Olhar Jornalístico

Número de mortos devido a terremotos na Venezuela sobe para 235

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Publicado em 26 junho 2026
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Mais de 24 horas após dois terremotos sacudirem a Venezuela, o número de mortos na tragédia subiu para 235 e o de feridos para 4.300. As operações de busca por sobreviventes em meio aos escombros continuam.

Os abalos sísmicos afetaram principalmente Caracas e o estado vizinho de La Guaira. Há pelo menos 2.927 famílias afetadas, 157 desaparecidos registrados, 200 pessoas presas sob escombros, 250 edifícios danificados e oito hospitais impactados, alguns dos quais "tiveram de ser evacuados", segundo o governo.

Apenas em La Guaira, mais de 100 edifícios desmoronaram, enquanto se mantém a mobilização de mais de 100 equipes de maquinário pesado para as operações de resgate.

Além da mobilização anunciada pelo governo, milhares de civis venezuelanos participam voluntariamente das operações de resgate. Também organizaram campanhas de arrecadação de suprimentos e transporte de doações para diversas áreas de Caracas e La Guaira.

A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou nesta sexta-feira (26/06) La Guaira, considerada o epicentro da devastação, junto com o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, em meio a um cenário de escassez de informações oficiais. cn (EFE, AFP). Fonte: https://www.dw.com

'Voz Ativa' recalibra critérios para informar sobre feminicídios.

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Publicado em 26 junho 2026
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Guia visa ajudar comunicadores a não repetir erros que normalizam a violência

Autoras mapearam padrões de reportagens sobre assassinatos de mulheres

 

Denise Mota

Jornalista especializada em diversidade, escreve sobre quem vive às margens nada plácidas do Ipiranga, da América Latina e de outras paragens

 

Hoje em dia é pouco provável que a desafortunada expressão "crime passional" faça parte de uma reportagem sobre feminicídio, mas outros cacoetes daninhos —que refletem falta de formação e reflexão sobre o assunto— continuam a habitar as manchetes quando uma mulher é assassinada pelo fato de ser mulher.

O uso da voz passiva —que apaga a ação do agressor—, a escolha de fotos sensuais para mostrar as vítimas, a falta de contextualização social e étnico-racial das mulheres e a menor relevância dada ao assassino —mesmo quando já oficialmente identificado— são alguns dos elementos frequentes em relatos sobre esses crimes e terminam esvaziando a brutalidade das mortes.

Isso é o que indicam, com clareza e riqueza de exemplos, as jornalistas Niara de Oliveira e Vanessa Rodrigues em "Voz Ativa: O Manual do Jornalismo Antifeminicídio" (Drops Editora), guia prático com o objetivo de ajudar a eliminar (maus) hábitos do jornalismo nosso apressado de cada dia —que no final culpabilizam a vítima e naturalizam a violência.

O manual surge como um desdobramento, para consulta rápida, da pesquisa das autoras para o livro "Histórias de Morte Matada Contadas Feito Morte Morrida", publicado em 2021.

"Quando a imprensa trata um feminicídio como se fosse uma fatalidade, está contando morte matada feito morte morrida, e é exatamente esse apagamento que o livro investiga", afirmam as autoras. "Quando você passa anos mapeando como a imprensa brasileira cobre feminicídios e identificando padrões que se repetem há décadas, chega um momento em que apontar o problema não é mais suficiente. Precisávamos oferecer uma ferramenta de correção."

A realidade do jornalismo, permeado pela multitarefa e por prazos exíguos para a entrega de reportagens, não foi ignorado para a construção das propostas, com o objetivo de "tornar a boa prática mais fácil que a má":

"Não se trata de má-fé individual, trata-se de um olhar que foi construído e normalizado ao longo de décadas e que precisa ser desconstruído com a mesma consciência", pontuam Oliveira e Rodrigues. "Se o jornalista tem à mão uma ferramenta que mostra, em segundos, como reescrever um título sem perder agilidade e sem incorrer em risco jurídico, a barreira cai. Não estamos pedindo que o jornalismo pare o mundo para se transformar. Estamos oferecendo atalhos para que ele seja melhor dentro da velocidade que já tem."

As autoras desenvolvem outros formatos para o guia —como workshops e conteúdos digitais— para que as recomendações, e sua prática, avancem em outros âmbitos para além das redações e dos criadores de conteúdo, como universidades e entre o público consumidor de notícias.

"A voz passiva apaga o agressor, o recorte racial importa", afirmam. "O que acontece é que esse saber cede diante de uma pressão estrutural muito concreta: o tempo, o clique, o algoritmo, a precarização da profissão."

Avançar em protocolos de escuta com familiares de vítimas e nos cuidados com profissionais que cobrem o tema também são ações de longo prazo alinhadas ao manual.

"Por trás de cada título mal escrito, de cada foto indevida, há uma pessoa real, uma mulher com nome, com história, com família", ponderam as pesquisadoras. "Há a família que vai ler ou ter conhecimento daquela notícia e que precisa sobreviver também à forma como ela foi contada. O manual existe por elas." Fonte: https://www1.folha.uol.com.br 

Apontamentos Espirituais Noturnos- Um olhar sobre a vida-04.

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Publicado em 26 junho 2026
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Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista. Convento do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo, Quinta-feira, 25 de junho/2026. (23h 48min)

 

Você está lugar errado? Eu! Sim, você mesmo seu estrupício! Igreja- Convento, Mosteiro, Seminário, Comunidade de Vida e Paróquia - não é lugar de disse me disse. Lembra de Jesus? Ele afirmou: “Eu sou o Caminho a Verdade e Vida” (Jo 14, 6). Você ao contrário, coloca pedras e espinhos na vida do próximo e se possível leva ao tribunal aquelas pessoas que por um motivo ou outro falharam. Você é tal mal que é capaz de julgar, condenar, colocar pregos nas mãos, botar uma coroa de espinhos e crucificar. Portanto, você está lugar errado!  

 

Você está no lugar errado? Por quê? Porque pergunto eu! Você acha que a vida religiosa é uma instituição financeira? Para você o que importa são os lucros e não a missão, a produção e não a pessoa. Você sabia que um dia também você ficará idoso e invalido sob a ótica da produtividade? Às vezes fico pensando que a sua vocação é vida empresarial. Lembra o que Jesus fez no templo quando constatou o antro de corrupção, jogo político, exploração dos pobres e desvio de finalidade do templo? (Mt 21, 12-23). Pois é, as vezes precisamos retomar a primeiro amor e nos deixar guiar pelo Mestre de Nazaré e não pelo dinheiro e as barganhas políticas. Portanto, você está lugar errado! E tenho dito!

Sexta-feira, 26 de junho-2026. Evangelho do Dia, 12ª- Semana do Tempo Comum. Lectio Divina- com Frei Carlos Mesters, Carmelita.

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Publicado em 26 junho 2026
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1) Oração

Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que formais no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

2) Leitura do Evangelho (Mateus 8, 1-4)

1Tendo Jesus descido da montanha, uma grande multidão o seguiu. 2Eis que um leproso aproximou-se e prostrou-se diante dele, dizendo: Senhor, se queres, podes curar-me. 3Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: Eu quero, sê curado. No mesmo instante, a lepra desapareceu. 4Jesus então lhe disse: Vê que não o digas a ninguém. Vai, porém, mostrar-te ao sacerdote e oferece o dom prescrito por Moisés em testemunho de tua cura.

 

3) Reflexão  -  Mt 8,1-4

Nos capítulos 5 a 7 ouvimos as palavras da nova Lei proclamada por Jesus no alto da Montanha. Agora, nos capítulos 8 e 9, Mateus mostra como Jesus praticava aquilo que acabava de ensinar. Nos evangelhos de hoje (Mt 8,1-4) e de amanhã (Mt 8,5-17), vamos ver de perto os seguintes episódios que revelam como Jesus praticava a lei: a cura de um leproso (Mt 8,1-4), a cura do servo do centurião romano (Mt 8,5-13), a cura da sogra de Pedro (Mt 8,14-15) e a cura de inúmeros doentes (Mt 8,14-17). 

 

Mateus 8,1-2: O leproso pede: “Senhor, basta querer para eu ser curado!”

Um leproso chega perto de Jesus. Era um excluído. Quem tocasse nele também ficava impuro! Por isso, os leprosos deviam viver afastados (Lv 13,45-46). Mas aquele leproso teve muita coragem. Ele transgrediu as normas da religião para poder entrar em contato com Jesus. Chegando perto, ele diz: Se queres, podes curar-me! Ou seja: “Não precisa tocar-me! Basta o senhor querer para eu ficar curado!” Esta frase revela duas doenças: 1) a doença da lepra que o tornava impuro; 2) a doença da solidão a que era condenado pela sociedade e pela religião. Revela também a grande fé do homem no poder de Jesus.

 

Mateus 8,3: Jesus tocou nele e disse: Quero! Seja purificado

Profundamente compadecido, Jesus cura as duas doenças. Primeiro, para curar a solidão, antes de dizer qualquer palavra, ele toca no leproso. É como se dissesse: “Para mim, você não é um excluído. Não tenho medo de ficar impuro tocando em você. Eu te acolho como irmão!” Em seguida, cura a lepra dizendo: Quero! Seja curado!  O leproso, para poder entrar em contato com Jesus, tinha transgredido as normas da lei. Da mesma forma, Jesus, para poder ajudar aquele excluído e, assim, revelar um novo rosto de Deus, transgride as normas da sua religião e toca no leproso.

 

Mateus 8,4: Jesus manda o homem conversar com os sacerdotes

Naquele tempo, para um leproso poder ser readmitido na comunidade, ele precisava ter um atestado de cura confirmado por um sacerdote. É como hoje. O doente só sai do hospital com o documento assinado pelo médico de plantão. Jesus obrigou o fulano a buscar o documento, para que ele pudesse conviver normalmente. Obrigou as autoridades a reconhecer que o homem tinha sido curado. Jesus não só cura, mas também quer que a pessoa curada possa conviver. Reintegra a pessoa na convivência fraterna. O evangelho de Marcos acrescenta que o homem não se apresentou aos sacerdotes. Pelo contrário, “assim que partiu, (o leproso) começou a divulgar a notícia, de modo que Jesus já não podia entrar publicamente numa cidade. Permanecia fora, em lugares desertos (Mc 1,45). Por que Jesus já não podia entrar publicamente numa cidade? É que ele tinha tocado no leproso e tornou-se impuro perante as autoridades religiosas e perante a lei da época. Por isso, agora, o próprio Jesus era um impuro e devia viver afastado de todos. Já não podia entrar nas cidades. Mas Marcos mostra que o povo pouco se importava com estas normas oficiais, pois de toda a parte vinham a Jesus! Subversão total! O recado que Marcos nos dá é este: para levar a Boa Nova de Deus ao povo, não se deve ter medo de transgredir normas religiosas que são contrárias ao projeto de Deus e que impedem a fraternidade e a vivência do amor. Mesmo que isto traga dificuldades para a gente, como trouxe para Jesus.

Em Jesus, tudo é revelação daquilo que o anima por dentro! Ele não só anuncia a Boa Nova do Reino. Ele mesmo é uma amostra, um testemunho vivo do Reino, uma revelação de Deus. Nele aparece aquilo que acontece quando um ser humano deixa Deus reinar, tomar conta de sua vida.

 

4) Para um confronto pessoal

1) Em nome da Lei de Deus, os leprosos eram excluídos e não podiam conviver. Na nossa igreja existem costumes e normas não escritas que, até hoje, marginalizam pessoas e as excluem da convivência e da comunhão. Você conhece pessoas assim? Qual a sua opinião a respeito disso?

2) Jesus teve coragem de tocar no leproso. Você teria essa coragem?

 

5) Oração final

Bendirei o Senhor em todo tempo, seu louvor estará sempre na minha boca. Eu me glorio no Senhor, ouçam os humildes e se alegrem. (Sl 33, 2-3)

Papa envia ajuda às vítimas do terremoto na Venezuela

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Publicado em 25 junho 2026
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O valor de 100 mil euros doi enviado aos líderes da Igreja do país latino-americano por meio da Esmolaria Pontifícia. O estado costeiro de La Guaira foi o mais atingido, descrito peloapresidente interina Rodríguez como uma "zona de desastre". Dom Pablo Modesto González Pérez: "Estamos sem eletricidade e todos fomos afetados. Muitas paredes do seminário desabaram."

 

O Papa Leão XIV, por meio da Esmolaria Apostólica, destinou 100 mil euros para a Igreja na Venezuela, como uma primeira ajuda emergencial às vítimas do terremoto. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira. O montante foi definido após conversas com o núncio no país, dom Alberto Ortega Martín, arcebispo titular de Midila, e o arcebispo de Caracas, dom Raúl Biord Castillo. No entanto, será dada atenção constante às necessidades do povo venezuelano, que serão atendidas nos próximos dias, conforme orientação da Igreja local.

 

Estado de emergência

A presidente interina, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional após dois fortes tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, atingirem o país.  Os tremores foram sentidos em diversas áreas, incluindo a capital, Caracas, provocando pânico entre a população e danos significativos à infraestrutura. Os tremores também foram registrados no norte do Brasil: Manaus, Boa Vista, Belém e Macapá.

Até o momento, os balanços preliminares apontam pelo menos 188 mortos e 1.520 feridos, embora os números tendem a aumentar à medida que as equipes de resgate avançam nas buscas. A região de La Guaira, a mais atingida, foi declarada zona de desastre. A área ficou sem energia elétrica e muitas pessoas passaram a noite nas ruas ou procurando sobreviventes sob os escombros. Em sua mensagem à nação, Rodriguez informou que a série de fortes terremotos danificou dezenas de prédios, incluindo residenciais, na capital Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Aragua, Carabobo e Falcón.

O dado que causa profunda angústia é o número de pessoas desaparecidas, que está em constante crescimento: primeiro 10.000, agora cerca de 40.000 pessoas parecem estar desaparecidas. O medo que toma conta de todos é que eventualmente o número de mortos se aproxime, como um pesadelo, da estimativa feita de improviso pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos: entre 1.000 e 100.000 vítimas.

Após os fortes tremores da noite passada, pelo menos mais dois tremores menores foram sentidos na Venezuela: um de magnitude 4,5 e outro de 4,4. No entanto, de acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos, existe a probabilidade de que ocorra um tremor secundário de magnitude 5,0 ou superior nas próximas semanas.

 

Buscas por desaparecidos e solidariedade internacional

O governo decretou estado de emergência e mobilizou forças de socorro para as áreas mais afetadas, enquanto aeroportos, linhas de metrô e outros serviços públicos tiveram operações interrompidas. Equipes de emergência continuam trabalhando entre os escombros em busca de sobreviventes, enquanto especialistas avaliam a extensão total dos prejuízos causados pelos tremores.

O Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetia, localizado perto de Caracas, foi fechado devido aos “graves danos” causados ​​pelo terremoto. As aulas estão suspensas por vários dias. O Ministério da Educação informou que algumas escolas serão utilizadas como abrigos e centros de coleta de doações. "Pedimos à nossa população que mantenha a calma", disse Rodríguez, solicitando aos profissionais de saúde que se dirijam aos hospitais para prestar assistência aos feridos. A infraestrutura petrolífera da Venezuela, por sua vez, não foi danificada pelo terremoto, segundo a agência de notícias britânica Reuters.

A Cruz Vermelha Venezuelana informou que sua sede foi gravemente danificada, mas que enviou equipes de resgate para as áreas mais afetadas, alertando para os riscos de fortes tremores secundários.

Equipes de resgate especializadas, coordenadas pelas Nações Unidas, estão a caminho da Venezuela para participar das buscas por pessoas presas sob os escombros após o duplo terremoto que atingiu o país, anunciou a presidente interina Delcy Rodríguez. Governos de diversos países ofereceram ajuda, dos Estados Unidos à Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, El Salvador, México, Panamá e Uruguai, além de Portugal, Itália, Catar, Espanha e Índia. O Catar já enviou equipes de ajuda humanitária, que devem chegar à Venezuela amanhã, juntamente com equipes do México e de El Salvador. 

O Ministério da Defesa espanhol, por exemplo, está se preparando para enviar 54 socorristas da USAR, uma unidade de elite da Unidade Militar de Emergência (UME), altamente especializada na busca e resgate de pessoas presas em ambientes urbanos. Sua principal tarefa é localizar, estabilizar e resgatar vítimas presas sob estruturas desabadas, em espaços confinados ou em cenários de grandes desastres. 

A França enviará imediatamente "uma equipe de 85 socorristas franceses especializados em operações de resgate e limpeza", informou no X o presidente francês, Emmanuel Macron, enquanto os Países Baixos anunciaram o envio de uma equipe de resgate. O governo holandês informou que destinará cerca de 2 milhões de euros para o envio da equipe, que contará com socorristas, cães e equipamentos.

A Suíça, por sua vez, enviará 80 socorristas, 8 cães farejadores e 18 toneladas de suprimentos de emergência para a Venezuela para auxiliar nas operações de busca e resgate, anunciou o Ministério das Relações Exteriores suíço.

Já a Alemanha está pronta para disponibilizar até seis aeronaves de transporte A400M, que poderiam ser usadas para transportar pessoal e suprimentos para a Venezuela, mas também para facilitar operações de transporte aéreo dentro do país, explicou Boris Pistorius por meio do canal do Ministério da Defesa no WhatsApp.

 

Prédios desabados e incêndios em Catia la Mar

Catia La Mar, no estado de La Guaira, pode ser o epicentro do desastre causado pelo terremoto que devastou Caracas e a região centro-norte do país. Numerosos relatos nas redes sociais descrevem a devastação generalizada nessa cidade litorânea, com prédios completamente destruídos ao longo da Avenida El Ejército, além de outras estruturas totalmente desabadas e veículos soterrados sob os escombros. Entre os prédios mais danificados estão a Escola Naval, edifícios residenciais em Playa Grande e vários quarteirões do complexo residencial Hugo Chávez, onde também ocorreram incêndios, provavelmente causados ​​pela explosão de botijões de gás.

 

Testemunhas: "Durou dois minutos, foi como um filme de terror"

Muitos venezuelanos estavam em casa quando os terremotos atingiram o país durante a tarde, em um feriado. "Tudo estava caindo sobre nós. Os televisores estavam no chão. Parecia um filme de terror. Além disso, durou cerca de dois minutos, ou pelo menos foi o que me pareceu", contou à imprensa local uma moradora da Avenida Bolívar, em Catia, a oeste de Caracas. A mulher descreveu a confusão inicial antes de perceber a magnitude do evento. "A princípio, pensamos que estivesse chovendo muito, mas depois descobrimos que as caixas d'água no telhado haviam se rompido devido ao impacto do abalo", disse ela.

 

Terremoto mais forte em 126 anos

Além dos danos materiais e das vítimas, os terremotos geraram preocupação internacional devido à possibilidade de fortes réplicas e ao elevado potencial destrutivo do evento.

Um relatório do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificou este terremoto como o mais forte registrado na parte norte do país nos últimos 126 anos. O evento sísmico é comparável em intensidade apenas ao terremoto histórico de magnitude 7,7 registrado em outubro de 1900.

Especialistas atribuem a violência do evento à pouca profundidade do epicentro, estimada entre 10 e 13 quilômetros. De acordo com a análise técnica, "a liberação de energia ocorreu superficialmente no sistema de falhas que forma o limite sul da placa do Caribe com a placa sul-americana (o eixo de deformação que conecta os sistemas de falhas de Bocona e San Sebastián)". Essa combinação de alta magnitude e pouca profundidade desencadeou um movimento sísmico excepcional, cujas ondas se propagaram por uma grande distância. O tremor foi relatado a mais de 160 quilômetros de distância, atingindo a capital venezuelana e também afetando distintamente as regiões vizinhas da Colômbia e região norte do Brasil.

 

Em 1967, um terremoto matou 200 pessoas na Venezuela

Os terremotos que atingiram a Venezuela trouxeram à memória, entre os venezuelanos, o terremoto de 1967 que devastou a capital, Caracas. Naquela época, um terremoto de magnitude 6,6 destruiu vários prédios na cidade e matou mais de 200 pessoas. Áreas residenciais de Caracas, como Altamira e Los Palos Grandes, também foram severamente afetadas. Fonte: https://www.vaticannews.va

Das primeiras diretrizes pastorais às DGAE 2026-2032: a caminhada evangelizadora da CNBB

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Publicado em 24 junho 2026
  • CNBB,
  • A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
  • Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032,
  • Plano de Pastoral de Conjunto às Diretrizes Gerais
  • Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o lançamento oficial das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032, documento que orientará a missão evangelizadora da Igreja no país nos próximos anos.

Um vídeo, produzido pela Edições CNBB, resgata a caminhada histórica da Conferência na construção desse documento. A produção evidencia uma trajetória eclesial e pastoral construída ao longo de décadas, em diálogo com os desafios de cada tempo e com a recepção do Concílio Vaticano II na vida da Igreja no Brasil.

  

A inspiração conciliar e a pastoral de conjunto

O vídeo aponta que as novas Diretrizes, aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), inserem-se em uma tradição que remonta aos primeiros esforços da Igreja no Brasil para organizar a ação evangelizadora de forma articulada, participativa e missionária. Essa trajetória revela como a CNBB foi assumindo, progressivamente, uma compreensão de Igreja fundada na comunhão, na corresponsabilidade e na pastoral de conjunto, em sintonia com a Constituição dogmática Lumen Gentium, um dos principais documentos do Concílio Vaticano II.

Realizado entre 1962 e 1965, o Concílio Vaticano II representou um marco decisivo para a vida da Igreja em todo o mundo. Entre os seus textos centrais está a Lumen Gentium, que apresentou uma renovada compreensão da Igreja como Povo de Deus, corpo vivo de Cristo, reunido na comunhão e enviado em missão.

No Brasil, a recepção dessa eclesiologia encontrou eco na ação da CNBB, especialmente nos documentos que passaram a orientar a chamada pastoral de conjunto – expressão que traduz o esforço de organizar a missão da Igreja de forma integrada, superando iniciativas isoladas e favorecendo a participação de todo o povo de Deus.

A recepção da Lumen Gentium nos documentos da CNBB não se deu de forma linear ou repetitiva, mas como um processo histórico e pastoral marcado por continuidades, adaptações e releituras. Ao longo desse percurso, os textos da Conferência foram incorporando, em diferentes contextos, temas como comunhão, participação, planejamento pastoral e corresponsabilidade missionária.

 

Do Plano de Pastoral de Conjunto às Diretrizes Gerais

Essa caminhada tem um de seus marcos no Plano de Pastoral de Conjunto 1966-1970, elaborado no contexto imediato do pós-Concílio. O documento expressou o esforço da Igreja no Brasil de traduzir as intuições conciliares em caminhos concretos de organização pastoral, oferecendo orientações comuns para a ação evangelizadora no país.

Desde então, a CNBB passou a elaborar e atualizar documentos de orientação pastoral, acompanhando as transformações da sociedade, da vida eclesial e da missão da Igreja no Brasil. Ao longo das décadas, essa tradição se consolidou nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que se tornaram referência para dioceses, paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e organismos eclesiais.

O vídeo produzido pela Edições CNBB mostra que esse percurso confirma a pastoral de conjunto não apenas como uma estratégia organizativa, mas como expressão concreta de uma visão de Igreja inspirada na comunhão e na missão. Assim, planejamento, participação e articulação pastoral não aparecem apenas como instrumentos administrativos, mas como formas de tornar visível, na vida e nas estruturas eclesiais, o mistério de comunhão que constitui a própria Igreja.

 

Um caminho que chega às DGAE 2026-2032

É nesse horizonte que se situam as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, aprovadas pelos bispos durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB. O novo documento dá continuidade a esse processo histórico de discernimento e atualização pastoral, reafirmando a missão evangelizadora da Igreja em um contexto marcado por profundas transformações culturais, sociais e tecnológicas.

As novas Diretrizes oferecem referências para a vida e a missão da Igreja no Brasil nos próximos seis anos, procurando responder aos desafios do presente com fidelidade ao Evangelho, atenção à realidade e abertura ao caminho sinodal vivido pela Igreja. Em continuidade com a tradição da CNBB, o documento busca fortalecer uma Igreja cada vez mais missionária, participativa, samaritana e enraizada na Palavra de Deus, na Eucaristia e na vida das comunidades.

Como ter acesso às Diretrizes? Adquira (aqui) o Documento. Fonte: https://www.cnbb.org.br

Dia Mundial dos Pobres, Leão XIV: oferecer a solidariedade que os poderosos negam

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Publicado em 15 junho 2026
  • DIA MUNDIAL DOS POBRES,
  • O Dia Mundial dos Pobres,
  • Leão XIV
  • Papa Leão XIV,
  • MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV PARA O IX DIA MUNDIAL DOS POBRES
  • X Dia Mundial dos Pobres
  • O Senhor é o refúgio do pobre
  • centenário da morte de São Francisco de Assis

“O Senhor é o refúgio do pobre”. Os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão, escreve o Papa. Publicada a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial dos Pobres.

 

Silvonei José – Vatican News

“O Senhor é o refúgio do pobre”. As palavras do salmista sugerem o caminho que somos chamados a percorrer na perspectiva do X Dia Mundial dos Pobres. Assim tem início a mensagem do Papa leão XIV para este dia que será celebrado em 15 de novembro próximo, 33º Domingo do Tempo Comum.

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Mais uma vez, - destaca o Papa no seu texto - é necessário recorrer à Palavra de Deus para compreender a importância que os pobres têm na vida da Igreja.

Num momento histórico dramático como foi a destruição do templo de Jerusalém, o povo sentiu-se privado da presença de Deus e experimentou uma miséria material e moral sem precedentes. De geração em geração, esta Palavra revela-se em toda a sua atualidade. Desde o início, ela mostra a contradição na qual ainda hoje se cai frequentemente.

Com efeito, - sublinha o Papa - a primeira constatação é esta: «O insensato diz em seu coração: “Não há Deus!”. Corruptas e abomináveis são as suas ações; não há quem faça o bem».

Nota-se, infelizmente, como também nos nossos dias é difundida uma injustiça social que brota duma corrupção arrogante, tão deplorável quanto discriminatória. A perda do sentido de transcendência na vida quotidiana já não é tanto uma negação teórica da existência de Deus; antes, manifesta-se em não considerar a sua bondade e misericórdia na construção da justiça pessoal e social.

O Santo Padre destaca então na sua mensagem que os primeiros a sofrer as consequências são os pobres, cujo número, não por acaso, está a aumentar em muitas sociedades.

O Papa constata então que a ausência de Deus faz com que as pessoas já não se coloquem umas ao lado das outras, num clima de respeito mútuo, mas sim umas acima das outras, num clima de domínio e opressão. Assim, é exibida uma lógica mundana de abuso de poder e descarte, que marginaliza e humilha.

Nesta condição – escreve o Santo Padre -, encontram-se não só pessoas individualmente, mas populações inteiras.

Leão XIV evidencia que o clamor dos pobres por justiça é hoje abafado por múltiplas técnicas, cada vez mais dissimuladas, a ponto de silenciar todos os seus esforços para fazer ouvir as suas reivindicações.

O olhar do Papa vai então para o ambiente digital que radicaliza o preconceito contra eles e aumenta a cortina de indiferença que envolve as suas causas. Ao pobre não resta senão clamar por Deus e fazer chegar até Ele o seu lamento, com a certeza de ser ouvido, porque Deus é fiel e rico em misericórdia. Os oprimidos, humilhados e indefesos crescem também hoje na certeza de que devem entregar-se a Deus, cheios de confiança e expectativa.

Nesta entrega total, renasce o sentido da própria dignidade, reconhecem-se irmãs e irmãos com quem organizar os próprios sonhos, a esperança torna-se silenciosamente realidade. Refugiar-se em Deus equivale a encontrar a proteção verdadeira e segura, aquela que os poderosos não podem garantir e preferem negar.

O Santo Padre afirma então que o pobre, porém, sabe reconhecer melhor do que os outros o essencial, porque vive do essencial. Semelhante a Cristo mais do que qualquer outro, reconhece Deus como seu refúgio, mesmo quando as circunstâncias parecem contradizê-lo, e está cheio de esperança na justiça divina, que não tardará a manifestar-se.

Ser refúgio não é apenas uma promessa – afirma o Papa -, mas torna-se realidade na pessoa de Jesus Cristo. Jesus Cristo é verdadeiramente o refúgio de Deus para os pobres.

Então Leão evidencia que os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão.

Para todos aqueles que carecem de casa, trabalho, instrução, alimento e saúde, abre-se um novo caminho: a partilha como expressão do Reino de Deus. À obsessão daqueles que acumulam riquezas apenas para si opõe-se a obstinação de Deus que, no testemunho de pessoas de carne e osso, abre o coração e acolhe no seu amor.

Em Cristo, portanto, também nós somos chamados a tornarmo-nos pobres e a sermos refúgio para os pobres, afirma o Santo Padre, acrescentando quem a comunidade cristã não pode permanecer insensível perante tantos que hoje se encontram à porta e permanecem invisíveis para aqueles que estão fechados entre as suas próprias paredes.

A Igreja, pela sua própria natureza, é chamada a ser pobre e refúgio para os pobres.

O Santo Padre destaca ainda que surgem inevitavelmente algumas perguntas que, neste X Dia Mundial dos Pobres, precisamos urgentemente fazer ressoar na nossa mente e no nosso coração.

Somos sinal de um Deus que é refúgio para os pobres? Temos consciência da nossa pobreza e preferimo-la à riqueza injusta? Chegamos onde se encontram os pobres, experimentando a sua marginalidade? Ouvimos os seus pensamentos e partilhamos as suas expectativas? Pronunciamos os seus nomes com ternura divina? A nossa caridade reaviva e sustenta neles o desejo de justiça e redenção? Estas e muitas outras questões obrigam-nos a um sério exame de consciência, para verificar o quanto ainda somos chamados a ser em favor dos pobres e da sua libertação.

Então veremos que os pobres se tornam, eles próprios, refúgio para os outros. A experiência da pobreza faz-nos particularmente sensíveis a uma solidariedade renovada perante os desafios.

O Santo Padre recorda em seguida que o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis convida-nos a recordar como, ao chegar a Roma em peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro, ele se compadeceu dos mendigos. Para compreender e experimentar o seu sofrimento, tirou as próprias vestes e trocou-as pelas roupas esfarrapadas de um deles, sentando-se a pedir esmola e passando o dia inteiro no meio dos pobres com alegria de espírito.

Queremos testemunhar que é possível, também hoje, experimentar a mesma alegria ao colocar-se no lugar dos pobres e ao ouvi-los, em vez de apenas falar sobre eles.

Quem tem Deus como refúgio é livre para fazer escolhas proféticas, que testemunham como tudo pode ser repensado a partir de baixo, na humildade e na fraternidade que, por si sós, curam um mundo ferido pela prepotência.

O Papa confia então que este X Dia Mundial dos Pobres possa constituir uma etapa significativa na redescoberta do rosto de tantos irmãos e irmãs que procuram refúgio em Deus e desejam sentir-se em casa nas nossas comunidades. Mantenhamos viva a obediência à Palavra de Deus, que nos convida à conversão do coração. Fonte: https://www.vaticannews.va

Corpus Christi despedaçado. 4 de junho-2026, Festa de Corpus Christi

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Publicado em 05 junho 2026
  • Frei Petrônio de Miranda,
  • Artigo do Frei Petrônio,
  • Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Corpus Christi,
  • Corpus Christi Despedaçado,
  • Convento do Carmo de Mogi das Cruzes,

Por; Frei Petrônio de Miranda, O. Carm, Padre Carmelita e Jornalista.

Convento do Carmo, de São Paulo. 7 de junho-2012, Festa de Corpus Christi.  

Atualização: Convento do Carmo de Mogi das Cruzes, São Paulo. 4 de maio-2026, Festa de Corpus Christi. 

 

Ó Jesus no ventre materno
Em Maria a gerar.
Olha para as mães grávidas
Sem família e sem um lar.
Junta todos os pedaços
De sangue, suor e dor.
Ó meu Jesus Eucarístico
Vem mostrar o teu amor!

 

Sacramento de unidade
Pão da vida salutar.
Os Sem-Teto chorando
Nas ruas a caminhar.

Das balas e dos arrastões

No Rio de Janeiro vem livrar.

Ó meu Jesus Eucarístico

Venha logo nos saciar!

 

Com os Mártires da Guerra
Pela justiça a clamar.
No Oriente Médio

O sangue a derramar.
Estas vidas em pedaços
Na juventude a gritar.
Ó meu Jesus Eucarístico
A todos vem acalmar!

 

Partilhar a Boa Nova
Nas Mídias denunciar.
Os Missionários na Nigéria

O Sangue a derramar.

Ó meu Jesus Eucarístico
Vem logo nos libertar.
Livra-nos dos ditadores

E da violência a reinar!

 

 

A Natureza sangrando

O homem a dominar.

Destrói do nosso país

A Fake News a se espalhar.
Ó meu Jesus Eucarístico
Vem logo nos confortar.

Arranca dos corações

A divisão a se espalhar!

 

 

As vidas despedaçadas

Os cacos venha juntar!

As comunidades Quilombolas

Os indígenas a lutar.

Ó meu Jesus Eucarístico

Com eles vem caminhar.

As suas vidas quebradas
Os pedaços vem juntar.

 

 

A Inteligência Artificial

Entrando em nosso lar.
Deleta os homofóbicos

Venha nos iluminar.

Ó meu Jesus Eucarístico

Venha nos orientar.

E com o Papa Leão XIV

Pela paz vamos rezar!

 

 

O trabalhador rural

De sol a sol a lutar.

Nas Cracolândias da vida

Os adolescentes a vagar.

Ó meu Jesus Eucarístico
Vem conosco caminhar

Liberta dos nossos vícios

A todos venha curar!

 

 

Se depender de oração
Este povo vai salvar-se.
Com as novenas e rezas
Todos sempre a clamar.
Mas as vidas em pedaços
Quem poderá ajuntar?
Ó meu Jesus Eucarístico
Venha nos conscientizar!

 

 

Nas eternas noite escuras
das Guerras e do pavor.

Livra-nos dos governantes

Sem carinho e sem amor.

E neste Ano Eleitoral

Vem Jesus nos libertar

Das garras dos lobos famintos

Que querem nos devorar!

 

 

Alimento da Vida Eterna

Venha nos fortificar
Afasta-nos dos fanáticos
E da religião a explorar.

Ó meu Jesus Eucarístico
Neste mundo vem reinar

Dos Donald Trump`s da vida

Venha logo nos libertar!

 

 

Em cada cidade clamamos
Meu Jesus libertador.
Olha por estas famílias,
Sem carinho e sem amor.
Ó meu Jesus Eucarístico
Do tráfico vem libertar
A estas vidas em pedaços
A tua paz vem nos dar! 

SILÊNCIO

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Publicado em 18 abril 2026
  • Carmelitas,
  • Textos Carmelitas,
  • Província Carmelitana Fluminense,
  • Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo,
  • Frei Cláudio van Balen,
  • Reflexões de Frei Cláudio Van Balen,
  • transcendente
  • A ESPIRITUALIDADE CARMELITANA

 "Pai, possam eles contemplar a glória que me concedestes, porque me amais". (Jo 17,24) 

 

Frei Cláudio van Balen, O Carm                                                

A espiritualidade carmelitana  faz dedicar-nos a cultivar crescente sensibilidade para captar a atuação da graça ou a presença do transcendente contida em toda a realidade. Assim ajudamos outros a se deixarem tocar, envolver pelo mistério. Receber e transmitir o toque divino é  ponto central do jeito carmelitano de ser.

Partimos do princípio de que todo encontro mais profundo consigo e com a realidade é encontro com Deus que liberta e melhora a qualidade de vida. Tal postura enobrece a pessoa e permite que, nela, Deus aconteça. O encontro com ele, aliás, é o objetivo de toda vivência cristã, de toda atividade e expressão da fé.

Nessa perspectiva, o cultivo do silêncio visa colocar as funções dos sentidos a serviço da fé. Ou seja, em vez de prender o coração a seus objetos sensoriais, esses poderão aguçar nossa receptividade interior, registrando a dimensão oculta na realidade visível: Deus com sua presença amiga e atuação salvadora.

Pratica o silêncio quem, bem integrado e interiormente iluminado, mergulha de tal maneira dentro de seu contexto existencial que, ao lidar com coisas e pessoas, fatos, problemas e emoções, aprofunda sua união com a interioridade que dá a tudo coesão e o relaciona com uma harmonia real ou projetada.

Graças ao silêncio, a vida, o mundo e a história são percebidos como o espaço do Transcendente. Tudo que ali ocupa um lugar ou desempenha uma função, também presta o serviço de imagem, sinal e mediação evocando seu potencial oculto, o poder e o amor de Deus e seu Projeto de Libertação integradora.

O silêncio não produz fugitivos, mas comprometidos; não faz a pessoa insensível, porém mais solidária; não cria alienados, mas conscientiza.. Mais do que estranhos no ninho, gera pessoas de vanguarda na renovação da vida, na melhoria das relações, no desenvolvimento da história e na construção da Igreja.

Como atitude, cultivar o silêncio é uma sensibilização por essa onipresença do “algo mais”  que mantém tudo interligado. De fato, alguém só pode tornar-se contemplativo em atitude, se primeiro se dedica com afinco ao silêncio, a essa abertura ao transcendente na realidade, em busca de uma crescente sintonia.

No Carmelo, as pessoas são motivadas e ajudadas para que se coloquem e conservem sempre na presença de Deus. Sinalizado por tudo e todos, graças à clarividência da fé, ele é o mistério onienvolvente que integra  o existir, interligando todas as suas facetas em uma densidade significativa que leva ao encontro.

Deus presente é dádiva que surpreende e abre novos horizontes; é luz que possibilita o nosso ir e vir, mesmo em meio à escuridão; é força que dá coragem nos embates da vida e é o alvo que sempre de novo encanta e atrai. Graças ao silêncio, o próprio ir e vir nos transporta para dimensões sempre além do “dado”.

Pela contemplação, tudo se encaminha para um sentido integrador, em que o drama não paralisa nem a euforia ilude. Tudo é incorporado ao conjunto e cada um com sua função, bem dentro da tessitura da própria existência,  em benefício do todo. Não desperdicemos nada, tudo é prenhe de um significado.

Em seu esforço de espiritualização, o praticante do silêncio procura ver, através de tudo e por trás do imediatamente dado, uma realidade maior ou diferente, com ofertas e apelos; e de bom grado deixe instrumentalizar-se tanto pelo humilde como pelo grandioso. Assim permite que o universo conspire a seu favor.

Mediante o exercício persistente de, em tudo, captar o “lado de dentro”, o “mistério”, adquire um grau superior de sensibilidade, de modo que, qual cera maleável, tudo e todos possam contribuir para sua transformação. Passo a passo, vivendo fé, esperança e amor, apodera-se de uma leitura correta da vida.

O silêncio é uma ferramenta indispensável para a vida poder irromper em nós e a graça revelar-se em toda a sua pujança. Graças ao silêncio, Deus pode sussurrar a nosso coração o que tem para nos oferecer e como podemos andar por seus caminhos, superando fragmentação através de relações saudáveis.

A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ

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Publicado em 07 fevereiro 2026
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  • Rio de Janeiro
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  • Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro,
  • Mensagem do Frei Petrônio de Miranda,
  • Pensamentos do Frei Petrônio de Miranda,
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  • A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ
  • Religião e Profetismo,

A CONTEMPLAÇÃO QUE NASCE DA CRUZ: “EU VI E OUVI A AFLIÇÃO DO MEU POVO” (Ex 3,7) – Testemunho a partir de Vicente de Carvalho, Rio de Janeiro, RJ

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm., Prior da Comunidade

(Com colaboração de Frei Gilvander Luiz Moreira, O. Carm)

    

“Violência! Opressão!”, bradava com veemência o profeta Jeremias, ao ser reprimido no seu sagrado direito de profetizar. Após ser torturado e preso, o profeta Jeremias, ao ser solto, não abaixou a cabeça e denunciou o sacerdote Fassur, administrador-chefe do templo, dizendo na cara dele: “Seu nome não será mais Fassur, mas Terror-ao-redor”. Este contexto de brutal violência física, psicológica, social, econômica, política e religiosa existia na época do profeta Jeremias (Jer 20,8-9,5) e atualmente é o que presenciamos em várias partes do Brasil e do mundo, especialmente no estado do Rio de Janeiro. E neste contexto desempenhar a missão de evangelização e denunciar a corrupção, a idolatria e opressão dos pobres se tornou um desafio imenso. 

Eis alguns dados que não podem ser vistos friamente, pois por trás de números dramáticos estão milhares de pessoas e famílias destroçadas e violentadas. No estado do Rio de Janeiro, 124 jovens de bairros periféricos (favelas) foram mortos pela Polícia militar e civil no ano de 2025; 167 mortos e 188 feridos nos últimos três anos por balas perdidas. Dia 28 de outubro de 2025 aconteceu o maior massacre da história do Rio de Janeiro em uma megaoperação das polícias militar e civil: 121 mortos – algumas fontes dizem que foram 126 mortos - nos complexos do Alemão e da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, RJ. O Instituto Médico Legal demonstrou que quase todos os mortos tinham sinais de execução. A população encontrou na mata ao lado da favela 70 corpos que foram colocados expostos em praça pública da comunidade. Cenas de guerra, barbárie, terror.

Vários Deputados, vereadores, prefeitos, governadores e juízes presos com envolvimento no mundo do tráfico nos últimos anos três anos. Comunidades entregue ao terror, ao medo e a morte. Vários padres foram obrigados a fecharem as igrejas por ordens de traficantes. Trabalhadores, mães e a população em geral com medo. “Aqui todo mundo tem olhos, mas não veem; tem ouvidos, mas não ouvem, pois se verem e denunciarem, se ouvirem e denunciar, morrem”. Eis uma regra para sobreviver no meio de fogo cruzado entre traficantes, milícias e o aparato repressor do Estado.

Estes dados retratam uma cidade completamente dominada por uma elite dominante, encastelada no Estado e nas grandes empresas que lucram e acumulam capital semeando violência no meio das comunidades periféricas. É Noite Escura. “O Rio de Janeiro!” Muitas vezes fica difícil encontrar a pequena luz no fim do túnel ou dentro do túnel e falar de Esperança em tal realidade que clama aos céus e mais parece uma sexta-feira da Paixão que um Domingo da Ressurreição.

O povo encurralado por um Estado cúmplice da violência, que mais faz campanha eleitoral com sangue humano. Ou seja, autoridades políticas ordenam repressão e a realização de massacres para angariar votos, pois sabem que os controladores maiores do tráfico não moram nas favelas, mas em bairros nobres e usam terno e gravata, via de regra. Entretanto, diante da insegurança social, situação em que as pessoas podem ser assaltadas ou receber uma bala perdida a qualquer momento, muitos são induzidos a acreditar que com repressão se conquistará segurança pública. Ledo engano! Políticos de direita e de extrema-direita se elegem e se reelegem e durante seus mandatos impedem justas e necessárias políticas públicas que de fato podem asfixiar o tráfico e as milícias, e construir um projeto popular de sociedade com justiça, respeito, paz e solidariedade.

Nós, Frades Carmelitas da Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Vila Kosmos, no Rio de Janeiro, RJ, nos últimos dois anos, após os conflitos entre traficantes, milicianos e polícia, recolhemos 69 balas caídas em nossa Comunidade Conventual. Não são flores de Santa Teresinha que recolhemos em nosso claustro, mas balas (cápsulas) letais de metralhadoras e fuzis, que só chegam aos morros com a cumplicidade de autoridades do Estado.  No meio deste fogo cruzado, a nossa Paróquia sofre as consequências de uma guerra civil não declarada na chamada “cidade maravilhosa”.

Neste contexto de sofrimento humano retratado no Poema A Noite Escura, de São João da Cruz, todos os dias enquanto carmelitas passamos pela purificação dos sentidos, da vocação carmelitana e da nossa próxima existência se protegendo contra as balas, os arrastões e a violência que apavora e aterroriza a todos nós, frades Irmãos(as) da Ordem Terceira do Carmo e paroquianos, procurando ser uma fonte de paz e serenidade para o povo Deus que vem até nós desesperado buscando um conforto espiritual e uma paz que dê sentido ao chamado carmelitano em uma realidade de terror.

As nossas atividades Missionárias e Pastorais foram ajustadas no que se refere os horários, seja as Festividades da Novena e Festa de Nossa do Carmo e até mesmo os horários normais das Missas e outras atividades para proteger as famílias que nos procura. Se antes tínhamos procissão e Missão, hoje se tornou impossível. As ruas estão fechadas com proteção dos próprios moradores para tentar barrar a entrada de traficantes e milicianos. Por sua vez a Polícia, também envolvida no mundo do crime, não garante proteção ou segurança. “Aqui os traficantes nos protegem, graças a Deus! Ninguém vem mexer com a gente”, nos relatam moradores que confiam mais nos jovens do tráfico do que na Polícia.

Em 2023 pelo menos 35 ônibus foram incendiados contra uma ação policial que resultou na morte do sobrinho de um miliciano. Cada bairro, morro ou região tem os seus “donos” e quando são ameaçados pelo Estado transformam o Rio de Janeiro em uma verdadeira Guerra. Desde o ano de 2023, 25 crianças e adolescentes inocentes foram mortas por balas perdidas.

“Sofrer não faz mal, desde que nos sintamos amados”. Este pensamento de São Tito Brandsma, Mártir Carmelita da 2ª Grande Guerra, podemos confirmar com certeza diariamente aqui no Rio de Janeiro através do carinho do povo de Deus para com o Carmelo. Às vezes, acordamos às 5 horas da manhã com o barulho de tiros e de helicópteros sobrevoando a nossa Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Ficamos apreensivos, nervosos e tristes, mas somos amados pelo povo e isso nos fortifica para continuarmos em Missão a partir da Regra do Carmo e do nosso compromisso assumindo e falando pelo grande Profeta Elias, “Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercituum“.

Enquanto carmelitas, somos presença não apenas de reza ou sacramentos, mas também de apoio psicológico, afetivo e humano por meio dos voluntários da Associação Beneficente São Martinho ao longo dos últimos 30 anos. Destacamos ainda as diversas campanhas sociais em favor das famílias vitimadas pela pobreza e pela violência nos morros.

Diante de tais dados e testemunho o que podemos dizer do nosso Profetismo e da nossa Espiritualidade Mariana? Impossível colocar em prática o tripé do Carisma/Espiritualidade dos Carmelitas – Contemplação, Fraternidade e Profetismo – se nos omitirmos e permanecermos em ambientes seguros, tranquilos de classe média, que são oásis na sociedade brasileira com brutal desigualdade. Temos que levar a sério as origens do Carmelo – mendicância – em tempos de teocracia que usava e abusava do nome de Deus e de textos bíblicos para fortalecer uma Igreja Instituição rica e que sustentava senhores feudais. O contexto de violência nos interpela para levarmos a sério o testemunho dos profetas Elia que, no meio das viúvas de Sarepta – marginalizadas – se tornou presença solidária e denunciava com atitudes de vida a idolatria que justificava a exploração dos pobres. A dupla porção do testamento espiritual herdada pelo profeta Eliseu de Elias indica que o discípulo deve superar o mestre e ser coerente empunhando a bandeira da profecia em estreita sintonia com a contemplação e na fraternidade ad intra e ad extra. Sentimos também um apelo para levarmos a sério o testemunho de Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, tão bem retratado pelo Evangelho de Lucas no Cântico de Maria, que resgata a fina flor da experiência dos profetas e profetisas desde as parteiras do Egito, Moisés, Ana e todas as mulheres profetisas da Bíblia, que testemunharam a utopia do Deus da vida: “dispersar os soberbos de Coração, derrubar do trono os poderosos e elevar os humildes; saciar os famintos e despedir os ricos de mãos vazias” (Lc 1,51-53)

Como ser uma fonte de Esperança e conforto para quem chora a morte neste cenário de Guerra? Frei Sérgio Gorgen, franciscano, agente de pastoral da Comissão Pastoral da Terra (CPT), cofundador do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), alguns dias antes da sua travessia para a vida em plenitude, escreveu: “Vivi em situações de muita dor (até hoje ecoam nos meus ouvidos o choro de crianças com fome nos barracos de acampamento e até me dói no mais fundo de mim a dor de enterrar crianças que morriam de fome) e muita tensão em tantos e tantos conflitos vividos, mas os tempos de alegria e confraternização foram infinitamente maiores. Não tive o direito de ter crise, nem vocacional, nem espiritual, nem de confiança no futuro, embora em meu interior, tenha passado por várias e tantas, porque sentia a responsabilidade e o peso do hábito de São Francisco sobre os ombros na vocação que abracei. E desde aquele dia em que, num conflito de terra na ocupação da Fazenda Anonni, em que a Brigada Militar avançava em direção ao povo e uma mulher puxou minha camisa e me disse “Frei, o senhor não vai fazer nada?” e eu, cheio de vergonha, avancei do meio do povo e fui para frente dos policiais, incapaz de dizer uma única palavra, abri os braços e parei bem próximo a eles – e as crianças com flores na mão, me seguiram e os policiais pararam - desde aquele dia, perdi também o direito à omissão.”

Resposta ou receita para resolver tal realidade não temos, o que podemos afirmar é que choramos com o povo, sonhamos com o povo, rimos com o povo e buscamos cicatrizar as nossas e as suas feridas por meio da Eucaristia, da convivência fraterna e do olhar para cruz, certos de que a cruz não é só sofrimento, mas de luz, de resistência miúda que insiste a cada dia em viver.

Noite Santa- Nova música do Frei Petrônio

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Publicado em 23 dezembro 2025
  • Advento e natal,
  • Natal,
  • O Natal,
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  • Melchior Baltasar e Gaspar,
  • Festa dos Santos Reis,
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  • Gaspar, Melchior e Baltazar,
  • Os Santos Reis Magos
  • Noite Santa
  • Melchior
  • Canto de Natal,
  • Nasceu Jesus

Noite Santa

Letra e Música: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm

Rodovia Presidente Dutra- A Caminho de São Paulo- 1º de Março/ 2024. Complemento, 4 de dezembro-2025.

 

 

1-Quem foi que falou? Eu ouvi falar. A Estrela brilhou, vamos caminhar, seguindo Melchior, Baltasar e Gaspar, o Filho de Deus, vamos adorar.

 

2-Chegando em Belém, vamos cantar, com os santos pastores, adorar. Gloria a Deus nas alturas, vamos gritar! Entre os animais, Ele vai estar.

 

3-Olhando a família, sempre a pensar, Maria feliz com Jesus a brincar. O Filho de Deus entre nós está, louvores cantemos, a Paz vai reinar.

 

4- Esperança ó Esperança, vem renascer, esta pequena chama  reacender. Nesta noite santa nada a temer, Ele está entre nós para defender.

 

5-Que cessem as trevas e a falta da fé, nossos olhos brilham ó São José. Com Francisco de Assis vamos adorar, nesta manjedoura, vamos nos curvar.

 

6-Crianças nas Guerras com fome a morrer, ó Menino Deus, vem proteger. Famílias chorando a peregrinar, dormindo nas ruas sem pão e sem lar.

 

7-Mulheres Marias, sempre a gritar, o feminicídio entre nós está. Derruba os muros da separação, liberta os jovens de toda prisão.

 

Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI; outras três ficaram feridas

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Publicado em 22 dezembro 2025
  • Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI
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  • Acidente na BR-316,
  • Miguel Leão,
  • Acidente em Miguel Leão,
  • Acidentes de Natal,
  • Acidentes de final de ano,

Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI; outras três ficaram feridas

Acidente aconteceu na noite de domingo (21), em Miguel Leão, a 88 km de Teresina. As vítimas estavam no mesmo veículo.

 

Três pessoas morrem em colisão entre dois carros em rodovia do PI

 

Por Gabriely Corrêa*, g1 PI

Um homem de 51 anos e duas passageiras morreram em um acidente entre dois carros de passeio na BR-316, na noite de domingo (21).

Outras três vítimas ficaram gravemente feridas. Elas foram encaminhadas ao Hospital de Urgência de Teresina.

Segundo a PRF, a principal suspeita é de que um dos carros trafegava na contramão.

Três pessoas morreram e outras três ficaram gravemente feridas em uma colisão entre dois carros na noite de domingo (21), na BR-316, em Miguel Leão, a 88 km de Teresina. As vítimas fatais estavam no mesmo veículo.

O acidente aconteceu por volta das 20h15, no km 80,4 da rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a suspeita é que um dos carros trafegava na contramão.

Entre os mortos estão um homem de 51 anos, uma mulher de 24 anos e outra pessoa do sexo feminino ainda não identificada.

Já entre os feridos estão um homem de 39 anos, uma mulher de 32 anos e outra pessoa do sexo feminino não identificada. Todos ficaram gravemente feridos.

O Corpo de Bombeiros ajudou no resgate das vítimas. Em seguida, elas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Após a perícia, o Instituto Médico Legal (IML) removeu os corpos do local. Fonte: https://g1.globo.com

O Presépio como escola de fé

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Publicado em 15 dezembro 2025
  • o significado do presépio
  • CARTA APOSTÓLICA SIGNUN ADMIRÁVEL DO SANTO PADRE FRANCESCO SOBRE O SIGNIFICADO E O VALOR DO PRESÉPIO
  • O VALOR DO PRESÉPIO
  • CARTA DO PAPA SOBRE O O VALOR DO PRESÉPIO
  • fazer o presépio é convidar Jesus a entrar na nossa vida
  • Arcebispo de Santa Maria
  • AS MENSAGENS DO PRESÉPIO
  • O Presépio

 

Dom Leomar Antônio Brustolin
Arcebispo de Santa Maria (RS)

 

Quando chegam os primeiros dias do Advento, minha memória sempre retorna àquela cena doméstica que marcou a minha infância: meu pai começando a preparar o material para o presépio. Era quase um ritual. Enquanto minha mãe cuidava da árvore, que nós chamávamos de “pinheirinho” meu pai assumia a missão de transformar um canto da sala da casa numa pequena Belém. E ele fazia isso de modo pedagógico, envolvendo os filhos na construção da gruta, como quem ensina um ofício sagrado. 

Lembro-me do cuidado dele ao tingir a serragem que seria a grama do presépio, espalhando os tons de verde para dar mais vida ao cenário. Depois, vinham os papéis pintados à mão, pacientemente amassados e moldados, para parecerem pedras reais. A gruta se erguia devagar, entre risos, poeira colorida, pincéis, cola e aquela expectativa que só as crianças conhecem. Meu pai também cuidava das luzes, porque – como ele dizia – a manjedoura precisava brilhar, mas brilhar com humildade. 

Meu pai partiu cedo. Mas, até hoje, nos dias que antecedem o Natal, é como se suas mãos continuassem ali, ensinando, orientando, construindo. Essa memória não é apenas lembrança; é formação. Foi ali, naquele presépio simples, que aprendi que a fé se transmite pelos olhos, pelas mãos, pelo convívio, pelo amor concreto de uma família que prepara o coração para o Natal. Montar o presépio era mais que montar um cenário: era aprender a viver o Nascimento de Jesus Cristo. 

 

O presépio como escola de fé 

É nesse espírito que o Papa Francisco escreveu a carta apostólica Admirabile Signum, recordando ao mundo a importância de manter viva essa tradição. Segundo ele, o presépio é um “sinal admirável”, capaz de reacender a memória da fé e tocar o coração. O presépio nos educa porque fala através dos símbolos e desperta aquela ternura que nos aproxima de Deus. 

De fato, montar o presépio hoje é um gesto contracultural. Em meio à pressa, ao consumo exacerbado e à superficialidade das imagens, o presépio nos obriga a parar e contemplar. Ele devolve profundidade ao Natal, lembrando que o centro da festa não é a árvore iluminada nem os presentes, mas o Deus que se faz pequeno numa manjedoura. O presépio é uma miniatura da humildade divina — um Evangelho moldado em figuras simples. 

Cada peça carrega significados que atravessam gerações. Os pastores representam os pobres e esquecidos que Deus coloca em primeiro lugar. Os Magos lembram a universalidade da fé, que abraça todos os povos. A luz discreta nos conta que a esperança não entra no mundo com estrondo, mas com suavidade. A gruta evoca nossas próprias sombras, que Cristo vem iluminar. E no centro, sempre, o Menino – tão frágil que cabe no colo, tão grande que sustenta o mundo. 

 

Tradição que se torna missão 

Por isso, montar o presépio é também criar memória espiritual. É oferecer às crianças — como fez meu pai — a herança de uma fé concreta, vivida, encarnada. O presépio instalado na casa se torna catequese visual: fala de proximidade, simplicidade, humildade e amor. 

O Papa Francisco destaca que o presépio toca o coração mesmo de quem não participa da vida da Igreja. Ele revela a ternura de Deus e recorda que a fé cristã nasce da contemplação de um mistério que se entrega. Por isso, o presépio não é apenas tradição; é anúncio. Ele evangeliza porque emociona. Ele ensina porque comove. Ele reúne porque desperta comunhão. E quando as mãos das crianças ajustam a gruta, quando colocam a serragem, quando alinham as figuras, um aprendizado precioso se transmite: o Natal começa no coração. Fonte:  https://www.cnbb.org.br

O que Leão XIV diz em sua biografia sobre mulheres, fiéis LGBTQIA+ e escândalos de abuso na Igreja

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Publicado em 26 novembro 2025
  • LGBTQIA+
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  • Quem é o Papa Leão XIV,
  • Novo Papa Leão XIV
  • Leão XIV inicia seu ministério
  • Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI
  • escândalos de abuso na Igreja
  • Robert Prevost
  • O casamento é para um homem e uma mulher
  • biografia do Papa Leão XIV
  • biografia do Papa

Papa afirma que casamento é entre homem e mulher, mas também condena uso político dessa discussão

Papa Leão XIV assina biografia escrita por Elise Ann Allen Foto: Reprodução/Twitter Elise Ann Allen

 

A nova biografia “Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI” oferece o retrato mais completo até agora do primeiro papa americano, um líder que, aos 70 anos, assumiu o trono de São Pedro com a ambição de reduzir polarizações e devolver serenidade a uma Igreja de 1,4 bilhão de fiéis.

Escrita pela jornalista Elise Ann Allen, do portal católico Crux, a obra se baseia em três horas de entrevistas realizadas em julho e na convivência que ela desenvolveu com o então Robert Prevost desde 2018, quando ele ainda era bispo no Peru.

A biografia acompanha a trajetória de Leão XIV desde a infância em Chicago até sua eleição no Vaticano, e revela um pontífice cauteloso, avesso aos holofotes, mas disposto a definir pessoalmente a narrativa de sua própria história. As conversas ocorreram na Villa Barberini, residência papal de verão, e depois na moradia provisória do papa na Santa Sé, enquanto os aposentos oficiais passavam por reforma.

Apesar do estilo reservado, Leão XIV expõe no livro algumas das posições mais importantes de seu pontificado. Ele afirma não ter intenção de ordenar mulheres, embora garanta que continuará nomeando lideranças femininas para cargos-chave da igreja, e diz estar aberto a ouvir opiniões divergentes. Também reforça que acolherá “todos, todos, todos”, inclusive fiéis LGBTQIA+, mas sem alterar a doutrina católica sobre sexualidade ou casamento.

“O casamento é para um homem e uma mulher”, diz Leão, que define “família” como “pai, mãe e filhos”. Ao mesmo tempo, ele condena o uso político dessa discussão e lamenta que, em alguns círculos europeus, bênçãos pastorais estejam sendo transformadas em rituais que extrapolam o que a Igreja ensina.

Leão XIV descreve a crise de abusos sexuais como um dos temas mais dolorosos da Igreja que exige proximidade com as vítimas, mas alerta que o drama dos abusos não pode se tornar o único foco dos católicos: “A grande maioria dos padres e religiosos nunca abusou de ninguém”.

O papa também aborda a geopolítica mundial. Sobre a Faixa de Gaza, classifica as cenas de sofrimento como “terríveis” e afirma temer que o mundo se torne insensível ao drama humano. Diz que a Santa Sé, por ora, não considera possível declarar tecnicamente se há um genocídio em curso.

Primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, Leão XIV afirma não querer interferir na política de seu país natal, nem mesmo em relação ao presidente Donald Trump, embora não fuja de conversas quando se trata de temas urgentes. / COM INFORMAÇÕES DO THE WASHINGTON. Fonte: https://www.estadao.com.br

Cardeal Tempesta: somos chamados a superar o ódio, a vingança e a indiferença

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Publicado em 29 outubro 2025
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O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta emitiu uma nota sobre os últimos acontecimentos na capital fluminense. “Diante dessa dolorosa realidade, como Pastor desta Igreja, não posso deixar de expressar minha dor por tanto sofrimento e de reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos”.

Silvonei José – Vatican News

Um fato sem precedentes sacudiu nesta terça-feira a cidade do Rio de Janeiro. Uma grande operação envolvendo todas as forças de segurança do Rio de Janeiro prendeu mais de 80 suspeitos de integrar o CV (Comando Vermelho) e resultou na morte de ao menos 64 pessoas.

As pessoas foram mortas durante ação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, sendo quatro policiais (dois militares e dois civis), segundo a Polícia Civil. De acordo com informações da imprensa local, outras nove pessoas foram baleadas, sendo três moradores e seis agentes, quatro civis e dois militares. Entre os mortos, estão lideranças da facção em outros estados que estavam refugiados na região.

Ação mobilizou 2.500 policiais militares e civis para cumprir mandados de busca e apreensão nos dois Complexos na capital fluminense. A ação - segunda a imprensa - é resultado de um ano de investigação envolvendo, também, o Ministério Público do Rio de Janeiro na tentativa de atingir lideranças do CV.

O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta emitiu uma nota sobre o que ocorreu. Eis a íntegra da mesma:

“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)

 

Amados irmãos e irmãs em Cristo,

Hoje vivemos um dia muito difícil no Rio de Janeiro. Com profundo pesar, acompanhamos os trágicos acontecimentos deste dia, em que tantas vidas foram ceifadas. A violência e o medo têm ferido o coração da nossa cidade e tirado a paz de muitos lares. Diante dessa dolorosa realidade, como Pastor desta Igreja, não posso deixar de expressar minha dor por tanto sofrimento e de reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos. A vida humana é dom sagrado de Deus e deve ser sempre defendida e preservada.

Quero elevar minhas preces e minha profunda solidariedade às famílias que choram a perda de seus entes queridos. Que Cristo, o Príncipe da Paz, envolva cada coração ferido com Sua ternura, restaure a esperança e faça brotar, mesmo entre as lágrimas, a certeza de que o amor é mais forte do que a morte. Que Ele transforme a dor em fé e a saudade em semente de vida nova.

Somos chamados, como discípulos de Cristo, a ser construtores da paz, a superar o ódio, a vingança e a indiferença que corroem o tecido social. É urgente que unamos nossas forças pela reconciliação, pelo respeito mútuo e, sobretudo, pela proteção da vida, pela promoção da justiça e pela construção de uma sociedade pacífica, que promova a dignidade de cada pessoa, especialmente dos mais pobres e vulneráveis.

Mesmo diante do caos, creio firmemente que o amor e o bem são mais fortes que qualquer violência. Peço a cada um que seja instrumento dessa paz. Não podemos alimentar o ódio, nem responder com indiferença. O Rio de Janeiro nasceu com vocação para a alegria e a acolhida. Que, com fé e perseverança, possamos devolver à nossa cidade o brilho da paz e a força da fraternidade. E, como diz o hino da nossa cidade: “Que Deus te cubra de felicidade — Ninho de sonho e de luz.”

Convido a todos a permanecerem firmes na oração e na construção da paz. Que nossas palavras e atitudes sejam sementes de reconciliação, e que cada gesto de amor seja um passo rumo a uma cidade mais fraterna e justa. Que o Senhor da vida converta nossos corações, cure as feridas da violência e nos faça instrumentos de Sua PAZ. Que Maria, Rainha da Paz, interceda por nossa cidade, por nossas autoridades e por todas as famílias atingidas pela tragédia de hoje.

Invoco, sobre todos, a bênção de Deus, sinal de esperança e consolo neste momento de dor.

Orani João Cardeal Tempesta, O. Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Fonte: https://www.vaticannews.va

Congresso Carmelita- Apontamentos da Conferência da Teresa Matos de Sousa

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Publicado em 06 agosto 2025
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  • Congresso da Família Carmelitana do Brasil
  • Rumo ao Monte Carmelo

1º - Congresso da Família Carmelitana do Brasil. 2-3 de agosto 2025, Aparecida, São Paulo.

 

Apontamentos da Conferência da Teresa Matos de Sousa, irmã do Sodalício da Vila Kosmos- Vicente de Carvalho/RJ. Tema: Rumo ao Monte Carmelo em Comunidade: Um olhar para a vida fraterna na Espiritualidade da Ordem Terceira do Carmo.

 

 

 “O Carmelita que não ora é falso Carmelita”.

 “A contemplação tem que me levar ao encontro do próximo”.

 “Na contemplação eu encontro o meu próximo”.

 “Se a contemplação não me leva ao encontro do irmão, isso não é contemplação”

 “O Carmelita tem que juntar, não separar”

 “O amor ao próximo é um caminho que nos ajuda a encontrar Deus”.

 “Se você deixar o Espírito Santo agir na vida, você faz coisa que até você dúvida e se pergunta: Será que fui eu mesmo que fiz isso”?

 “Se a Palavra de Deus não me faz uma pessoa melhor, essa Palavra é nula”.

 “A Eucaristia tem que ser constante, se ela for diária, Graças a Deus”.

 “A oração sai e vai ao encontro do nosso próximo, ela não é estática”.

 “Não é possível sermos orantes e contemplativos sem ficarmos sensíveis as pessoas”.

 “Na vida muitas vezes temos que engolir as desavenças da vida e depois de engolir aproveita e faz uma oração”.

 “Se os nossos filhos se tornassem carmelitas não ficaríamos preocupados com o futuro do nosso Sodalício”. 

“Não somos carmelitas apenas na Igreja, nas reuniões ou nos congressos. Em casa temos que provar a nossa carmelitíssima”.

Por que o Brasil está perdendo padres?

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Publicado em 12 maio 2025
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Secularização, celibato e descrédito institucional explicam desinteresse pelas vocações religiosas no País, segundo especialistas

 

Por Edison Veiga e José Maria Tomazela

Há uma queda no número de padres no Brasil, tendência que ecoa o que ocorre em boa parte do mundo, incluindo a América Latina, onde o papa Leão XIV passou três décadas anos da sua vida religiosa (no Peru). Segundo especialistas, a perda do interesse pelas vocações sacerdotais será um dos desafios do novo pontífice.

Maior país católico do mundo em termos absolutos, o Brasil tem um número de padres proporcionalmente baixo se comparado à Itália, coração tradicional do catolicismo. Conforme os dados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), são 22,1 mil religiosos ordenados no País — um para cada 9,5 mil brasileiros. Na Itália, a cada mil habitantes, há um padre.

O cenário é de queda. Em 1970, eram 13 mil sacerdotes, mas uma população de pouco mais de 93 milhões. Cada padre, portanto, tinha potencialmente 7,1 mil fiéis para atender. Em 2010, eram 22 mil padres — pela população à época, cada um dava conta de 8,7 mil brasileiros.

“Isso se deve principalmente à crescente secularização (desinteresse geral pelas religiões) e à ideia, hoje amplamente aceita, de que é possível viver uma vida santa como leigo”, disse ao Estadão o padre jesuíta americano James Martin, consultor do Vaticano.

O historiador e teólogo Gerson Leite de Moraes vê a tendência como um problema a ser enfrentado pelas religiões no mundo contemporâneo, processo que avança gradualmente desde o Iluminismo.

Ou seja: a Igreja enfrenta um cenário que combina desinteresse com descrédito.

“Existem lugares onde a Igreja perdeu espaço ou o cristianismo católico é pouco efetivo. Há menos padres do que a Igreja gostaria para o trabalho de evangelização”, analisa Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Também afastam os jovens os escândalos de abusos sexuais no clero, seguidos de denúncias de omissão nos níveis mais altos da hierarquia. Segundo o padre Eliomar Ribeiro, diretor nacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Jovem, essa é uma “preocupação da Igreja”.

Ribeiro diz ainda que Francisco cobrava “que fossem levados a Roma os casos, sobretudo os ligados à pedofilia, e que os bispos não negligenciassem a questão em suas dioceses.”

Leão XIV já disse que o “silêncio não é a resposta” para esses casos e defendeu transparência e sinceridade para lidar com esse problema. Ele, porém, já foi acusado de omissão sobre denúncias do tipo na Diocese de Chiclayo, onde atuou, pela Rede de Sobreviventes de Abusos por Padres (Snap). Tanto a conferência dos bispos peruana quanto a diocese negam que houve negligência e dizem ter investigado os casos.

Por fim, há a questão do celibato obrigatório, “definitivamente um obstáculo para muitos homens que desejariam entrar no sacerdócio”, afirma padre Martin.

O papa Francisco permitiu, em 2014, que as igrejas de rito oriental tivessem padres casados no Ocidente. Trata-se de uma tradição que sempre existiu nos territórios de origem dessas igrejas. Ainda não se sabe se o papa Leão XIV fará mais mudanças em relação ao celibato de sacerdotes.

O padre Ribeiro, também diretor geral da Edições Loyola, ainda atribui a crise à diminuição do número e de filhos nas “famílias católicas”. Para ele, o ideal seria um sacerdote para cada 5 mil pessoas.

 

Escassez de seminaristas

Conforme o Anuário Pontifício, publicado em março pela Igreja, o número global de seminaristas caiu de aproximadamente 108 mil para pouco mais de 106 mil de 2022 para 2023, último ano registrado pelas estatísticas oficiais.

Em todo o planeta, há 407 mil padres, distribuídos em 3.041 circunscrições. A queda global é de 0,2% ao ano. A Igreja cresce na África e na Ásia e diminui no resto do planeta, com destaque para a Europa — recuo anual de 1,6%.

Padre Martin acredita que essas diferenças regionais possam ser explicadas porque algumas áreas experimentam “maior secularização” e “em comparação a outras. E há “lugares onde os abusos sexuais foram mais generalizados”, deixando a instituição em maior descrédito social.

Os europeus ainda são maioria dos sacerdotes do mundo. As maiores demandas estão nas seguintes regiões:

 

Europa: 38,1% do total, onde há 20,4% dos católicos

América do Sul: 12,4%, onde há 27,4% de católicos

África: 13,5%, onde há 20% dos católicos

América Central: 5,4%, onde há 11,6% dos católicos

 

Desejo de formar família dificulta formação

A vida solitária e o desejo de constituir família dificultam a formação de novos padres, segundo o ex-seminarista Mário Hugo Furlan, de 43 anos. Ele cita ainda a necessidade de renunciar às facilidades da vida comum, como o celular.

Após sete anos de estudo em um seminário de frades franciscanos da Ordem dos Capuchinhos Menores, Furlan abriu mão da vocação sacerdotal. Morador de Santa Bárbara d’Oeste (SP), ele hoje é casado e pai de um menino de 10 anos.

Optou pelo seminário motivado pela vida religiosa que levava com a família, especialmente os avós, indo a missas e participando de ações pastorais. Mas foi uma mudança drástica para o então jovem de 19 anos.

“No seminário, você vai contra as facilidades que o mundo oferece. É como estar no mundo, mas fora dele. Vive a realidade que todos vivem e tem de ser um sinal de luz, dedicação diária ao estudo, reflexão, muita oração e jejum.”

Os religiosos franciscanos e os agostinianos, como o papa Leão XIV, fazem votos de pobreza, castidade e obediência. Isso faz com que o acesso a tecnologias seja restrito. “A exigência de renunciar a celular e computador, entrando agora na inteligência artificial, é outro agravante que impede muitos seminaristas de chegarem ao final e serem ordenados”, diz.

A renúncia ao chamado para ser padre foi refletida por um ano. “Observava que a vida religiosa, solitária, embora comunitária, não fazia mais sentido para mim do ponto de vista existencial. Analisei que, constituindo família, seria mais realizado. Tive a ajuda dos freis para resolver esses questionamentos e deixei o seminário.”

Pesou também o fato de seu pai ter morrido na época. “Mexeu muito comigo e reforçou o desejo de constituir família. Hoje considero que foi a melhor decisão.”

Furlan conta que o aprendizado com os frades, de cuidados com o próximo e a natureza, será levado para a vida toda. “Ter sido religioso franciscano capuchinho por sete anos foi gratificante. Minha formação humana e científica me deu bagagem enorme.”

Mário cursou Engenharia de Produção e trabalha como líder de produção em uma indústria metalúrgica. Também é professor tutor em uma faculdade no interior.

 

Na periferia, padre mais distante impulsiona evangélicos

Católica e coordenadora do União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, Sheila Cristiane Nobre atua em mais de dez comunidades no extremo sul da capital e na maioria delas não existe Igreja Católica. “Para ir à missa, confessar, comungar, os fiéis precisam pegar condução e muitas vezes não têm dinheiro”, reclama.

“Antigamente o padre era pessoa do povo. Hoje não é fácil o acesso, a gente sente falta. Nos locais em que piso, a maioria não tem Igreja Católica e a gente vai perdendo vez para as evangélicas, que vão ocupando espaço dentro da favela”, diz ela, de 49 anos, que faz trabalhas em regiões como Parelheiros e Grajaú.

O Brasil tinha, em 2019, cerca de 109,5 mil igrejas evangélicas de diversas denominações, ante cerca de 20 mil em 2015. O predomínio é das pentecostais (48.781 templos).

É superimportante que a Santa Igreja Católica adote medidas para voltar a ocupar espaço nas periferias. Senão daqui a pouco vai virar religião de nicho, perdendo cada vez mais espaço para esse pessoa. Fonte: https://www.estadao.com.br

Vai com Deus Chico.

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Publicado em 22 abril 2025
  • Artigos do Frei Petrônio,
  • Poema do Frei Petrônio,
  • Morre o Papa
  • Laudate Deum
  • Laudate Deum: vozes e testemunhos sobre a crise climática
  • Exortação Apostólica Laudate Deum
  • Morre o Papa Francisco
  • Vai com Deus Chico
  • Peregrinos de Esperança

 

Vai com Deus Chico!

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. Padre Carmelita e Jornalista da Ordem do Carmo.

Comunidade Carmelitana da Vila Kosmos- Vicente de Carvalho- Rio de Janeiro.

Segunda-feira, 21 de abril- 2025. www.instagram.com/freipetronio

www.olharjornalistico.com.br

 

Vai com Deus Chico! Ele esteve do teu lado nas noites escuras e dor, em favor dos Migrantes e das vítimas das Guerras e Ditaduras. 

Vai com Deus Chico! Ele estive do teu lado na luta incansável pelo planeta através dos Documentos Laudato Si e Laudate Deum- A nossa casa em Comum.

Vai com Deus Chico! Ele te inspirou na defesa de uma Igreja “hospital de campanha, não um posto alfandegário", onde os pobres- indígenas, quilombolas e famílias em situação de vulnerabilidade- fossem amados e os idosos fossem amparados.

Vai com Deus Chico! Tu nos ensinaste a sermos sacerdotes com os pés no chão e sem “renda da vovó”, mas apaixonados pelo Evangelho em uma Igreja Sinodal e Peregrinos de Esperança.

Vai com Deus Chico! No Documento Gaudete et exsultate, indicastes o caminho da santidade para o povo de Deus, e não apenas para um grupo seleto atrás dos muros Monásticos, Conventuais e Seminarísticos.

Vai com Deus Chico! Apontaste para os jovens os novos areópagos da Evangelização das Mídias Sociais e da Inteligência Artificial.

Vai com Deus Chico! Tu olhaste para o ser humano e não para opções sexuais, porque a Igreja é de todos, DE TODOS! DE TODOS! Papa Francisco, vai com Deus Chico!

Bispa de Washington que peitou Trump fala em honrar quem pensa diferente

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Publicado em 31 março 2025
  • DONALD TRUMP,
  • presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
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  • bispa de Washington
  • reverenda Mariann Edgar Budde
  • a morte de George Floyd,
  • cristianismo dos EUA
  • religião e poder político
  • cristianismo americano
  • Homossexuais e transgêneros

Reverenda Mariann Budde diz à Folha que nacionalismo cristão distorce ensinamentos de Jesus e lança livro no Brasil

 

A reverenda Mariann Edgar Budde e o presidente Donald Trump, em janeiro - Kevin Lamarque/REUTERS

 

Anna Virginia Balloussier

São Paulo

A reverenda Mariann Edgar Budde começou a escrever "Como Aprendemos a Ser Corajosos", livro que lança nesta segunda-feira (31) no Brasil, quando foi sua vez de absorver essa lição.

Em 2020, ela teve o que define como seu primeiro grande ato de coragem. Donald Trump, no fim do seu primeiro mandato, posou com uma Bíblia em frente à sua igreja. Budde criticou o "uso de símbolos sagrados" com propósitos políticos. Na mesma praça em Washington, a polícia havia desmantelado um protesto contra a morte de George Floyd, homem negro morto por um agente branco semanas antes.

Em 2025, num culto com presença de Trump, recém-empossado para sua segunda rodada como presidente dos Estados Unidos, a reverenda pediu ao convidado "misericórdia das pessoas em nosso país que estão assustadas agora". Fez menções a imigrantes e à comunidade LGBTQIA+.

Trump disse depois que aquele "não foi um bom culto".

Em entrevista à Folha, a bispa episcopal de Washington reconhece o avanço do nacionalismo cristão, "uma distorção da mensagem cristã", e enxerga falhas no campo democrata, visto com suspeita por muitos americanos que se sentiram escanteados pela elite intelectual.

 

É preciso estender a mão a quem pensa diferente, insiste Budde. "Eu preciso honrar [essas pessoas] e tratá-las com dignidade, mesmo que não concorde com elas. E tentar ver se podemos criar uma sociedade em que possamos ter conversas sem transformar as pessoas que discordam de nós em monstros."

 

Como a sra. relaciona sua fé com a decisão de confrontar Trump?

Não sei se eu diria que o confrontei. Falei com ele no contexto do sermão, que foi sobre unidade. Não estou certa de que ele absorveu a mensagem. Mas quis trazê-la como uma lembrança de que a misericórdia é algo do qual todos precisamos.

 

Alguns evangélicos diriam que a compaixão não tem sido muito mainstream em boa parte do cristianismo dos EUA e também do Brasil. Concorda?

Há uma interpretação da cristandade que não tem tanto a ver com os ensinamentos de Jesus. Dizer que é cristão expulsar pessoas que são diferentes ou tratar os que são estrangeiros tão mal é o contrário do que Jesus ensinou.

Não sou uma seguidora perfeita dos ensinamentos de Jesus, mas acho importante ser clara sobre como ele nos encorajou a nos tratarmos de forma digna, com paciência e amizade. Isso não significa que não temos leis e que as pessoas não precisam segui-las. Mas que podemos partir de uma posição um pouco mais gentil do que o que estamos experimentando agora com líderes cristãos mais influentes no governo.

 

Por que o nacionalismo cristão cresce tanto nos EUA?

O alinhamento de religião e poder político é tão antigo quanto a humanidade. Mas nós estamos testemunhando o crescimento disso por muitas razões. Muitas pessoas têm medo das mudanças que veem na sociedade.

Também acho que é um movimento financiado por mídias sociais que beneficiam certos grupos sociais. É uma distorção da mensagem cristã com um grande apelo para muitos que se consideram cristãos.

 

O que move esse lobby cristão a que a sra. se refere?

Dinheiro, poder, influência. A capacidade de elaborar leis percebidas como parte de uma agenda social cristã, para proteger certos grupos de pessoas.

Há uma crença forte, que volta à nossa fundação, de que há um plano particular de Deus para os EUA, mas essa sociedade é tipicamente definida como branca, com compreensões muito restritivas sobre o papel das mulheres e a natureza da família. [Essa visão] não fala para o bem de todos e para o tipo de sociedade multicultural que somos. E certamente não mantém os valores do evangelho cristão. Isso não é o que Cristo ensinou.

 

Como falar com esse EUA que a sra. apresenta?

Quero entender e conversar com as pessoas que têm essa visão. Preciso honrá-las e tratá-las com dignidade, mesmo que não concorde com elas. E tentar ver se podemos criar uma sociedade em que possamos ter conversas sobre essas coisas sem transformar as pessoas que discordam de nós em monstros e, portanto, deslegitimá-las como parte do diálogo.

 

O que aprendeu até agora com essas conversas?

As pessoas estão apoiando o presidente e sua agenda por muitas razões diferentes. Muitas estão preocupadas com o futuro financeiro, o aumento da imigração e a nossa capacidade de absorver tantos que querem vir para esse país. Há muito medo, e esses movimentos [nacionalistas cristãos] são construídos em cima do medo.

 

Vê uma forma de recolocar a misericórdia no centro no cristianismo americano?

Claro que sim. Não sei como... Mas, mesmo se eu não fosse bem-sucedida, eu ainda assim tentaria. E não estou dizendo que não há misericórdia entre os nacionalistas cristãos, mas ela é reservada para um grupo específico de pessoas.

 

No Brasil, fala-se sobre como a esquerda deixou de representar alguns grupos sociais. Isso acontece nos EUA?

Com certeza. Política e socialmente. Há suspeitas profundas em relação às classes educadas, com diplomas universitários e que vivem principalmente na costa leste ou oeste [como Nova York e Califórnia]. Há uma sensação de que muitos americanos se sentiam como se fossem menos valorizados, que seus empregos não eram importantes, que suas visões sobre como educar seus filhos estavam sendo desreguladas.

Esse descontentamento foi construído e encorajado. Temos um pouco de trabalho a fazer para reconstruir o tecido da nossa sociedade.

 

O que a Bíblia diz sobre imigrantes?

Você pode encontrar quase tudo que quiser na Bíblia. É complicado. Há partes dela muito tribais, nas quais as tribos não interagem com outras, e Deus parece feliz quando as pessoas fazem isso. Essa é uma compreensão mais antiga sobre como Ele se sente sobre as diferenças entre seres humanos.

E há passagens muito claras, como quando Deus diz ao povo de Israel, e Jesus aos seus seguidores, para antes de tudo se lembrarem de que fomos todos estrangeiros uma vez. Então devemos tratar o imigrante com amizade e respeito.

 

Sobre a comunidade LGBTQIA+, é comum ouvir nas igrejas o discurso sobre "amar o pecador, não o pecado".


A tradição a qual eu pertenço chegou a uma aceitação total de um espectro da sexualidade humana. Homossexuais e transgêneros são expressões saudáveis da vida cristã.

Como a sra., como líder evangélica, navega em tempos tão polarizados?
Com cuidado e com humildade. É importante [...] tratar aqueles que experimentam a fé de uma forma diferente com respeito. É direito deles como filhos de Deus.

Raio-x | Mariann Edgar Budde, 64

Bispa da Diocese Episcopal de Washington desde 2011, é uma das líderes religiosas mais influentes dos EUA. Conhecida por sua defesa da justiça social e dos direitos humanos, criticou publicamente Donald Trump em 2020 por usar a Bíblia como símbolo político. Formada em história pela Universidade de Rochester, obteve mestrado em divindade pela Escola de Teologia da Virgínia. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Obrigado a Venerável Ordem Terceira do Carmo- Sodalício de Diamantina/MG.

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Publicado em 22 março 2025
  • Ordem Terceira do Carmo,
  • Delegado Provincial da Ordem Terceira do Carmo,
  • Ordem Terceira do Carmo Secular,
  • VENERÁVEL ORDEM TERCEIRA DO CARMO,
  • Ordem Terceira do Carmo de Diamantina
  • Venerável Ordem Terceira do Carmo do Serro

 

Queremos de público agradecer aos irmãos e irmãs da OTC do Carmo de Diamantina, na pessoa do seu prior Davi e do articulador da região Marcione, que se colocaram à disposição para colaborar na caminhada da OTC do Serro.

Em reunião ontem, dia 20 de março de 2025 com o Prior, Paulo Júnior e os irmãos e irmãs daquele Sodalício, foi acolhida com alegria a proposta de “1 Ano de Missão” ou, acompanhamento, formação, animação e Espiritualidade Carmelitana naquela cidade. Tal proposta é uma tentativa de reanimar e suscitar novas vocações, uma vez que aquele sodalício passa por sérias dificuldades.

Um ponto positivo do nosso encontro foi – finalmente- a aprovação do Estatuto enquanto marco de organização jurídica, uma vez que o grupo necessita zelar e cuidar do templo, e para tal é necessário uma maior organização e aquisição de recursos.

 

Proposta concreta:

1-Todos os meses promover uma tarde- ou manhã- de Espiritualidade Carmelitana aberta aos paroquianos e simpatizantes do Carmelo. (Agendar, divulgar e convidar em todas as Missas da Paróquia)

(Formação, Animação, Adoração ao Santíssimo, Oração, Lectio Divina... ). Na medida do possível, convidar os frades de Belo Horizonte para se fazerem presentes.

2- Visitar os irmãos que estão afastados do Sodalício

 

3- Motivar para o Encontro da Família Carmelitana em Aparecida em agosto próximo.

Que a nossa Mãe, a Virgem do Carmo e nosso Pai e Guia, Santo Elias, nos ajude e não nos deixe esmorecer em nossa caminhada afinal, todos nós estamos CAMINHANDO RUMO AO MONTE CARMELO ENQUANTO PEREGRINOS DE ESPERANÇA. Boa Missão e conte sempre com as nossas orações

 

Frei Petrônio de Miranda, O. Carm., Delegado Provincial para Ordem Terceira do Carmo e Paulo Daher, Coordenador da Comissão Provincial.

Comunidade Carmelitana de Vicente de Carvalho, Rio de Janeiro. 21 de março-2025.

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