Pontífice falta pela 7ª vez a oração do Angelus, mas diz em texto que 'fragilidade e a doença são experiências que nos unem'
O papa Francisco aparece na janela do hospital Gemelli antes de receber alta após cinco semanas de internação por pneumonia, em Roma - 23.mar.25 - Filippo Monteforte/AFP
Cidade do Vaticano | AFP
O papa Francisco, em recuperação no Vaticano após mais de cinco semanas hospitalizado por uma grave pneumonia, instou os católicos neste domingo (30) a viver a quaresma como um "tempo de cura", no sétimo Angelus, a tradicional oração dominical, em que não esteve presente.
O pontífice argentino, de 88 anos de idade, deixou o hospital Agostino Gemelli de Roma no domingo passado após 38 dias de hospitalização por uma pneumonia bilateral que colocou sua vida em perigo em duas ocasiões.
Jorge Mario Bergoglio agora deve continuar sua recuperação de pelo menos dois meses, com terapias de reabilitação e sem atividades públicas, de acordo com os médicos.
Francisco voltou a se ausentar neste domingo para a oração do Angelus, que costuma ser pronunciada ao meio-dia no horário local de uma janela do Palácio Apostólico com vista para a Praça São Pedro. Em substituição, um texto do papa foi divulgado.
"Queridíssimos, vivamos esta Quaresma, especialmente no Jubileu, como um tempo de cura", escreveu Francisco, referindo-se ao período que antecede a Páscoa, a mais sagrada celebração do calendário cristão que este ano será no dia 20 de abril.
"Também estou experimentando assim, na alma e no corpo", acrescentou. E continuou: "A fragilidade e a doença são experiências que nos unem a todos; mas com mais razão somos irmãos na salvação que Cristo nos deu".
A Santa Sé informou na sexta-feira (28) que o papa apresentava "leves melhorias" e progressos em sua capacidade de falar. Antes de deixar o centro médico, o papa apareceu publicamente com aparência fraca, inchada e com a voz frágil, respirando com dificuldade. Foi a hospitalização mais longa de seus 12 anos à frente da Igreja Católica.
O papa Francisco acena a fiéis em sua primeira aparição pública após quase 40 dias internado e antes de receber alta do hospital Filippo Monteforte/AFPMais
O jesuíta argentino também ofereceu neste domingo suas orações pelas vítimas dos conflitos na Ucrânia, nos territórios palestinos e em Israel, no Líbano, na República Democrática do Congo e em Mianmar, país atingido por um terremoto. Também disse que acompanha "com preocupação" a situação no Sudão do Sul, onde nas últimas semanas os confrontos entre facções rivais que lutaram na guerra civil de 2013-2018 se intensificaram. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br