinheirinho” meu pai assumia a missão de transformar um canto da sala da casa numa pequena Belém. E ele fazia isso de modo pedagógico, envolvendo os filhos na construção da gruta, como quem ensina um ofício sagrado. 

Lembro-me do cuidado dele ao tingir a serragem que seria a grama do presépio, espalhando os tons de verde para dar mais vida ao cenário. Depois, vinham os papéis pintados à mão, pacientemente amassados e moldados, para parecerem pedras reais. A gruta se erguia devagar, entre risos, poeira colorida, pincéis, cola e aquela expectativa que só as crianças conhecem. Meu pai também cuidava das luzes, porque – como ele dizia – a manjedoura precisava brilhar, mas brilhar com humildade. 

Meu pai partiu cedo. Mas, até hoje, nos dias que antecedem o Natal, é como se suas mãos continuassem ali, ensinando, orientando, construindo. Essa memória não é apenas lembrança; é formação. Foi ali, naquele presépio simples, que aprendi que a fé se transmite pelos olhos, pelas mãos, pelo convívio, pelo amor concreto de uma família que prepara o coração para o Natal. Montar o presépio era mais que montar um cenário: era aprender a viver o Nascimento de Jesus Cristo. 

 

O presépio como escola de fé 

É nesse espírito que o Papa Francisco escreveu a carta apostólica Admirabile Signum, recordando ao mundo a importância de manter viva essa tradição. Segundo ele, o presépio é um “sinal admirável”, capaz de reacender a memória da fé e tocar o coração. O presépio nos educa porque fala através dos símbolos e desperta aquela ternura que nos aproxima de Deus. 

De fato, montar o presépio hoje é um gesto contracultural. Em meio à pressa, ao consumo exacerbado e à superficialidade das imagens, o presépio nos obriga a parar e contemplar. Ele devolve profundidade ao Natal, lembrando que o centro da festa não é a árvore iluminada nem os presentes, mas o Deus que se faz pequeno numa manjedoura. O presépio é uma miniatura da humildade divina — um Evangelho moldado em figuras simples. 

Cada peça carrega significados que atravessam gerações. Os pastores representam os pobres e esquecidos que Deus coloca em primeiro lugar. Os Magos lembram a universalidade da fé, que abraça todos os povos. A luz discreta nos conta que a esperança não entra no mundo com estrondo, mas com suavidade. A gruta evoca nossas próprias sombras, que Cristo vem iluminar. E no centro, sempre, o Menino – tão frágil que cabe no colo, tão grande que sustenta o mundo. 

 

Tradição que se torna missão 

Por isso, montar o presépio é também criar memória espiritual. É oferecer às crianças — como fez meu pai — a herança de uma fé concreta, vivida, encarnada. O presépio instalado na casa se torna catequese visual: fala de proximidade, simplicidade, humildade e amor. 

O Papa Francisco destaca que o presépio toca o coração mesmo de quem não participa da vida da Igreja. Ele revela a ternura de Deus e recorda que a fé cristã nasce da contemplação de um mistério que se entrega. Por isso, o presépio não é apenas tradição; é anúncio. Ele evangeliza porque emociona. Ele ensina porque comove. Ele reúne porque desperta comunhão. E quando as mãos das crianças ajustam a gruta, quando colocam a serragem, quando alinham as figuras, um aprendizado precioso se transmite: o Natal começa no coração. Fonte:  https://www.cnbb.org.br

O que Leão XIV diz em sua biografia sobre mulheres, fiéis LGBTQIA+ e escândalos de abuso na Igreja

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Publicado em 26 novembro 2025
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Papa afirma que casamento é entre homem e mulher, mas também condena uso político dessa discussão

Papa Leão XIV assina biografia escrita por Elise Ann Allen Foto: Reprodução/Twitter Elise Ann Allen

 

A nova biografia “Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI” oferece o retrato mais completo até agora do primeiro papa americano, um líder que, aos 70 anos, assumiu o trono de São Pedro com a ambição de reduzir polarizações e devolver serenidade a uma Igreja de 1,4 bilhão de fiéis.

Escrita pela jornalista Elise Ann Allen, do portal católico Crux, a obra se baseia em três horas de entrevistas realizadas em julho e na convivência que ela desenvolveu com o então Robert Prevost desde 2018, quando ele ainda era bispo no Peru.

A biografia acompanha a trajetória de Leão XIV desde a infância em Chicago até sua eleição no Vaticano, e revela um pontífice cauteloso, avesso aos holofotes, mas disposto a definir pessoalmente a narrativa de sua própria história. As conversas ocorreram na Villa Barberini, residência papal de verão, e depois na moradia provisória do papa na Santa Sé, enquanto os aposentos oficiais passavam por reforma.

Apesar do estilo reservado, Leão XIV expõe no livro algumas das posições mais importantes de seu pontificado. Ele afirma não ter intenção de ordenar mulheres, embora garanta que continuará nomeando lideranças femininas para cargos-chave da igreja, e diz estar aberto a ouvir opiniões divergentes. Também reforça que acolherá “todos, todos, todos”, inclusive fiéis LGBTQIA+, mas sem alterar a doutrina católica sobre sexualidade ou casamento.

“O casamento é para um homem e uma mulher”, diz Leão, que define “família” como “pai, mãe e filhos”. Ao mesmo tempo, ele condena o uso político dessa discussão e lamenta que, em alguns círculos europeus, bênçãos pastorais estejam sendo transformadas em rituais que extrapolam o que a Igreja ensina.

Leão XIV descreve a crise de abusos sexuais como um dos temas mais dolorosos da Igreja que exige proximidade com as vítimas, mas alerta que o drama dos abusos não pode se tornar o único foco dos católicos: “A grande maioria dos padres e religiosos nunca abusou de ninguém”.

O papa também aborda a geopolítica mundial. Sobre a Faixa de Gaza, classifica as cenas de sofrimento como “terríveis” e afirma temer que o mundo se torne insensível ao drama humano. Diz que a Santa Sé, por ora, não considera possível declarar tecnicamente se há um genocídio em curso.

Primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, Leão XIV afirma não querer interferir na política de seu país natal, nem mesmo em relação ao presidente Donald Trump, embora não fuja de conversas quando se trata de temas urgentes. / COM INFORMAÇÕES DO THE WASHINGTON. Fonte: https://www.estadao.com.br

Cardeal Tempesta: somos chamados a superar o ódio, a vingança e a indiferença

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Publicado em 29 outubro 2025
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O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta emitiu uma nota sobre os últimos acontecimentos na capital fluminense. “Diante dessa dolorosa realidade, como Pastor desta Igreja, não posso deixar de expressar minha dor por tanto sofrimento e de reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos”.

Silvonei José – Vatican News

Um fato sem precedentes sacudiu nesta terça-feira a cidade do Rio de Janeiro. Uma grande operação envolvendo todas as forças de segurança do Rio de Janeiro prendeu mais de 80 suspeitos de integrar o CV (Comando Vermelho) e resultou na morte de ao menos 64 pessoas.

As pessoas foram mortas durante ação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, sendo quatro policiais (dois militares e dois civis), segundo a Polícia Civil. De acordo com informações da imprensa local, outras nove pessoas foram baleadas, sendo três moradores e seis agentes, quatro civis e dois militares. Entre os mortos, estão lideranças da facção em outros estados que estavam refugiados na região.

Ação mobilizou 2.500 policiais militares e civis para cumprir mandados de busca e apreensão nos dois Complexos na capital fluminense. A ação - segunda a imprensa - é resultado de um ano de investigação envolvendo, também, o Ministério Público do Rio de Janeiro na tentativa de atingir lideranças do CV.

O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta emitiu uma nota sobre o que ocorreu. Eis a íntegra da mesma:

“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)

 

Amados irmãos e irmãs em Cristo,

Hoje vivemos um dia muito difícil no Rio de Janeiro. Com profundo pesar, acompanhamos os trágicos acontecimentos deste dia, em que tantas vidas foram ceifadas. A violência e o medo têm ferido o coração da nossa cidade e tirado a paz de muitos lares. Diante dessa dolorosa realidade, como Pastor desta Igreja, não posso deixar de expressar minha dor por tanto sofrimento e de reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos. A vida humana é dom sagrado de Deus e deve ser sempre defendida e preservada.

Quero elevar minhas preces e minha profunda solidariedade às famílias que choram a perda de seus entes queridos. Que Cristo, o Príncipe da Paz, envolva cada coração ferido com Sua ternura, restaure a esperança e faça brotar, mesmo entre as lágrimas, a certeza de que o amor é mais forte do que a morte. Que Ele transforme a dor em fé e a saudade em semente de vida nova.

Somos chamados, como discípulos de Cristo, a ser construtores da paz, a superar o ódio, a vingança e a indiferença que corroem o tecido social. É urgente que unamos nossas forças pela reconciliação, pelo respeito mútuo e, sobretudo, pela proteção da vida, pela promoção da justiça e pela construção de uma sociedade pacífica, que promova a dignidade de cada pessoa, especialmente dos mais pobres e vulneráveis.

Mesmo diante do caos, creio firmemente que o amor e o bem são mais fortes que qualquer violência. Peço a cada um que seja instrumento dessa paz. Não podemos alimentar o ódio, nem responder com indiferença. O Rio de Janeiro nasceu com vocação para a alegria e a acolhida. Que, com fé e perseverança, possamos devolver à nossa cidade o brilho da paz e a força da fraternidade. E, como diz o hino da nossa cidade: “Que Deus te cubra de felicidade — Ninho de sonho e de luz.”

Convido a todos a permanecerem firmes na oração e na construção da paz. Que nossas palavras e atitudes sejam sementes de reconciliação, e que cada gesto de amor seja um passo rumo a uma cidade mais fraterna e justa. Que o Senhor da vida converta nossos corações, cure as feridas da violência e nos faça instrumentos de Sua PAZ. Que Maria, Rainha da Paz, interceda por nossa cidade, por nossas autoridades e por todas as famílias atingidas pela tragédia de hoje.

Invoco, sobre todos, a bênção de Deus, sinal de esperança e consolo neste momento de dor.

Orani João Cardeal Tempesta, O. Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Fonte: https://www.vaticannews.va

Congresso Carmelita- Apontamentos da Conferência da Teresa Matos de Sousa

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Publicado em 06 agosto 2025
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  • Congresso da Família Carmelitana do Brasil
  • Rumo ao Monte Carmelo

1º - Congresso da Família Carmelitana do Brasil. 2-3 de agosto 2025, Aparecida, São Paulo.

 

Apontamentos da Conferência da Teresa Matos de Sousa, irmã do Sodalício da Vila Kosmos- Vicente de Carvalho/RJ. Tema: Rumo ao Monte Carmelo em Comunidade: Um olhar para a vida fraterna na Espiritualidade da Ordem Terceira do Carmo.

 

 

 “O Carmelita que não ora é falso Carmelita”.

 “A contemplação tem que me levar ao encontro do próximo”.

 “Na contemplação eu encontro o meu próximo”.

 “Se a contemplação não me leva ao encontro do irmão, isso não é contemplação”

 “O Carmelita tem que juntar, não separar”

 “O amor ao próximo é um caminho que nos ajuda a encontrar Deus”.

 “Se você deixar o Espírito Santo agir na vida, você faz coisa que até você dúvida e se pergunta: Será que fui eu mesmo que fiz isso”?

 “Se a Palavra de Deus não me faz uma pessoa melhor, essa Palavra é nula”.

 “A Eucaristia tem que ser constante, se ela for diária, Graças a Deus”.

 “A oração sai e vai ao encontro do nosso próximo, ela não é estática”.

 “Não é possível sermos orantes e contemplativos sem ficarmos sensíveis as pessoas”.

 “Na vida muitas vezes temos que engolir as desavenças da vida e depois de engolir aproveita e faz uma oração”.

 “Se os nossos filhos se tornassem carmelitas não ficaríamos preocupados com o futuro do nosso Sodalício”. 

“Não somos carmelitas apenas na Igreja, nas reuniões ou nos congressos. Em casa temos que provar a nossa carmelitíssima”.

Por que o Brasil está perdendo padres?

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Publicado em 12 maio 2025
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Secularização, celibato e descrédito institucional explicam desinteresse pelas vocações religiosas no País, segundo especialistas

 

Por Edison Veiga e José Maria Tomazela

Há uma queda no número de padres no Brasil, tendência que ecoa o que ocorre em boa parte do mundo, incluindo a América Latina, onde o papa Leão XIV passou três décadas anos da sua vida religiosa (no Peru). Segundo especialistas, a perda do interesse pelas vocações sacerdotais será um dos desafios do novo pontífice.

Maior país católico do mundo em termos absolutos, o Brasil tem um número de padres proporcionalmente baixo se comparado à Itália, coração tradicional do catolicismo. Conforme os dados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), são 22,1 mil religiosos ordenados no País — um para cada 9,5 mil brasileiros. Na Itália, a cada mil habitantes, há um padre.

O cenário é de queda. Em 1970, eram 13 mil sacerdotes, mas uma população de pouco mais de 93 milhões. Cada padre, portanto, tinha potencialmente 7,1 mil fiéis para atender. Em 2010, eram 22 mil padres — pela população à época, cada um dava conta de 8,7 mil brasileiros.

“Isso se deve principalmente à crescente secularização (desinteresse geral pelas religiões) e à ideia, hoje amplamente aceita, de que é possível viver uma vida santa como leigo”, disse ao Estadão o padre jesuíta americano James Martin, consultor do Vaticano.

O historiador e teólogo Gerson Leite de Moraes vê a tendência como um problema a ser enfrentado pelas religiões no mundo contemporâneo, processo que avança gradualmente desde o Iluminismo.

Ou seja: a Igreja enfrenta um cenário que combina desinteresse com descrédito.

“Existem lugares onde a Igreja perdeu espaço ou o cristianismo católico é pouco efetivo. Há menos padres do que a Igreja gostaria para o trabalho de evangelização”, analisa Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Também afastam os jovens os escândalos de abusos sexuais no clero, seguidos de denúncias de omissão nos níveis mais altos da hierarquia. Segundo o padre Eliomar Ribeiro, diretor nacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Jovem, essa é uma “preocupação da Igreja”.

Ribeiro diz ainda que Francisco cobrava “que fossem levados a Roma os casos, sobretudo os ligados à pedofilia, e que os bispos não negligenciassem a questão em suas dioceses.”

Leão XIV já disse que o “silêncio não é a resposta” para esses casos e defendeu transparência e sinceridade para lidar com esse problema. Ele, porém, já foi acusado de omissão sobre denúncias do tipo na Diocese de Chiclayo, onde atuou, pela Rede de Sobreviventes de Abusos por Padres (Snap). Tanto a conferência dos bispos peruana quanto a diocese negam que houve negligência e dizem ter investigado os casos.

Por fim, há a questão do celibato obrigatório, “definitivamente um obstáculo para muitos homens que desejariam entrar no sacerdócio”, afirma padre Martin.

O papa Francisco permitiu, em 2014, que as igrejas de rito oriental tivessem padres casados no Ocidente. Trata-se de uma tradição que sempre existiu nos territórios de origem dessas igrejas. Ainda não se sabe se o papa Leão XIV fará mais mudanças em relação ao celibato de sacerdotes.

O padre Ribeiro, também diretor geral da Edições Loyola, ainda atribui a crise à diminuição do número e de filhos nas “famílias católicas”. Para ele, o ideal seria um sacerdote para cada 5 mil pessoas.

 

Escassez de seminaristas

Conforme o Anuário Pontifício, publicado em março pela Igreja, o número global de seminaristas caiu de aproximadamente 108 mil para pouco mais de 106 mil de 2022 para 2023, último ano registrado pelas estatísticas oficiais.

Em todo o planeta, há 407 mil padres, distribuídos em 3.041 circunscrições. A queda global é de 0,2% ao ano. A Igreja cresce na África e na Ásia e diminui no resto do planeta, com destaque para a Europa — recuo anual de 1,6%.

Padre Martin acredita que essas diferenças regionais possam ser explicadas porque algumas áreas experimentam “maior secularização” e “em comparação a outras. E há “lugares onde os abusos sexuais foram mais generalizados”, deixando a instituição em maior descrédito social.

Os europeus ainda são maioria dos sacerdotes do mundo. As maiores demandas estão nas seguintes regiões:

 

Europa: 38,1% do total, onde há 20,4% dos católicos

América do Sul: 12,4%, onde há 27,4% de católicos

África: 13,5%, onde há 20% dos católicos

América Central: 5,4%, onde há 11,6% dos católicos

 

Desejo de formar família dificulta formação

A vida solitária e o desejo de constituir família dificultam a formação de novos padres, segundo o ex-seminarista Mário Hugo Furlan, de 43 anos. Ele cita ainda a necessidade de renunciar às facilidades da vida comum, como o celular.

Após sete anos de estudo em um seminário de frades franciscanos da Ordem dos Capuchinhos Menores, Furlan abriu mão da vocação sacerdotal. Morador de Santa Bárbara d’Oeste (SP), ele hoje é casado e pai de um menino de 10 anos.

Optou pelo seminário motivado pela vida religiosa que levava com a família, especialmente os avós, indo a missas e participando de ações pastorais. Mas foi uma mudança drástica para o então jovem de 19 anos.

“No seminário, você vai contra as facilidades que o mundo oferece. É como estar no mundo, mas fora dele. Vive a realidade que todos vivem e tem de ser um sinal de luz, dedicação diária ao estudo, reflexão, muita oração e jejum.”

Os religiosos franciscanos e os agostinianos, como o papa Leão XIV, fazem votos de pobreza, castidade e obediência. Isso faz com que o acesso a tecnologias seja restrito. “A exigência de renunciar a celular e computador, entrando agora na inteligência artificial, é outro agravante que impede muitos seminaristas de chegarem ao final e serem ordenados”, diz.

A renúncia ao chamado para ser padre foi refletida por um ano. “Observava que a vida religiosa, solitária, embora comunitária, não fazia mais sentido para mim do ponto de vista existencial. Analisei que, constituindo família, seria mais realizado. Tive a ajuda dos freis para resolver esses questionamentos e deixei o seminário.”

Pesou também o fato de seu pai ter morrido na época. “Mexeu muito comigo e reforçou o desejo de constituir família. Hoje considero que foi a melhor decisão.”

Furlan conta que o aprendizado com os frades, de cuidados com o próximo e a natureza, será levado para a vida toda. “Ter sido religioso franciscano capuchinho por sete anos foi gratificante. Minha formação humana e científica me deu bagagem enorme.”

Mário cursou Engenharia de Produção e trabalha como líder de produção em uma indústria metalúrgica. Também é professor tutor em uma faculdade no interior.

 

Na periferia, padre mais distante impulsiona evangélicos

Católica e coordenadora do União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, Sheila Cristiane Nobre atua em mais de dez comunidades no extremo sul da capital e na maioria delas não existe Igreja Católica. “Para ir à missa, confessar, comungar, os fiéis precisam pegar condução e muitas vezes não têm dinheiro”, reclama.

“Antigamente o padre era pessoa do povo. Hoje não é fácil o acesso, a gente sente falta. Nos locais em que piso, a maioria não tem Igreja Católica e a gente vai perdendo vez para as evangélicas, que vão ocupando espaço dentro da favela”, diz ela, de 49 anos, que faz trabalhas em regiões como Parelheiros e Grajaú.

O Brasil tinha, em 2019, cerca de 109,5 mil igrejas evangélicas de diversas denominações, ante cerca de 20 mil em 2015. O predomínio é das pentecostais (48.781 templos).

É superimportante que a Santa Igreja Católica adote medidas para voltar a ocupar espaço nas periferias. Senão daqui a pouco vai virar religião de nicho, perdendo cada vez mais espaço para esse pessoa. Fonte: https://www.estadao.com.br

Vai com Deus Chico.

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Publicado em 22 abril 2025
  • Artigos do Frei Petrônio,
  • Poema do Frei Petrônio,
  • Morre o Papa
  • Laudate Deum
  • Laudate Deum: vozes e testemunhos sobre a crise climática
  • Exortação Apostólica Laudate Deum
  • Morre o Papa Francisco
  • Vai com Deus Chico
  • Peregrinos de Esperança

 

Vai com Deus Chico!

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. Padre Carmelita e Jornalista da Ordem do Carmo.

Comunidade Carmelitana da Vila Kosmos- Vicente de Carvalho- Rio de Janeiro.

Segunda-feira, 21 de abril- 2025. www.instagram.com/freipetronio

www.olharjornalistico.com.br

 

Vai com Deus Chico! Ele esteve do teu lado nas noites escuras e dor, em favor dos Migrantes e das vítimas das Guerras e Ditaduras. 

Vai com Deus Chico! Ele estive do teu lado na luta incansável pelo planeta através dos Documentos Laudato Si e Laudate Deum- A nossa casa em Comum.

Vai com Deus Chico! Ele te inspirou na defesa de uma Igreja “hospital de campanha, não um posto alfandegário", onde os pobres- indígenas, quilombolas e famílias em situação de vulnerabilidade- fossem amados e os idosos fossem amparados.

Vai com Deus Chico! Tu nos ensinaste a sermos sacerdotes com os pés no chão e sem “renda da vovó”, mas apaixonados pelo Evangelho em uma Igreja Sinodal e Peregrinos de Esperança.

Vai com Deus Chico! No Documento Gaudete et exsultate, indicastes o caminho da santidade para o povo de Deus, e não apenas para um grupo seleto atrás dos muros Monásticos, Conventuais e Seminarísticos.

Vai com Deus Chico! Apontaste para os jovens os novos areópagos da Evangelização das Mídias Sociais e da Inteligência Artificial.

Vai com Deus Chico! Tu olhaste para o ser humano e não para opções sexuais, porque a Igreja é de todos, DE TODOS! DE TODOS! Papa Francisco, vai com Deus Chico!

Bispa de Washington que peitou Trump fala em honrar quem pensa diferente

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Publicado em 31 março 2025
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Reverenda Mariann Budde diz à Folha que nacionalismo cristão distorce ensinamentos de Jesus e lança livro no Brasil

 

A reverenda Mariann Edgar Budde e o presidente Donald Trump, em janeiro - Kevin Lamarque/REUTERS

 

Anna Virginia Balloussier

São Paulo

A reverenda Mariann Edgar Budde começou a escrever "Como Aprendemos a Ser Corajosos", livro que lança nesta segunda-feira (31) no Brasil, quando foi sua vez de absorver essa lição.

Em 2020, ela teve o que define como seu primeiro grande ato de coragem. Donald Trump, no fim do seu primeiro mandato, posou com uma Bíblia em frente à sua igreja. Budde criticou o "uso de símbolos sagrados" com propósitos políticos. Na mesma praça em Washington, a polícia havia desmantelado um protesto contra a morte de George Floyd, homem negro morto por um agente branco semanas antes.

Em 2025, num culto com presença de Trump, recém-empossado para sua segunda rodada como presidente dos Estados Unidos, a reverenda pediu ao convidado "misericórdia das pessoas em nosso país que estão assustadas agora". Fez menções a imigrantes e à comunidade LGBTQIA+.

Trump disse depois que aquele "não foi um bom culto".

Em entrevista à Folha, a bispa episcopal de Washington reconhece o avanço do nacionalismo cristão, "uma distorção da mensagem cristã", e enxerga falhas no campo democrata, visto com suspeita por muitos americanos que se sentiram escanteados pela elite intelectual.

 

É preciso estender a mão a quem pensa diferente, insiste Budde. "Eu preciso honrar [essas pessoas] e tratá-las com dignidade, mesmo que não concorde com elas. E tentar ver se podemos criar uma sociedade em que possamos ter conversas sem transformar as pessoas que discordam de nós em monstros."

 

Como a sra. relaciona sua fé com a decisão de confrontar Trump?

Não sei se eu diria que o confrontei. Falei com ele no contexto do sermão, que foi sobre unidade. Não estou certa de que ele absorveu a mensagem. Mas quis trazê-la como uma lembrança de que a misericórdia é algo do qual todos precisamos.

 

Alguns evangélicos diriam que a compaixão não tem sido muito mainstream em boa parte do cristianismo dos EUA e também do Brasil. Concorda?

Há uma interpretação da cristandade que não tem tanto a ver com os ensinamentos de Jesus. Dizer que é cristão expulsar pessoas que são diferentes ou tratar os que são estrangeiros tão mal é o contrário do que Jesus ensinou.

Não sou uma seguidora perfeita dos ensinamentos de Jesus, mas acho importante ser clara sobre como ele nos encorajou a nos tratarmos de forma digna, com paciência e amizade. Isso não significa que não temos leis e que as pessoas não precisam segui-las. Mas que podemos partir de uma posição um pouco mais gentil do que o que estamos experimentando agora com líderes cristãos mais influentes no governo.

 

Por que o nacionalismo cristão cresce tanto nos EUA?

O alinhamento de religião e poder político é tão antigo quanto a humanidade. Mas nós estamos testemunhando o crescimento disso por muitas razões. Muitas pessoas têm medo das mudanças que veem na sociedade.

Também acho que é um movimento financiado por mídias sociais que beneficiam certos grupos sociais. É uma distorção da mensagem cristã com um grande apelo para muitos que se consideram cristãos.

 

O que move esse lobby cristão a que a sra. se refere?

Dinheiro, poder, influência. A capacidade de elaborar leis percebidas como parte de uma agenda social cristã, para proteger certos grupos de pessoas.

Há uma crença forte, que volta à nossa fundação, de que há um plano particular de Deus para os EUA, mas essa sociedade é tipicamente definida como branca, com compreensões muito restritivas sobre o papel das mulheres e a natureza da família. [Essa visão] não fala para o bem de todos e para o tipo de sociedade multicultural que somos. E certamente não mantém os valores do evangelho cristão. Isso não é o que Cristo ensinou.

 

Como falar com esse EUA que a sra. apresenta?

Quero entender e conversar com as pessoas que têm essa visão. Preciso honrá-las e tratá-las com dignidade, mesmo que não concorde com elas. E tentar ver se podemos criar uma sociedade em que possamos ter conversas sobre essas coisas sem transformar as pessoas que discordam de nós em monstros e, portanto, deslegitimá-las como parte do diálogo.

 

O que aprendeu até agora com essas conversas?

As pessoas estão apoiando o presidente e sua agenda por muitas razões diferentes. Muitas estão preocupadas com o futuro financeiro, o aumento da imigração e a nossa capacidade de absorver tantos que querem vir para esse país. Há muito medo, e esses movimentos [nacionalistas cristãos] são construídos em cima do medo.

 

Vê uma forma de recolocar a misericórdia no centro no cristianismo americano?

Claro que sim. Não sei como... Mas, mesmo se eu não fosse bem-sucedida, eu ainda assim tentaria. E não estou dizendo que não há misericórdia entre os nacionalistas cristãos, mas ela é reservada para um grupo específico de pessoas.

 

No Brasil, fala-se sobre como a esquerda deixou de representar alguns grupos sociais. Isso acontece nos EUA?

Com certeza. Política e socialmente. Há suspeitas profundas em relação às classes educadas, com diplomas universitários e que vivem principalmente na costa leste ou oeste [como Nova York e Califórnia]. Há uma sensação de que muitos americanos se sentiam como se fossem menos valorizados, que seus empregos não eram importantes, que suas visões sobre como educar seus filhos estavam sendo desreguladas.

Esse descontentamento foi construído e encorajado. Temos um pouco de trabalho a fazer para reconstruir o tecido da nossa sociedade.

 

O que a Bíblia diz sobre imigrantes?

Você pode encontrar quase tudo que quiser na Bíblia. É complicado. Há partes dela muito tribais, nas quais as tribos não interagem com outras, e Deus parece feliz quando as pessoas fazem isso. Essa é uma compreensão mais antiga sobre como Ele se sente sobre as diferenças entre seres humanos.

E há passagens muito claras, como quando Deus diz ao povo de Israel, e Jesus aos seus seguidores, para antes de tudo se lembrarem de que fomos todos estrangeiros uma vez. Então devemos tratar o imigrante com amizade e respeito.

 

Sobre a comunidade LGBTQIA+, é comum ouvir nas igrejas o discurso sobre "amar o pecador, não o pecado".


A tradição a qual eu pertenço chegou a uma aceitação total de um espectro da sexualidade humana. Homossexuais e transgêneros são expressões saudáveis da vida cristã.

Como a sra., como líder evangélica, navega em tempos tão polarizados?
Com cuidado e com humildade. É importante [...] tratar aqueles que experimentam a fé de uma forma diferente com respeito. É direito deles como filhos de Deus.

Raio-x | Mariann Edgar Budde, 64

Bispa da Diocese Episcopal de Washington desde 2011, é uma das líderes religiosas mais influentes dos EUA. Conhecida por sua defesa da justiça social e dos direitos humanos, criticou publicamente Donald Trump em 2020 por usar a Bíblia como símbolo político. Formada em história pela Universidade de Rochester, obteve mestrado em divindade pela Escola de Teologia da Virgínia. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

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